Sonho e Realidade (conto romantico)

Já há algum tempo ele vinha observando Ivone uma gatinha que beirava os dezesseis aninhos, ela era uma morena jambo entrando naquela fase que desperta desejo até em anjo de mármore, jogava no time da escola, handeball, e estava de olho nos garotos que jogavam no time principal da cidade, era compreensível porque a maioria deles as suas familias tinham posse e eles não precisavam trabalhar, não que ela fosse um menina interreseira, mas é como diz o ditado; O rio só corre prú mar.

Aparentemente ela não tinha namorado, só os amiguinhos da turma e ele não figurava entre eles, embora jogase no time da cidade não tinha posses e isso fazia toda a diferença. Antonio estava para fazer dezessete anos e mesmo não sendo um cara feio não conseguia arrumar namorada certa, er só prá dar uns amassos nas festinhas e olhe lá.

Nunca tinha trocado mais que cinco ou seis palavras com ela, mas estava decidido a fazer isso mudar. Fazia pouco tempo que tinham aposentado o velho motor a diesel que gerava energia e iluminava a cidade, a energia agora vinha de um lugar chamado Paulo Afonso e isso tinha dado uma boa alavancada na vida sicial da cidadezinha, os bares ficavam abertos até mais tarde e cabaré nos finais de semana ficava aberto quase a noite toda, findava-se a década de 60. E foi numa noite dessas que voltando para casa lhe surjiu á idéia , tá certo que era uma idéia de jérico, mas fazer o que?

Alguns comerciantes da cidade principalmente os que negociavam com fumo de rolo, tinham carro, rural, jeep, ou caminhoneta que costumavam deixar estacionados no passeio em frente a suas residências. Aguns moleques tinham aprendido a dirigir assim, incclusive ele, tomando algum carro emprestado sem que o dono soubesse  e devolvendo pela manhã, se a gasolina desse prá voltar prá casa. As vezes não dava e o moleque na maoir cara de pau vindo da festa passava na casa do dono e avisava; Seu Fulano eu tava vindo da festa e vi o carro do senhor em tal lugar, só não trouxe porque estava sem gasolina. E o Fulano agradecido. Obrigado meu filho, Deus lhe page, ninguem pode com esses moleques da peste.

A idéia era tão estapafurdia que podia até dar certo, e na primeira oportunidade que teve falou com ela a respeito das festas nas outras cidades e como era que eles fazuam para ir. E ela já visgada pela curiosidade prometeu que iria pesar no assunto, o tempo foi passando e ele foi amadurecendo a idéia, bolando um plano perfeito para que ela não desse prá trás no dia da festa.

Ele só tinha certeza de uma coisa; Se perdesse aquela oportunidade nunca mais teria outra chanse de se aproximar dela, então falou do plano com um colega que jogava no time até uma namorada e já tinha pegado alguns carros emprestado com ele, mas era tão quebrado quanto ele.

A namorada do colega ficou animada e prometeu dar uma força, pois ela jogava com a Ivove na escola, e estava adorando a idéia de irem só os quatro no carro no dia da festa. Homem apaixonado na maioria das vezes faz besteira, e se for ele adolecente é um Deus nos acuda, e Antonio estava apaixonado pela Ivone se não como explicar aquela idéia arrevessada?

Passaram-se duas semanas até que ele soube de uma festa na cidade vizinha, agora era só conversar com ela e preparar o tal plano perfeito. Aconteceu numa quarta-feira á tardinha, ela estava dando um tempinho na praça para ir a escola. Com a mão escondida atrás das costas ele chegou sem fazer barulho e bem no seu ouvido falou baixinho; Não se vire e feche os olhos. Ela que não era muito chegada a surpresas porque geralmente se assustava , não se sabe porque daquela vez obedeceu, e quando ele mandou que abrisse os olhos, estava elae a sua frente com um sorriso que ia de orelha a orelha, quase colado nela e duas rosas na mão, uma branca e a outra vermelha, e ela pasma só o ouviu falar; Para a flor mais linda da praça. Na saida da escola já conseguiu carregar os livros dela e acompanha-la até em casa .

Para ele foi a confirmação do plano e de um sonho. No dia da festa tomaram um carro emprestado, foi a primeira e única namorada e o ultimo carro emprestado na sua vida.

Hoje ao acordar no meio da noite e vê-la dormindo tranquila nem lembra mais quanto tempo passou, mas adora os seus longos cabelos brancos.

Autor: Triunfense

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