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A Bruxa (fantasia)

Todo mundo conhece a Bruxa. Ela mora num cantinho da floresta. Dizem que sua casa, nos dias de tempestade, costuma atrair todos os raios para si. Acho que é seu jeito de salvar as árvores para que não queimem e morram e a contrapartida da Mãe Natureza é lhe aumentar os poderes.

Outro dia, ela estava apanhando algumas folhas para fazer uma infusão e encontrou uma moça desfalecida no meio do mato. Ajeitou a moça nos seus braços e começou a conversar com ela. Uma conversa estranha, de bruxa pra desmaiada:

-Vem aqui, filhinha, volta os teus olhos para o claro.

As nuvens se abriram e deixaram passar um raio de sol.

– Ouve a canção, filhinha, abre teus ouvidos para as notas.

Um vento brando começou um sussurro nas folhagens.

– Deixe o sangue correr nas veias, filhinha, ele está com pressa.

Umas gotas de chuva começaram a cair lentamente.

– Abra a porta do seu coração, filhinha, estão batendo lá fora.

Um trovão se fez ouvir, suave, longínquo.

E mais outro, mais outro, mais outro, até toda a floresta acordar.

As folhas reluziram de limpas, as flores se abriram por um instante, a erva daninha se acalmou, a terra, abençoada terra, perfumou a tudo com seu cheiro de molhada, os bichinhos saíram pra brincar e o céu todo encantado, se abriu no seu azul mais lindo e deixou o sol brincar também. E ele, fez o que sabe fazer, secou as folhas, calou o vento, abrigou os animais, e acariciou o rosto da moça.

Contam que a moça saiu da floresta e encontrou os que a estavam procurando. Já estavam sem esperanças de encontrá-la; uma moça sozinha e perdida por tantos dias… Quando perguntaram se estava ferida, disse que não, que estava se sentindo muito bem. Que não se lembrava direito do que tinha acontecido, nem de como havia se perdido do seu grupo, mas parece que tinha tropeçado e depois havia adormecido e sonhado um sonho bom.

– Com o que você sonhou?

– Sonhei que estava num lugar muito quieto, de paz, sentia que flutuava, mas alguém me puxava devagarinho para baixo. Depois o lugar todo ficou mais lindo, com música, perfume, pássaros e eu me senti feliz e protegida porque estava sendo embalada com muito amor, muita ternura… e acordei quando vi que estava nos braços de minha mãe…

Autor: Najah DL

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A dança (fantasia)

As mãos dançando pelo ar tão suavemente, transpassando sobre a cabeça e encontrando-se nas ondas que os braços permitiam ela criar. Descendo e subindo com suas suavidez desejada por qualquer corpo merecido de arte. Essas mãos que tanto pediram perdão e renuncias, mãos de quem deseja o inesperado. Mãos de quem não teme quando abrirem a porta. Mãos que se contorcem no ar, em giros mirabolantes indo do mais alto apêndice até o mais baixo globo terrestre, tocando quase o chão como quem acaricia a própria pele. Agora estão ávidas, ativas imunes de serpentes. O som da gaita enérgica que como estilo de valsa, ela transgredia há ouvidos sobre-humanos. Mãos que ouviam a gaita e dançavam, mãos que por enquanto sem corpo, mas mãos que tinham objetivo. Aos poucos encontrou-se com cabelos que os dedos não deixaram de se ater e roça-los como quem penteia os cabelos lentamente. E ao ir de encontro com a raízes da onde vinham os cachos cor de caju, ela conheceu a casa das maravilhosas linhas acajusadas. A gaita gritando em seu ouvido, entorpecida, agradecia agora á nuca pelo merecido encontro casual. Que história maluca, a mão dizia. Desculpe, mas logo não posso ficar, tenho muito a conhecer ainda. Um mundo inteiro para descobrir. Preciso deixar este nosso drinque para mais tarde, disse a mão e acenou um adeus. Descendo avistou uma pequenina montanha que forrava sua face, acariciou-o. E em um local apenas encontrou milhares de outras formas, como seus olhos negros que jaziam docemente e aguçados a música da gaita. Agora tudo dançando, e eles se juntavam na música, os olhos sorriam e brilhavam cintilantes. Como uma orquestra, eles se comprometiam a entrar em harmonia. Enquanto os olhos faziam o dó, as mãos prevaleciam no lá.

Deslizando pela face e salientando todos os traços. Até se encontrar com os finos lábios que se entreabriam e fechavam cantando e soprando para o ar sua energia e sugando mais energia para continuar dançando. Um único instrumento a boca, e capaz de fazer todas as notas.Aqueles lábios finos e umedecido com a cantoria.

Dançando…Dançando…Disse tchau a cabeça e ela se encontrou os ombros que se mexiam como um rebolar de cintura. Adeus as mãos disseram e foram para a cintura.

 Que giravam e dançavam rebolando e paradas as vezes. Um junção de contornos. E então as pernas ouviram ao longe um som contagiante que vinha de cima. Inconcientemente motivou seus companheiros a baterem sobre o chão. As junções se locomoviam de lugar sem mesmo mudar de local. Tudo andava, corria, tudo voava! As pernas pergutaram as mãos o que ocorria. E elas lhe disseram: Se desleixe meninos!

 Aqui não há regras nem perfeições, há um turbilhão de energia! Aqui não há normas, nem pensamentos. Aqui não há cérebro, ele está dormindo. Quem comanda agora, somos nós!

As pernas não esperou nem segundos para se contrabalancear para os lados e se dislocar, pulando e agaixando, mosntrando a cintura que não parava de dançar. As mãos deslizando por todas as formas e cores. A cabeça subindo e caindo com os cabelos longos acajusados. A gaita berrava para todos da baile. Que perfeição. Ninguém ali era perfeito, mais com a união tudo se tornava perfeito. Eles ultrapassando leis e periódicos.

 Arcados, lateral, direita…Agora esquerda…Balançando…Balançando…As mãos pendendo a cabeças, segurando os pés miúdos, segurando a cintura, abrindo caminhos para as costas, rodopiando com as pernas, firmando com os pés. E todos mal se queixavam de dor. Ali não havia dor, ali havia apenas uma pura e doce dança. Dança magnética, que puxava e arrastava tudo ao redor. Era como se o quarto inteiro rodopiasse e dançasse junto com todos. Estavam todos com convidados e sem convites.

 Eles não se continham, se remexiam! Ah…Que pura beleza a arte de dançar, pouco importando o comprometimento com sua significação. E todos foram se conhecendo assim, em uma sala de bar. Dançando…Dançando…

 _E é assim que eu vivo, sem comprometimento algum.

 _ Capaz! Duvido que não se apaixone sequer por um homem lindíssimo, destes que vemos em televisão.

 _ Isto é paixão. São paixões sua tola! Nada passa de simples paixões, assim como hoje muda para o amanhã e assim vai. Nada continua o mesmo. Um dia…Há de ter um fim.

 _ E como vive nessa inconstância? Não tens medo de ficar só? Abaixe um pouco o som por favor.

_ Sim claro. Espere só esta música ter fim. Seria horrível desligar o som, sem ouvi-la até o final é quase que um crime! Mas o que havia me perguntado? Ah, claro, a inconstância…Não temo não. Porque deveríamos teme-la? A morte é uma inconstante infinita. E aliás…A vida é uma inconstate finita. Os cálculos matemáticos por exemplo, não passam de suposições, é tão grande estas ilusões que para resolvermos muitos cálculos, devemos acreditar fielmente que aqui, não tem gravidade alguma.

 _ Assim você me deixa perder as esperanças com Samuel.

_ Samuel. Este é seu nome hoje, amanhã você irá enxe-lo de apelidos.

_ Não! Odeio este tipinho de gente. Que vive apelidando com: meu chuchusinho, mel, coquinho, doce de goiabinha…Esquece! Será sempre…Samuel.

_ Samuel.

_ Samu- EL!

_ Certo.

_ Desligue o som por favor!

_ Como você se queixa com tudo! Se queixa disso hoje, e queixará dele amanhã.

_ Você é realmente uma anti-homens né?

_ Para que te-los?

_ Ama-los?

_ Para isto tenho meu cachorro.

Disse a boca agora nunca mais enclausurada. As mãos aumentaram o som, e voltaram a bailar com o resto do pessoal do bar.

AutorRosa Maria

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A espinha (fantasia)

Estava ali parada em frente ao espelho, convicta de que aquela espinha iria acabar com todas as possibilidades de que aquele final de semana fosse perfeito, justo na sexta-feira mais importante de sua vida, a festa do Beto. Havia esperado a semana inteira por aquele momento, escolhera tudo, nos mínimos detalhes, a roupa, maquiagem, grampos de cabelo, lingerie, e até o perfume, tudo que o fizesse cair inteiro em seu colo, só queria a sua atenção, nem que fosse só uma noite, mas queria provar para si e para as outras, principalmente a Karen, que ela era capaz de conseguir ficar com Otávio, o mais cobiçado do primeiro ano! 

Este era seu objetivo, sua meta, alguns minutos de atenção dele, e os olhares invejosos de todas as que duvidassem dela. Tomou seu banho, mais longo que de costume, um banho de corpo e alma, olhava seu corpo pelo espelho esfumaçado do banheiro, a puberdade tardou para ela, enquanto suas amigas tinham os seus seios fartos e volumosos, os dela ainda eram miúdos quase imperceptíveis. Era muito magra, esquálida, esguia, mas tinha uma postura um tanto quanto desengonçada, senti-se uma garça com sua estrutura fina. Mas leu em um livro de auto-ajuda que deveria ser menos dura e crítica e aceitar-se como era. 

Terminou seu banho, animada, acreditando que sua noite ainda poderia tocar a perfeição, enxugou os cabelos, ajeitou-os com um modelador de cachos, e enquanto vestia seu sutiã, sentia saudades de ser criança e correr nua entre os adultos sem ser notada, agora parecia que todos os olhares se voltavam para ela. Eram tantos problemas com os quais não contava quando era apenas uma garotinha, se o absorvente fica saliente sob a calça justa, a maneira de se sentar com uma saia mais curta, ou como cuidar se seu tomara-que-caia. 

O corretivo de sua mãe resgatava a esperança de ficar linda, aliás, de um corretivo facial dependia todo o sucesso de sua empreitada, delineou seus olhos com cuidado, escolheu um batom, se perfumou, estava pronta para a batalha, era uma nova Ana, mais poderosa, livre de seus cadarços, de seu tênis All Star e de seus moletons frouxos. Estava numa linda sandália que afinal libertavam seus pés e suas unhas carmim, colocou suas lentes de contato, para dispensar os óculos de grau, por trás deles se escondeu por muito tempo. 

A noite podia nem ser tudo o que ela quisesse ou sonhava, mas presenciou em si o milagre da transformação, sua paz amarga que carregava até ali se transformara em confiança para as guerras que ainda estavam por vir, pegou sua bolsa correndo, pois a mãe de Vivian lhe daria carona, mais uma vez se olhou no espelho, gloriosa, despediu-se da mãe com um grito já no portão e foi ser feliz.

AutorLarissa Marques

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A menina borboleta (fantasia)

A vida é recheada de mistérios e magias, carregados pelas pessoas. No mundo dessa magia existe uma cidade, nessa cidade existe uma casa e nessa casa tem um grande quintal com muitos canteiros de flores. Ali existe uma menina, que brinca em seu mundo mágico, como se fosse uma linda borboleta. Ela é a menina borboleta.

Ela corre saltando, imaginando estar num vôo livre e panorâmico. Num vôo oscilante e sinuoso de uma borboleta que vive feliz, correndo e voando, ela voa e corre entre as flores e eu olho com desejo de voar também, mas não sei voar, então eu corro.

De repente aquele canteiro ficou colorido, com muitas borboletas, ela não voa sozinha, em seu mundo mágico, ela tem muitas amigas borboletas, que voam com ela, para sentir o prazer da sua companhia e entre tantas borboletas é fácil vê-la com suas cores fortes.

Voa menina borboleta, voa nesse mundo mágico e colorido. A menina corre voando e pensando que é uma borboleta. A borboleta voa leve planada no vento esquecendo a menina que voa também… Voa menina… Voa borboleta… Voa menina borboleta, mas voa feliz.

Eu corro e não a alcanço, ela voa rápido e pousa no meio das flores. De longe fico confuso, não sei se vejo uma menina ou uma borboleta, parada, pousada no meio das flores. Ela fica parada, abre as asas, fecha os braços, fecha as asas e abre os braços, ameaçando voar, como ela é linda com suas cores fortes. Ela fica observando as outras borboletas que voam no jardim da sua casa e abre as asas mostrando as suas cores fortes para elas e dando boas vindas, pois são amigas borboletas.

Ela levanta vôo, voa,voa,voa, pousa do meu lado e pergunta:

– Quem é você?

– Eu sou Zzipperr, um mago da magia, que trouxe esse sonho mágico para você.

– Agora voa, voa menina borboleta, voa com suas cores atraentes e belas para enfeitar, alegrar e dar vida a esse mundo mágico, que eu criei para você… Voa.

Zip…Zip…Zip…ZzipperR.

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A morena dos olhos de Jade e o estranho sedutor (fantasia)

A história que vou contar aconteceu muito longe daqui. Ela se passou numa ilha mágica e enigmática no interior do Pará.

Era noite de lua cheia. O povo daquela localidade se preparava para a grande festa em homenagem a sua padroeira. Haveria festa e ladainha e após a procissão todos iam celebrar a imaculada Conceição num grande arrasta pé no barracão da comunidade. O barracão estava decorado com flores e balões. O povo começou a chegar. As moças de família desfilavam seus belos vestidos e os rapazes admirados com tanta moça bonita. De repente no salão, surgiu uma linda morena com os olhos verdes de Jade. Ela vestia um vestido preto de seda que deixava a mostra suas coxas grossas e exalava um delicioso cheiro de paticholim. Ninguém conseguia deixar de admirá-la. Enquanto a orquestra tocava os rapazes faziam fila para cortejá-la.

Era meia noite quando um estranho surgiu. Ele vestia-se de branco e trazia um chapéu na cabeça. Seu rosto era moreno, queimado de sol, tinha cabelos negros e um olhar sedutor, uma boca carnuda que parecia pedir beijos. A moça morena olhou para o rapaz que a olhou nos olhos e segurou o olhar por alguns segundos. Ela não resistiu e encheu-se de desejos. O rapaz aproximou-se da moça e convidou-a para dançar. Quando os corpos do casal se tocaram o coração da virgem morena disparou. Eles dançaram durante horas sem parar. Foram tantos beijos, abraços e amassos… que o público daquele interior se escandalizou. Eles então decidiram ir namorar na ponte em frente ao rio.

Quando o dia amanheceu a população daquela ilha se surpreendeu com a cena que viu. A virgem morena foi encontrada nua deitada na ponte. Seu corpo exalava um forte pitiú. O moço estranho havia sumido. Ao lado da moça flores vermelhas e um chapéu branco foi deixado.

Dizem os moradores do lugar: até hoje a morena, que deixou de ser virgem naquela noite, desfila nua todas as madrugadas a beira daquele rio a procura do estranho que o seu coração raptou.

AutorFrancineti Carvalho

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A Rosa e o Ser (fantasia)

A rosa abriu os olhos aos primeiros raios de sol.

Espreguiçou as pétalas e bebeu gotas de orvalho.

O ser pequenino acordou também e nele a esperança de ver o botão cerrado que cuidava. Correu ao jardim e sorriu de alegria ao ver que o sonho acontecera.

Estendeu as mãos pequeninas e, docemente, aconchegou no côncavo as pétalas frescas e macias.

– Como é bom que tenhas nascido… murmurou. E ia mergulhar o rosto na corola, para beijá-la e aspirar-lhe o perfume, quando uma vozinha murmurou:

– Tem cuidado!

O ser pequenino assustou-se, mas depois pensou ser a voz da sua imaginação.

Num ímpeto apaixonado, abraçou a rosa.

– Ai ! – Gritaram um e outro.

Um espinho acerado, perfurara a inocência do seu coração.

As pétalas ainda meio descerradas ficaram machucadas, e foram caindo.

Mas do âmago da rosa uma aura doirada se soltou e a ferida cobriu.

A gota de sangue, nele se envolvendo, na terra se embebeu.

O ser pequenino, elevou-se e pousou no coração da flor o seu coração ferido.

Reflectiram juntos acerca da angústia de amar-se demasiado.

A rosa sentiu o calor de uma lágrima e murmurou:

– Não chores, porque nem me destruíste nem o teu sangue se derramou em vão…

o pólen de soltaste, não se perdeu, fecundou o gineceu que esperava este momento. E o teu sangue derramado alimentará a nova roseira por que vim.

Juntos seremos eternos, pois o amor além da brevidade nos guiou.

Autor: Maria Petronilho

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Brinquedo de uma criança (fantasia)

É um ser indefeso que se aventura pelo mundo dos brinquedos e que se apercebe do real brincando na sua inocência… assim defino criança.

Uma criança é um ser puro, inocente que numa mentira esconde sempre a verdade. os seres adultos apercebem se que o mundo das crianças é um mundo de fantasia, de descoberta, que necessita de amor e de algo magico algo que lhe sirva como passaporte para o mundo da fantasia, para o mundo das crianças… e o passaporte é o brinquedo.

Na visão de uma criança o brinquedo é um amigo,faz parte dela faz lhe feliz, tem descobertas com ele, e com ele vive e viveu um periodo magico e entra no seu mundo.

Enquanto brinca é feliz, enquanto brinca gosta do brinquedo, precisa dele sente a presença dele e eskece a vida la fora, o mundo dos adultos…

“bebé,vamos sair…”- alguem falou!

E ai, a criança deixa o brinquedo, sai do seu mundo de fantasia e transcede para outro mundo. um mundo onde nao precisa do passaporte. neste mundo nem sempre a criança está bem, não consegue deixar de pensar no seu brinquedo até que por vezes exclama:

” mamã, quero o meu brinquedo!”

A criança nao deixa de gostar dele, ela gosta e sente falta dele… precisa do brinquedo para a fazer feliz…

Na olhar de um brinquedo, somos algo…algo que faz bem a alguém nos momentos que precisa, que esse alguém sente saudade quando está longe… quando nao toca nele…

Será que os brinquedos não têm sentimentos?

Os brinquedos percebem as crianças, entendem a sua necessidade de estar.

E a maior alegria de qualquer brinquedo é ver o bebé sorrir, o bebé brincando e estando no seu mundo de fantasia… o passaporte.

Na vida em várias ocasiões, não passamos de um paralelismo entre brinquedos e crianças…

Para mim tudo tem sentimentos…

não me interpretem mal!

adoro.te pegasus

AutorLife Style

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Capítulo Um – A palavra do Conselheiro (fantasia)

Era tarde da noite. Colinnus, o mensageiro, bateu à porta da cabana de Valatic, que já devia estar dormindo há horas, pois estava muito cansado desde a última batalha contra o implacável inimigo que queria tomar posse de toda a terra de Zemonatt.

― ACORDE, VALATIC! ― berrava Colinnus. ― ACORDE! ACORDE!

Valatic abriu a porta e, com cara de sono, atendeu Colinnus.

― O que aconteceu, Colinnus? ― perguntou.

― Eles atacaram de novo ― respondeu o mensageiro. ― Agora uma vasta tropa de razaks invadiu as defesas do Noroeste. Acho que pretendem fazer com que sofremos baixas no exército, invadindo o território pelo ar, com dragões, e por terra, com gigantes!

― Isso não pode acontecer ― bradou Valatic. ― Nossas tropas têm de estar protegidas. Já estou vestido com minha armadura. É só sacar minha espada e vestir meu elmo.

Valatic o fez, montou em seu cavalo e acompanhou Colinnus pela Estrada do Monte, que dava nos vastos Campos de Batalha do Noroeste.

― Maldita guerra! ― exclamou Colinnus.

― Não é a guerra que é maldita ― começou Valatic. ― O maldito nesses tempos é ele.

Os dois seguiram e se depararam com um enorme conflito entre duas enormes tropas. De um lado, os razaks assassinos, servos do inimigo daquela terra. Do outro, os grandes guerreiros defensores de Gavelash e Zemonatt.

― Precisamos dar uma trégua nisso ― falou Valatic. ― Colinnus, avise ao rei que nossas tropas têm de ser recuadas.

― Como, Valatic? ― indagou Colinnus, perplexo. ― Você enlouqueceu?

― Eu lhe garanto que estou em sã consciência, Colinnus ― falou Valatic. ― Meu plano é ótimo.

Colinnus apressou seu cavalo e seguiu rumo ao Palácio Real, onde o rei estava esperando com seus guardas mais poderosos. Enquanto isso, Valatic foi ajudar sua tropa no campo de batalha, pois a luta estava difícil. Ao chegar, lutou bravamente, quando as cornetas tocaram o som da retirada.

A imensa tropa de humanos correu para Gavelash, enquanto os razaks avançavam.

― RECUAR! ― berrou Valatic. ― RECUAR!!!

A tropa de humanos atendeu o chamado e recuou. Os imensos portões de Gavelash se abriram e todos entraram. Em seguida, os portões se fecharam violenta e rapidamente, sem deixar nenhum razak entrar.

― O que houve, general Valatic? ― perguntou um soldado.

― Estamos recuando para um plano meu ― falou Valatic. ― Agora irei ao Palácio. Aguardem os razaks cercarem as fortalezas e deixemnos atacar. Após isso, Valatic cavalgou, seguindo a pequena estrada que levava ao Palácio. Ao chegar e se deparar com a Muralha do Monte, Valatic ordenou que as portas se abrissem, e assim foi feito. Ele adentrou a muralha e, em seguida, deixou seu cavalo no pátio interior, pois entrou correndo e foi até a sala do trono.

― Majestade ― disse Valatic ao chegar. ― Espero que goste de meu plano.

― Qual é o seu plano, Valatic? ― perguntou o rei Kifird.

― Pretendo destruir os diques para que a água destrua os inimigos ― opinou Valatic.

― Eu já penso o contrário ― disse uma voz que vinha da porta.

Um homem, vestido com uma túnica verdemusgo entrou na sala e fez uma reverência a Kifird.

― Oh, Trovius! ― cumprimentou o rei. ― É bom vêlo novamente.

― Majestade ― começou Trovius. ― Eu e os magos decidimos que deveríamos usar o Cetro de Skalafir para este caso.

― Mas Trovius… ― começou o rei.

― Eu sei, Majestade ― interrompeu Trovius. ― Porém, o Cetro foi confiadas a nós por Selering, que agora está isolado em uma de nossas torres, com uma condição: só deveríamos usálo quanto estivéssemos em situação totalmente perigosa.

― Ainda não estamos em uma situação crítica, Majestade ― falou Valatic. ― Eu sei o que estou fazendo. A terra absorverá a água dos diques. Construiremos outros no futuro. E, se usarmos o Cetro agora, não teremos mais poderes mágicos para enfrentalo.

― Selering enfrentou-o cara a cara e venceu ― falou Trovius. ― É uma prova de que podemos fazelo.

― Selering o venceu ― disse Valatic ―, não o destruiu totalmente.

― Eu tenho estratégias para o futuro ― confirmou Trovius. ― Ótimas estratégias, diga-se de passagem.

― Então o Cetro será usado ― decidiu o rei Kifird. ― Trovius, prepare tudo para o ritual. Iremos invocar os poderes do Cetro de Skalafir.

Valatic ficou perplexo. Trovius vencera novamente. A palavra do Conselheiro fora mais poderosa que a dele mais uma vez.

― Eu prepararei tudo como o combinado, Majestade ― falou Trovius, que retirou-se da sala rapidamente.

O rei saiu em seguida, deixando Colinnus e Valatic sós. O mensageiro se aproximou de Valatic e disse:

― Um dia ― começou Colinnus ―, Trovius sucumbirá com suas mentiras. Ele jamais traiu o reino, mas é um grande mentiroso. Nunca teve, não tem e não terá escrúpulos!

― Não se preocupe com isso, Colinnus ― falou Valatic. ― O destino cuidará de Trovius, como cuidou de muitos outros crápulas que já passaram por esta Corte.

Em seguida, Colinnus deixou Valatic sozinho na sala.

“É” começou Valatic, falando consigo mesmo “Trovius vai levar o reino à ruína. Será preciso encontrar outra defesa se o reino fora atacado novamente. Afinal, quando o Cetro for usado, não servirá mais. Mas o que posso fazer? A palavra do Conselheiro é muito mais poderosa que a palavra de um mero general”.

Não perca o próximo capítulo: “O Cerco”
Esta saga está só começando…

Autor: Drume Draan

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Caramba (fantasia)

Sonhei sonho louco. Veio um líder e convenceu as massas: Doem tudo o que tiverem para os corruptos. Seus poucos bens se tiverem, alguma poupança amealhada em trabalho duro em penosos anos. Doem tudo ou quase tudo.  

Guardem o mínimo de comida para si e os seus. Vamos embuchar os malditos corruptos com o que mais gostam o dinheiro. Haveremos de produzir tanto e tanto que eles um dia irão se fartar. 

E muitas pessoas que não estavam no poder, gente do comum, correram a ficar ao lado deles. Esses também se fartaram no louco fausto. Porém surgiram empresários que com enorme dificuldade conseguiam mais matéria prima e de sua produção apenas ínfima parte ia para suprir as necessidades do povo. O resto enviavam para os corruptos, faziam acreditando que o líder estava certo. Não questionavam o fim dessas atitudes, apenas faziam produzindo com maior esmero.  

E o povo depois de mais um dia de labuta não iam a nenhum templo, não olhavam para o céu clamando. Apenas reuniam entre si e pela primeira vez sentam o cheiro do seu próximo. Ah, era um cheiro bom de verdade um cheiro que sempre estivera ali, mas que fora embotado pelas mas vivências de tantas e tantas gerações.  

Bastava nesses encontros noturnos e de barrigas quase vazias se olharem, se tocarem. Então nascia uma música entre eles, e cantavam e cantavam e sorriam com forças redobradas.  

Voltavam e no outro dia produziam mais e mais. O escárnio dos corruptos que lhes levava o trabalho penoso não doía. Os amores verdadeiros foram também renascendo e os filhos dessas ligações logo cresceram. Quando já estavam adultos, juntamente com os pais puderam presenciar uma coisa estranha. Começou a surgir entre os corruptos uma espécie de câncer até então desconhecido. Às vezes surgia no ânus como foi o caso do deputado Nilton Cardoso e de sua excelentíssima ex- esposa Maria Lúcia, outras vezes no rosto como o que nasceu em cima do bigode do Sarney. No Lula nasceu terrível pústula nos dedos, no Zé Dirceu nos lábios, no Collor nos olhos, no Renan Calheiros na língua. Assim foram acometidos rapidamente, questão de dias em todos os corruptos maiores ou menores. Pegaram eles desesperados todos os aviões disponíveis no Brasil, suas imensas fortunas e foram se tratar nos Estados Unidos. Os jornais depois publicaram em furo bombástico que eles contaminaram por lá quase toda a população americana. Quando todos se foram, no outro dia era sete de setembro. O povo verdadeiro e bom finalmente comemorou a pátria livre e cada um viveu para sempre com o que é de seu e sempre e sempre a serviço do próximo. A bandeira ostentava orgulhosa novo dístico: O Brasil é você! Duro foi depois acordar.

Autor: Carlos A Funghi

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Cono Gastar Dinheiro com Inteligência (fantasia)

Gleice até que é uma pessoa legal, mas vaidosa a toda prova. Outro dia, acertou uma quadra num desses jogos lotéricos bancados pelo governo,um bom dinheiro, aproximadamente R$ 4.000,00. Há tempos que Gleice gostaria de comprar um Tailler bem moderninho para trabalhar, daqueles que a Ivana, esposa do seu chefe, usa, e agora chegou a hora. Entretanto, Gleice também tem o tratamento dentário quem vem protelando há muito, os pequenos reparos na casa, o fogão novo, uma geladeira nova, em suma,muita coisa mais importante que a droga da roupa, até porque, sendo vaidosa do jeito que é, até que, com relação a vestuário, a mulher anda muito bem para a situação financeira que tem. Saiu de casa com endereço certo, a loja “MODAS FEMINAS”, uma casa que não chega ser o que podemos chamar de vitrine da moda francesa, mas é melhor que a maioria das lojas de liquidação.

– Bom dia senhora! Em que posso ser útil?

– Bem queridinha, estou querendo dar uma olhada num Tailler, de preferência, em tom pastel, o que você tem ai pra mim?

– Ah! Agente tem uns recém-chegados, a coisa mais linda do mundo, super na moda. Vou lá em cima pegar. Deixa eu ver seu número…aqui, olha só que maravilha!

– De fato são bonitos, vou experimentar.

– Entra aqui querida, experimenta esse bege e veste essa camisa por baixo, vai ficar lindo em você. Depois te mostro uns sapatos pra combinar… A gerente da loja viu o entusiasmo da sua vendedora, mas também desconfiou da condição financeira da cliente, pois viu que Gleice descera de ônibus bem enfrente a loja e achou que sua vendedora estava exagerando na oferta e chamou a menina:

– Dora dá só um pulinho aqui…, Essa mulher não tem cara de ter dinheiro para isso tudo, vai devagar com ela.

– Sim senhora.
– Como é, gostou? O preço é meio salgado, se você quiser…,olha só, nós temos outros aqui bem mais em conta…

Para uma mulher vaidosa como Gleice , aquela observação de preço salgado foi como se fosse uma ofensa.

– Que isso minha filha? Não visto qualquer coisa não.

– Desculpa senhora, não queria ofende-la.

– Pois é, se quer saber, não quero só isso não, vou levar ainda, outras coisas, não estou perguntando por preço.

De repente a gerente chega, sem ter ouvido o diálogo entre Gleice e a vendedora e pergunta:

– A senhora vai parcelar em quantas vezes? É que a gente tem analisar os dados, sabe como são essas financeiras, agente pode já ir adiantando, assim a senhora não precisar esperar muito tempo.

Já era demais Para Gleice, aquilo era o cúmulo, parcelar, onde já se viu?

– Desculpe minhas queridas, acho que as roupas aqui são simples demais, baratinhas. Preciso de alguma coisa mais elegante.

Saiu sem dizer mais nada e como se quisesse que as moças da loja vissem (e queria), entrou bem na outra loja em frente, essa, bem mais cara e famosa. Foi lá e comprou vários conjuntos de ternos, gastando praticamente todo o dinheiro, mas se sentiu vingada, principalmente porque parou em frente a loja anterior, onde tomou um táxi, não sem antes chamar a moça que a atendera e dizer:

– Querida, quase R$ 4.000,00 em compras.Dando um sorriso, entrou no táxi e foi embora.

Quando chegou em casa, um dos ternos estava com uma linha solta, defeito pequeno, mas o suficiente para faze-la voltar no dia seguinte para trocar o Tailler comprado.

– Bom dia estive ontem aqui fazendo umas comprinhas (muito chique a mulher) e um dos ternos está com defeito, gostaria que vocês trocassem por gentileza.

– É claro senhora, deixa ver a roupa. Ah, que coisa, mil desculpas, a gente vai providenciar a troca pra senhora imediatamente. Saiu e foi ao andar de cima. Voltou alguns minutos depois um pouco constrangida:

– Querida, mil desculpas, aguarde mais um pouco porque estamos sem o modelo aqui, mas a vendedora já ligou para a outra loja e eles virão trazer um terno novo.

– Fica muito longe, estou com um pouco de pressa.

– Não senhora, é aqui bem em frente, aquele ali oh, a “MODAS FEMINAS”, é o mesmo grupo. Sabe como é, o mesmo dono.

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