Author:
• segunda-feira, dezembro 22nd, 2014

Acordei hoje como o céu borrado.
Nem clareou a minha luz diária:
tal como eu, ela também foi triste:
via-me ópera sem nenhuma ária.

Bato a porta em sensação de fuga.
Rasgo betume, olvido calçadas.
Ando a esmo, em pensamentos ocos,
correndo milhas que acabam em nada.

As trilhas fundas que (re)piso aqui
são chão rachado, cerrado árido
ou, de Dédalo, o tal labirinto…
“Como saber?!”, diz meu reflexo pálido.

Onde me vou eu, tonta e dispersa,
se, tempos idos, tinhas escapado?
Que dentre letras da tela vazia,
nós nos perdemos… tinha te avisado!

You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Both comments and pings are currently closed.

Comments are closed.