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• segunda-feira, dezembro 22nd, 2014

Andando assim, pela vida, feito bicho;
meio sem rumo… visionário não tem nicho,
eu saboreio muito mais de sóis e luas
do que as gentes no ruído dessas ruas.

Eu piso firme sobre a água de oceanos
e vôo livre sem saber de desenganos;
trago comigo pergaminhos de esperança
que tenho escritos na alma desde criança.

Falo com nuvens e pássaros às dezenas,
contando causos de aprendiz de vida plena.
Meu universo de sonhos e encantamento
enche de espanto os algozes do cimento.

Vou por terra, ar e mar de água mansa,
sem paradeiro, que sonhador nunca descansa.
Sou tudo e nada… marca d’água, sou profundo.
Estou em mim, no outro alheio… olho do mundo.

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