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• segunda-feira, dezembro 22nd, 2014

No corpo, mormente, expomos
As marcas dos ferimentos,
Dos danos, fatais momentos,
Que, às vezes, vivenciamos.
Os machucados reais
Ou eventos inocentes,
Feridas inconseqüentes,
Sofrendo ou não, relembramos.

Mas existe um tipo amargo
De marcas que vão ao fundo,
São as tristezas do mundo,
Injustiças que passamos,
São amores que perdemos
Ou nódoas da consciência
Quando nós, por negligência,
A outrem prejudicamos.

Nos caminhos da existência,
Estas mais duras feridas
Calcadas em nossas vidas,
Que nos abalam a calma,
Formam tensas provações,
Calam mais forte na gente,
São os algozes da mente,
São cicatrizes da alma…

As cicatrizes do corpo
Mais fáceis de controlar,
São passíveis de operar
Ou de tê-las maquiadas…
Porém dores metafísicas
Difíceis de disfarçar,
Teimam em atormentar
As almas fragilizadas…

Essas mágoas do espírito,
De um sofrer inconfundível,
Nem sempre me foi possível
Extirpar pelas raízes…
Então sigo meu caminho,
Longa estrada a percorrer,
Aprendendo a conviver
Com as minhas cicatrizes…

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