Author:
• segunda-feira, dezembro 22nd, 2014

Todo meu corpo eu escondo
no mais escondido de meu ser.

Todo meu corpo estar
onde ninguém pode ver.

Todo meu corpo desliza
num ousado e imperceptível
bambolear…

Todo meu corpo estar
onde não se pode tocar.

Todo meu corpo invade teus sonhos
num singelo suspirar.

Todo meu corpo explode
num tênue toque
de dedos indeléveis e afáveis,
como os teus.

Dedos que, meu corpo,
percorrem,
que meu corpo descobrem,
que em meu corpo se misturam.

Dedos que descobrem
os mais íntimos desejos.

Desejos de um corpo calado
que implodindo grita
sob o teu toque.

Corpo de mulher.

Mulher que deseja,
mulher que ama,
que se derrama,
que se entrega…

Que vaza…

Category: MCarmo Costa, Poetisas  | Tags:
You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed. Both comments and pings are currently closed.

Comments are closed.