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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

As lágrimas incessantes do meu coração aberto
Mancham a minha alma com nódoas ardentes,
Das quais, por muito que tente, não me liberto,
Nem da solidão, que em mim, sussurra entre dentes:

“Foste derrotado, foste indesejado e cuspido ao chão…
Caíste nos teus joelhos quando a esperança se foi!
Deixa-te estar assim, prostrado, lacrimoso, em oração,
Pois sabes que não é a ferida da carne que te dói!”

Nunca me perderei mais no que poderia ter sido…
Não quero mais desperdiçar esta vida insignificante!
Posso ter sido injustamente derrotado, vencido,
Mas isso não fará de mim um eterno errante!

Aceito o meu passado para poder possuir um futuro,
Não lamento o ontem em detrimento do amanhã!
No desejo de ter um coração de pedra, forte e duro,
Eu sei perfeitamente, que de pedra, ele nunca será…

Category: Daniel, Home, Poetas  | Tags:
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