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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

O rio nasce na serra de Montejunto
Vila verde dos Francos fica bem perto
Por Maxial, Ramalhal, ele passa junto
A-Dos-Cunhados é mais que certo

Junto as termas do Vimeiro
Que fica na Maceira
Lá continua sorrateiro
Até Porto Novo é ligeiro

No atlântico desagua
Sua foz é em Santa Rita
O Hotel assoma junto a lua
Campo de golfo todo catita

Ai rio tão imponente
Onde as gaivotas não tem asas
São as que levam gente
Não as que posam nas casas

Da serra e aldeias
Entre vales e escarpas
Tua beleza nos presenteias
Aos olhares não escapas

Nele eu nadava e pescava
Eram horas bem passadas no rio
Enquanto a minha mãe a roupa lavava
Eu ficava até tremer de frio

Agora não passa apenas
De um riacho de esgoto
Era um rio de águas amenas
Agora é um nado morto

A beleza natural
Que o homem consciente
Continua a fazer mal
A ele e a toda agente.

Category: Home, José J. Santos, Poetas  | Tags:
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