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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

Sua pele era quente
E mais quente a sua boca
Vermelha e carnuda
Sua boca serpente
Beijando com fúria
E tirando o veneno da angústia.

Suas pernas eram grossas
Como árvores da floresta
E negra era a noite
Do seu corpo aceso
Eu que me perdia
Em cada curva da alegria.

Seus seios eram duros
Com os bicos grandes
Eram como frutos
Feitos por um Deus sem nome
E mistério, quando mais se come
Mais se tem fome.

Seu sexo era úmido
Caverna, rio ou vazio
E quanto mais eu mergulhava
Mas eu me perdia
E jurava
Que amando, era amado.

E assim se passaram as horas
E a madrugada se transformou em dia
É quando acordo da doce orgia
Com o peso no pescoço
Os braços e o cheiro
Do amor dormido.

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