Archive for the Category ◊ Mírian Warttusch ◊

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

rosa091

Category: Mírian Warttusch, Poetas/Poetisas Consagrados  | Tags:  | Comments off
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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

Foi tua vida, triste e mal vivida?
Esteve o fracasso, sempre em teu encalço?
Os teus amores se tornaram em dores?
– Perdidas lutas, desiguais disputas… –

Sentiste o logro? – Faz parte do jogo –
Pois quebrar a cara, não é coisa rara…
Ideais frustrados, novos almejados.
Tudo é vivência, tenhais paciência…

Perdas não existem; os fracos,sim,desistem.
É querer parar, e a vida empurrar…
Tempo é de refletir… e de saber agir…

Cair e levantar, de novo caminhar…
Por favor desperta, acorda,esteja alerta!
Saiba que viveste, e assim aprendeste!

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

Divinas, mansas, perenes,
Cintilam de amor tamanho,
Toda noite no meu leito,
Em sua luz eu me banho.

Chegam tão apaixonadas,
Universo de delícias…
Nosso encontro… é madrugada…
Dardejam loucas carícias.

Estrelas que em cada ponta,
Guardam múltiplos anseios,
Cada qual, assim, mais tonta,
A viajar sobre os meus seios.

Segredo bom não se conta?
Conto sim… as tuas mãos,
São essas duas estrelas,
Perdidas na imensidão.

Na entrega, tanta loucura,
Quando teus dedos me tocam,
Como as pontas das estrelas,
Mil frenesis me provocam.

Cinco pontas cada estrela,
Brilhando na imensidão,
Ardorosas, se assemelham,
Aos dedos das tuas mãos.

Sempre unidos, céu e terra,
Universos consonantes,
Ganhando o céu, somos anjos,
Na Terra somos amantes.

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

No quarto semi-obscuro,
Com o olhar te procuro…
Estás tão linda a repousar,
Teu alvo corpo, banhado de luar…
Dormes, alheia e pura,
Sem saber que te procura, o meu olhar…
Que a te adorar, se imobiliza…
Devagar desliza… devagar…
A sono solto,
Tens o corpo envolto
Em rendado baby-doll.

E no colo, ainda,
Tens a cor infinda do calor do sol.
Descansa no travesseiro,
Um rosto calmo e faceiro.

E com encanto tamanho,
Sedoso e belo teu cabelo castanho.
Mas, acordar-te, receio…
Fico do quarto ao meio,
Fitando teu belo seio,
Que leve… leve a arfar,
Ora se esconde,
Ora se banha de luar…
Deito ao teu lado e reflito…
– Mas não durmo, estou aflito…
De cá para lá, me agito
–Adivinhas meu desejo,
Acordas… e com um beijo,
Me dizes tão docemente:
Estiveste muito tempo ausente
…………………………………………
O primeiro albor de sol,
Ilumina o baby-doll,
Abandonado no chão…
E se derrama sobre ti
Que dormindo, ainda sorri,
Estreita ao meu coração!

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

As nossas sombras, um dia se encontraram,
Paixão fulminante, à luz do sol se apaixonaram!
Chegou o breu da noite e tudo se apagou…
O tempo, implacável, nossa sombra dissipou…

Segui sozinha e nem mais soube de ti…
Muitas décadas se foram no tempo me perdi…
Sempre que minha sombra ao sol aparecia,
Estendia a mão, que retornava tão vazia…

Hoje passei por ti, nem te reconheci…
Não me reconheceste também; e assim segui…
Nossas sombras entanto, no muro projetadas,

Recordaram que se amaram em décadas passadas.
Quiseram se tocar… se amar de novo, alucinadas,
Mas nós seguimos, indiferentes, nossa estrada!

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

Teria algo a ver – teria? – a minha vida sem você?
Não teria sentido a minha vida, não teria, já se vê!
Tendo-te, tenho todo o sentido, e isto, a meu ver
É o que dá sentido à vida; eu falo, e você não crê!

Sem sentido, sem sentido, sem nenhum sentido ter
É eu buscar o sentido e nada sentido ter
Tem sentido isto que eu digo? Acho que não deve ter
Se nada assim, faz sentido, como isto resolver?

Sem solução, nem sentido, faz por justo, merecer,
Que eu dê a isto sentido, mesmo sem sentido ter.
Pensar, pra fazer sentido, de algum modo resolver

O que dá sentido à vida, procurando vai se ver
Que o que dá sentido à ela é procurar entender
Qual o seu real sentido. Faz sentido? Vai saber!

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• terça-feira, dezembro 23rd, 2014

Ai que balaio danado de gostoso,
Cheio de beijos, ternuras e carinho
Balaio que eu guardo, juntinho do meu peito
Para aquelas horas em que estou sozinho…

Tiro dali um beijo bom de cada vez,
Um pouco de ternura vestida de amizade
Êta balaio que quando eu abro é todo luz,
Presente bom que guardarei na eternidade!

Quem não tiver um bom balaio, pode crer,
É porque não fez nada para isso merecer.
Ganhei o meu balaio, pois soube traduzir,

Minha amizade, o meu carinho e o meu amor;
Doei meu coração, eu tive fé, tive fervor.
E meus amigos todos, puderam isto sentir.

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