Archive for the Category ◊ Francisco Simões ◊

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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

francisco

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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

Vem dormir nos meus sonhos,
Traz promessas aos meus desejos.

Sem pejo, despudoradamente,
Pressente meus anseios,
Me banha com teus beijos,
Me inunda de paixão,
Conduz a minha mão
Ao encontro dos teus seios
E, sem pressa, devagarinho,
Ensina-lhe o caminho,
E deixa que meus dedos,
Na avidez da ansiedade,
No roçar de mil meneios,
Te incendeiem de emoção o peito.

Flutuarás então na excitação,
A mesma que todas as noites
Me põe na tua direção,
Vagando em pensamentos
Buscando nossos momentos,
Esperando que de repente, num açoite,
Saltem do imaginário pro real
E nos atirem do sonho para o leito.

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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

Se sou poeta? Sei lá se sou,
Só sei que penso com o coração
E que quando escrevo me dou
Por uma paixão incontida
Que faz do meu peito a guarida
Dos sentimentos do mundo.

Sou amante, mas sou guerreiro
Diante da flor e diante da dor,
Por amor até morro primeiro,
Contra a injustiça miro meu brado,
Armo o soldado com as palavras
Com a indignação ao meu lado.

Cavalgo na trilha dos versos,
Com a poesia eu batalho
Sem pejorar, mas acusando,
Não recuando, apenas avanço,
Sopeando sempre o perverso
Universo de iniqüidades
Onde verdades são grandes mentiras,
Onde o perfeito se revela falho,
Onde a fome é um atalho
Pelo qual a morte encurta a vida,
Onde essa vida tem senhores,
Onde a hipocrisia, com favores,
Limpa a ferida, mas deixa as dores.

Se sou poeta é meu verso que diz,
Falando de amor para além dos desejos,
Talvez até uma imensa utopia,
Mas enquanto houver uma vida vazia
Eu não serei um poeta feliz.

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• quarta-feira, dezembro 24th, 2014

Cala-te coração,
Eu te reprovo, te censuro.
Não derrubes o muro
Do silêncio,
Disfarça a amargura,
Num sorriso que não cura,
Mas te fantasia de não.

O sim não te traz proveito,
Tem algo de proibido,
Hostilizado no preconceito,
Desrespeitado e invadido
Na força da tua dor.

É só teu este amor
Então não te exponhas,
Não renuncies, mas não deponhas,
Pois não és réu, és amante.

Cala-te coração,
Mas leva adiante,
Carrega contigo no peito,
Na alma, no olhar,
Num gesto mudo de vida,
O que esta vida que fala
Jamais compreenderá.

Por favor, coração, te cala,
Ninguém te impedirá de sonhar.

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