fev 14 2017

Primeiro carro voador com produção em série é colocado à venda

A era dos carros voadores começou. Não por conta dos muitos protótipos de que temos notícia por aí, mas sim por conta do início das vendas do primeiro deles, o PAL-V Liberty Sport. O modelo, fabricado pela PAL-V (Personal Air Land Vehicle), começou a ser vendido nesta segunda (13) por preços que vão de US$ 399 mil (algo em torno de R$ 1,244 milhão) a US$ 599 mil (cerca de R$ 1,87 milhão), para a versão inaugural, chamada de Pioneer Edition. Ela terá apenas 90 unidades produzidas e é, desde já, item de colecionador.

O PAL-V Liberty Sport é basicamente um girocóptero desmontável que pode rodar por ruas e estradas. No modo automóvel, ele tem 4 m de comprimento, 2 m de largura e 1,70 m de altura. O entre-eixos não é divulgado, provavelmente porque ele importa pouco na oferta de espaço: o PAL-V Liberty Sport leva apenas duas pessoas. Em terra, o carro voador chega a 160 km/h e vai de 0 a 100 km/h em menos de 9 s. Pesando apenas 664 kg sem passageiros e com um tanque de 100 litros, ele pode chegar a 1.315 km de autonomia e roda com gasolina de 95 octanas, 98 octanas ou Avgas.

No modo girocóptero, ele fica com 6,10 m de comprimento, 2 m de largura e 3,20 m de altura. As pás da hélice superior, abertas, têm um diâmetro de 10,75 m. Sua velocidade máxima no ar é de 180 km/h, com uma velocidade de cruzeiro de 140 km/h. Com uma pessoa só a bordo (e uma carga útil de 246 kg), ele pode percorrer 500 km. Com duas, a autonomia fica em 400 km. Sua altitude máxima de operação é 3.500 m.

O PAL-V Liberty Sport tem dois motores Rotax de 100 hp que movem exatamente as mesmas partes (em voo) e trabalham com um esquema de redundância. Se um dos dois falhar, o outro ainda consegue levar o girocóptero em segurança até o solo. A marca não informa, mas o motor responsável por mover o carro no asfalto (apenas um deles, mesmo) deve impulsionar as rodas de trás do veículo, deixando a dianteira apenas com a tarefa de esterçar. Para ter mais estabilidade, o PAL-V inclina nas curvas, assim como o Carver One, modelo com o qual o Liberty Sport também compartilha a nacionalidade holandesa.

O modelo atual é bem diferente do protótipo que foi testado no vídeo acima, também visível na foto abaixo.

Quem quiser reservar o seu terá de ter carteira de motorista e brevê para girocóptero. A empresa promete devolver o dinheiro dos clientes de países em que o Liberty Sport não for homologado para ambas as utilizações, mas parece confiante de que ele atenderá às normas da maioria dos países. Tanto que diz que reservas firmes só podem ser feitas por depósitos não-reembolsáveis em caso de desistência. Sorte àqueles que confiarem que a PAL-V vai realmente entregar seu carro voador em 2018. Talvez ela não seja necessária, mas é preciso ter um bocado de confiança na idoneidade da empresa para aceitar as condições que ela coloca.

Fonte: MSN

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fev 12 2017

Donald Trump tem chances reais de sofrer impeachment

Nem bem começou e já há quem quer que termine. Antes mesmo de completar três semanas no cargo, o impeachment do presidente americano Donald Trump já é considerado como uma pauta no horizonte da política dos Estados Unidos.

Um grupo de democratas tenta fazer do tema uma pauta do partido. Jornais e revistas têm publicado artigos e reportagens sobre o assunto. A petição “Impeach Donald Trump Now” elenca argumentos para a retirada de Trump e já conta mais de 500.000 assinaturas. Há diversas petições no site da Casa Branca pedindo que o presidente divulgue seus impostos e suas relações comerciais pessoais – o objetivo é detectar conflitos de interesse que, no limite, levem a uma saída forçada do presidente.

O site de apostas Paddy Power estima em 2 para 1 as chances de um impeachment. E até mesmo republicanos duvidam da capacidade de Trump de terminar o mandato. Em um artigo escrito para a revista The Atlantic, Eliot Cohen, ex-consultor de Condoleezza Rice durante o governo de George W. Bush, argumenta que “não seria a menor surpresa se a gestão não terminasse em 4 ou 8 anos, mas muito antes disso, com um impeachment”.

Inimigos não faltam: Trump já comprou brigas dentro e fora dos Estados Unidos. Proibiu imigrantes muçulmanos, demitiu a procuradora-geral, cancelou o Tratado Trans-Pacífico, ameaçou o México com a construção do muro, comprou uma briga cambial com a Alemanha e até desligou o telefone na cara do primeiro ministro australiano Malcolm Turnbull.

Um de seus mais famosos apoiadores, o empresário Peter Thiel, costumava dizer que “o problema com os opositores de Trump é que eles o interpretam de maneira literal, mas não séria; e o problema com seus apoiadores é que eles o interpretam de maneira séria, mas não literal”. Até aqui, o melhor guia para a política trumpista tem sido exatamente o que Trump havia dito que iria fazer. Mas ele pode continuar assim até 2020?

O caso pró-impeachment

Embora o governo tenha menos de um mês, já há quem defenda que determinadas atitudes de Trump violam leis americanas que poderiam balizar uma moção de impeachment. O deputado democrata Joaquin Castro, por exemplo, questiona se o presidente não interferiu na autonomia de outros poderes quando baniu imigrantes muçulmanos de entrarem nos Estados Unidos — esta foi uma das ações do governo mais questionadas.

Para ele, há a possibilidade de Trump ter instruído a Agência de Proteção de Fronteira a ignorar ordens judiciais contra seu mandato executivo. “Se o presidente instruiu a Agência de Proteção de Fronteira a ignorar ordens da justiça contrárias ao seu mandato executivo ele deveria receber uma repreensão. Se fizer de novo deveria ser retirado do governo” escreveu Castro no Twitter.

Outros motivos incluem a própria relação do presidente com seus negócios particulares — o republicano deixou as organizações Trump para seus filhos em um truste, no qual eles teoricamente não podem discutir negócios. Além do fato de Trump nunca ter disponibilizado sua declaração de imposto de renda. Alguns deles giram em torno da Cláusula dos Emolumentos, um adendo da constituição americana que proíbe alguém que ocupa um cargo público de ter interesses financeiros ou receber presentes e títulos de outros países.

Para Ajay Chaudhary, professor da Universidade de Columbia e diretor do Instituto Brooklyn de Pesquisa Social, ainda é cedo para argumentar pelo impeachment do presidente. “No atual momento é muito improvável que o impeachment aconteça, seja pelas ordens executivas de Trump ou pela Cláusula dos Emolumentos. Não há quase nada em que se possa apoiar um processo de crime político agora”, afirma.

Construindo a oposição

Um processo desses não tomaria lugar tão facilmente. Trump está fortalecido: segundo o jornal New York Times 48% dos americanos aprovaram a medida de banir imigrantes de países de maioria muçulmana. E seu partido tem maioria no Congresso, o que dificultaria o processo de impeachment de caminhar pelas vias legais.

Esperar que o governo enfraqueça é o que parece ser a única alternativa da oposição. Em um evento realizado pelo banco Credit Suisse em São Paulo, o ex-ministro de Relações Exteriores do México, Jorge Castañeda, argumentou que essa é a opção do país para lidar com as provocações de Trump. “O México é a criança mais fraca na turma, logo Trump vai mexer com ele primeiro. A opção é esperarmos que ele esteja mais fraco, com menos apoio, com a imagem desgastada e com a oposição democrata minimamente fortalecida para termos chances de nos defendermos melhor de suas políticas”, disse.

Os democratas começam a procurar por maneiras de deslegitimar a gestão de Trump e enfraquecer seu poderio político. Um boicote em massa está programado para o dia 28 de fevereiro, quando acontece uma sessão conjunta do presidente com o Congresso, onde Trump irá fazer o famoso Discurso de Estado da União. O propósito é fortalecer o partido para as eleições de meio de mandato — nos Estados Unidos uma parte dos congressistas é eleita a cada dois anos — e tentar conquistar a maioria na Câmara. “Eu realmente acredito que se tivermos a maioria podemos dar entrada em um processo de impeachment”, disse o deputado democrata Ted Lieu ao site Politico.

Segundo o professor Chaudhary nem mesmo esse processo é simples. Ele lembra que os democratas precisam passar por algum tipo de reconstrução interna caso queiram se colocar como uma oposição real aos republicanos. “A coalizão republicana não deve ser enfraquecida tão cedo. Eles têm o controle do Congresso e da presidência da Câmara e podem tocar uma agenda econômica conservadora. Para os democratas terem alguma chance é preciso que se fortaleçam como um partido de força econômica, além de força social”.

Trump já afirmou que a verdadeira oposição a seu governo é a mídia. Mas analistas discordam que a imprensa apoiaria um impeachment caso não houvesse uma base legal sólida e acusações contundentes.

Impeachment nos Estados Unidos

O processo de impeachment americano é muito parecido com o brasileiro. Primeiro, as acusações passam por uma comissão de justiça na Câmara que julga os procedimentos legais da questão. Depois, vai a plenário da Câmara, onde o caso precisa de maioria simples.

Lá, como cá, o julgamento é feito no Senado, onde precisa do voto de 67 dos 100 senadores. Até hoje, nenhum presidente foi condenado no Senado, embora outros já foram julgados. Mais recentemente, no final de 1998, Bill Clinton teve duas moções de impeachment encaminhadas após o escândalo de seu envolvimento com a estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. As acusações, de perjúrio e obstrução de justiça, foram aprovadas pela Câmara.

No Senado, Clinton foi inocentados por todos os 45 democratas e 5 republicanos em ambas as acusações, resultando no apoio de pelo menos metade dos senadores. Exatos 130 anos antes, o ex-presidente Andrew Johnson também foi inocentado pelo Senado, após acusações de que teria violado uma lei da época que impediria o presidente de remover civis nomeados a cargos políticos sem aprovação do Senado. Richard Nixon renunciou enquanto seu processo de impeachment corria pela Câmara, em 1974, acusado estar envolvido e tentar abafar o caso Watergate, em que a CIA teria invadido computadores e escritórios democratas para obter informações privilegiadas a mando da presidência.

Lá, como cá, o processo é essencialmente político. Clinton se safou porque a economia estava no rumo certo. Se os mirabolantes planos de Trump derem conta da promessa de fazer o país crescer 4%, ele certamente ficará onde está independentemente dos impropérios e conflitos de interesse. Mas, se a economia patinar, é melhor ele colocar o topete de molho.

Fonte:MSN

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fev 12 2017

Coreia do Norte dispara novo míssil no Mar do Japão : provocação aos EUA ?

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico neste domingo (12), um lançamento considerado por Seul como uma “provocação” e uma ação que visa testar o presidente americano Donald Trump.

O míssil foi disparado às 7h55 locais deste domingo (12) (20h de sábado, em Brasília) a partir de uma base aérea localizada na região oeste da Coreia do Norte. Segundo a chancelaria da Coreia do Sul, trata-se de uma “versão melhorada” do Musudan, projétil de alcance intermediário, projetado para cobrir uma extensão de 3 mil a 4 mil km. O míssil voou em direção ao leste durante 500 quilômetros caindo em seguida no Mar do Japão , segundo informações do Ministério da defesa sul-coreano.

O premiê japonês Shinzo Abe, que passou o fim de semana na companhia de Donald Trump, na Flórida, não aprovou a ousadia norte-coreana e reagiu dizendo que o lançamento foi uma provocação “intolerável”. Já o presidente americano preferiu ignorar a operação militar da Coreia do Norte. No entanto, Trump fez questão de manifestar seu apoio ao Japão no episódio do míssil balístico deste domingo. “Quero que todos entendam e estejam cientes de que os Estado Unidos apóiam o Japão, seu maior aliado, a 100%”, afirmou o presidente americano.

O lançamento do míssil norte-coreano deverá testar o compromisso de Donald Trump, que prometeu endurecer em relação ao regime de Kim Jong-un, que no ano passado testou mísseis nucleares e balísticos violando resoluções da ONU.
Um membro da equipe do governo dos Estados Unidos informou que o ato “não é uma surpresa” e sim uma “provocação” da Coreia do Norte, algo que já era “esperado” depois da posse de Donald Trump. “O líder norte-coreano gosta de chamar a atenção para momentos como este “, afirmou o funcionário americano.

Ele declarou ainda que a Casa Branca vai estudar diferentes possíveis reações ao lançamento do míssil, mas, mas que a resposta deverá ser gradual para evitar uma escalada nuclear, uma vez que, segundo o Pentágono, o projétil era um míssil de “alcance médio ou intermediário” e não um verdadeiro ICBM, a sigla que determina mísseis balísticos intercontinentais.

Fonte: MSN

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fev 12 2017

Apenas 77 pessoas de mais de 6 milhões tiraram nota máxima na redação do Enem

Apenas 77 pessoas tiveram nota mil, a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme balanço divulgado na quinta-feira (18) pelo Ministério da Educação (MEC). O número de notas máximas foi bem abaixo das 104 registradas em 2015. De acordo com o MEC, 6,1 milhões de estudantes fizeram o exame em 2016.

Os temas das redações do Enem foram “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, nos dias 5 e 6 de novembro, quando a maior parte dos candidatos fez a prova; e “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, nos dias 3 e 4 de dezembro. Em 2016, devido às ocupações de escolas e universidades por grupos contrários a mudanças educacionais no Brasil, o Enem foi adiado para alguns participantes.

“Acho que é algo absolutamente esperado. Como tem populações diferentes todos os anos fazendo o Enem, essa comparabilidade de medias tem que ser cuidadosa porque as populações são diferenciadas”, ponderou em coletiva de imprensa a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

Para a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, o desempenho na redação está também ligado ao desempenho em linguagens. A prova de linguagens, no Último Enem, registrou a menor nota mínima (287,5) e a menor nota máxima (846,4). “Há, claramente, um desempenho mais insuficiente em linguagens do que nas outras áreas, o que reforça o que as avaliações nacionais já indicam, que é a enorme dificuldade de leitura e escrita dos nossos alunos”, segundo a secretária.

A prova de redação é a única de caráter subjetivo no Enem. Os estudantes são avaliados, entre outros critérios, quanto ao domínio da escrita formal da língua portuguesa, à compreensão e aplicação de conceitos nas áreas de conhecimento, à organização e interpretação de informações e à elaboração de proposta de intervenção.

Menos redações nota mil
A queda no número de redações nota mil vem sendo constatada ano a ano. De acordo com dados do ministério, o número de redações nota mil equivale a 0,001% dos que fizeram a prova. Em 2015, as 104 redações com nota mil representaram 0,002% do total de participantes do exame. Em 2014, foram 250 candidatos com nota mil, equivalentes a 0,004% dos participantes da prova. Em 2013, o número foi ainda maior: 481 candidatos obtiveram nota mil na redação, ou 0,009% do total.

Mesmo com queda na quantidade de notas máximas, o grupo que tirou entre 901 e 999 aumentou em relação ao ano anterior. Foram 55.869 provas nessa faixa de notas, ante 47.770 em 2015 e 35.719 eno Enem de 2014.

Na outra ponta, segundo o MEC, 291.806 candidatos tiraram nota zero ou tiveram a redação anulada no ano passado. Eles não poderão participar dos programas de seleção para vagas no ensino superior da pasta este ano.

Provas do Enem
O MEC divulgou os desempenhos máximos e mínimos em cada prova do Enem. Na avaliação do Inep, o desempenho dos participantes, especialmente dos concluintes do ensino médio, mantém-se constante desde 2008. “O desempenho em todas as áreas está absolutamente estagnado. Não estamos conseguindo fazer com que nossos estudantes do ensino médio aprendam”, afirmou Maria Inês.

Em ciências humanas, a maior nota foi 859,1 e a menor 317,4; em linguagens, as notas variaram entre 287,5 e 846,4; em matemática, a variação foi entre 309,7 e 991,5;  e em ciências da natureza, entre 316,5 e 871,3.

Considerando a média total, os participantes obtiveram as maiores médias em ciências humanas (533,5), seguindo-se linguagens (520,5), matemática (489,5) e, por último, ciências da natureza (477,1).

Dos 8.630.306 inscritos no Enem-2016, 2.494.294 (28,90%) faltaram ao exame. Além disso, 3.942 (0,05%) foram eliminados no primeiro dia e 4.780 (0,06%), no segundo dia, por desrespeitar as regras do exame, seja por preencher incorretamente o cartão de respostas ou  portar materiais indevidos.

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fev 12 2017

“É crime de corrupção e ponto”, diz procurador sobre repasses de Eike a Cabral

O Ministério Púbico Federal (MPF) no Rio de Janeiro detalhou na sexta-feira (10) duas denúncias contra o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista. A força tarefa da Lava Jato acusa o dono das empresas do grupo EBX de corrupção ativa e lavagem de dinheiro por ter feito dois pagamentos ilegais de US$ 16,5 milhões e outro de R$ 1 milhão à Cabral, em troca de benefícios nos negócios. O ex-governador foi denunciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O MPF disse que o pagamento, em especial o primeiro, beneficiou as empresas de Eike e coincide com licitações e pedidos de licença para empreendimentos como o Superporto do Açu, no norte fluminense, e o Porto do Sudeste, na zona oeste do Rio. Embora os investigadores não tenha identificado, até agora, quais foram exatamente as vantagens recebidas, os procuradores são categóricos ao afirmar que os pagamentos por si configuram corrupção.

“Um dos maiores empresários do estado do Rio de Janeiro, o senhor Eike Batista, pagou US$ 16,5 milhões para o governador do Rio de Janeiro [Sérgio Cabral]. Isso é crime de corrupção e ponto”, afirmou o coordenador da Lava Jato no Rio, Leonardo Cardoso de Freitas.

“O senhor Eike Batista tinha diversos interesses no estado, diversos empreendimentos, diversos atos dependiam da atuação do estado e, sobretudo, do governador, e o senhor Eike não podia dar de presente U$16,5 milhões para o governador e o governador não podia ter aceitado. É simples assim”, completou.

Segundo a denúncia do MPF, Cabral solicitou o pagamento de US$ 16,5 milhões a Eike, em 2011, pagos por meio de transação concebida pelo assessor e braço direito do executivo, o advogado Flávio Godinho, também denunciado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Parte dos recursos (US$ 4,7 milhões) foi transferida a Cabral por meio de um contrato fraudulento de compra e venda de uma mina de ouro, no exterior. Outra parte, por meio de ações das empresas Petrobras, Vale e Ambev, nos Estados Unidos. A operação contou com a participação do doleiro Renato Chebar, que revelou o esquema em troca de pena menor. Ele o irmão, Marcelo, operadores da conta de Cabral, foram denunciados por evasão de divisas.

Em 2013, a Lava Jato também identificou pagamento de propina das empresas de Eike ao ex-governador por meio do escritório da esposa dele, Adriana Ancelmo. A advogada recebeu do grupo EBX R$ 1 milhão por serviços que nunca foram prestados, segundo o MPF. De acordo com o Ministério Público, em depoimentos prestados Adriana negou ter recebido os valores “a título de propina”.

Em depoimento voluntário para esclarecer o caso, em 2016, Eike disse que o pagamento se referia à contratação de consultoria do escritório, recomendada pela Caixa Econômica, entidade com a qual fazia negócios. O banco confirmou a negociação, no entanto, negou que tenha indicado o escritório de Adriana para qualquer operação. As declarações de Batista foram vistas como tentativa de ludibriar os investigadores e obstruir a Justiça.

Também foram denunciados pelo MPF os ex-assessores de Cabral Wilson Carlos, Carlos Emanuel Miranda e Luiz Arthur Andrade Correio, mas ficaram de fora o irmão do ex-governador Maurício Cabral indiciado na quarta-feira (8) pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e organização criminosa e a ex-mulher de Cabral, Suzana Neves, acusada de lavagem de dinheiro. “Essa denúncia, no entanto, não exaure a possibilidade de novas”, esclareceu o procurador Rafael Barreto.

Dos nove denunciados hoje, seis estão presos, em Bangu, na zona norte da capital fluminense.

Nas contas dos procuradores, pelos dois pagamentos, Eike pode pegar até 44 anos de prisão e o ex-governador até 50 anos, embora a Justiça limite penas no Brasil até 30 anos.

Fonte: Portal Positivo

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fev 12 2017

Bolo de Ovomaltine

 

 

Ingredientes

Massa

3 ovos
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chpá) de Ovomaltine
1 colher de sopa de fermento em pó
1 xícara (chá) de leite morno
1 xícara (chá) de açúcar

Creme de chocolate

2 caixas de creme de leite
2 colheres de manteiga
1 xícara (chá) de Ovomaltine
½ xícara (chá) de açúcar

Modo de Preparo

1. Separe a gema das claras.
2. Na batedeira, coloque as gemas, a farinha de trigo, o Ovomaltine, o fermento em pó, o açúcar e o leite. Bata até atingir uma consistência homogênea. Separe.
3. Bata as claras até atingirem o ponto neve.
4. Despeje as claras em neve na mistura e mexa devagar até ela incorporar na massa do bolo.
5. Unte uma assadeira e leve o bolo ao formo, a 200 graus, por cerca de 40 minutos.
6. Para fazer o creme, coloque em uma panela a margarina para derreter. Depois, despeje o creme de leite, o Ovomaltine e o açúcar. Misture até o creme atingir uma consistência mais grossa, porém não empelotado.

Fonte:Portal Positivo

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jan 29 2017

Doze pichadores foram detidos em flagrante neste sábado em SP

Doze  pessoas foram detidas por estarem fazendo pichação em São Paulo, na madrugada e começo da manhã deste sábado (28). Mais cedo, o prefeito de São Paulo, João Doria, anunciou um acordo para taxistas denunciarem os pichadores.
Por volta de 1h da manhã, a Guarda Civil Metropolitana deteve em flagrante seis pessoas por pichação a um edifício na esquina das avenidas São João e Duque de Caxias, no Centro de São Paulo. O caso foi registrado no 2°DP.

No começo da manhã, seis adolescentes foram apreendidos por equipes da GCM e da Polícia Militar pichando estabelecimentos comerciais na Rua Estela, na Vila Mariana. O caso foi registrado no 27º DP.

Na sexta-feira (27), a Prefeitura anunciou que vai processar 26 pessoas presas em flagrante em janeiro por pichar prédios e monumentos públicos. A gestão Doria vai pedir na Justiça o ressarcimento dos danos causados e o pagamento de multas. Na madrugada desta sexta, três pessoas foram presas em flagrante pichando muros da Avenida 23 de Maio.

A Prefeitura vai solicitar ainda que a Justiça conceda liminares impondo multas em caso de reincidência. “As liminares visam impedir que os acusados voltem a praticar pichação. O recurso a tais ações será utilizado pela Prefeitura de São Paulo sempre que houver dano ao patrimônio público por pichação”, diz a nota da administração municipal.

A decisão tem como base a Lei Federal 7.347/85, sobre danos ao patrimônio público. Os processos criminais relativos aos crimes praticados pelos pichadores correrão paralelamente.
Já a lei 12.408 diz no artigo 6º que “pichação é crime que prevê pena de 3 meses a um ano de prisão mais multa”. Em caso de monumento ou imóvel tombado, a pena é maior e vai de 6 meses a um ano, mais multa.

Fonte: O Globo

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jan 29 2017

Mostra de Tiradentes premia filmes de São Paulo, Minas, Ceará e Maranhão

A 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes anunciou na noite deste sábado (29) os filmes vencedores do evento. Os prêmios se concentraram em produções das Regiões Sudeste e Nordeste. Cinco títulos foram agraciados com o Troféu Barroco: dois de São Paulo, um de Minas Gerais, um do Ceará e um do Maranhão.

Os dois prêmios concedidos por votação do público ficaram com filmes produzidos em São Paulo. O documentário Pitanga, que marca a estreia da atriz Camila Pitanga como diretora, foi escolhido o melhor longa-metragem. O filme traça a trajetória estética, política e existencial do ator Antônio Pitanga, pai de Camila. Na direção, a atriz fez parceria com o cineasta Beto Brant. Também escolhido pelo júri popular, o documentário Procura-se Irenice, dos paulistas Marco Escrivão e Thiago Mendonça, foi o melhor curta-metragem.

O Júri Jovem, composto por pessoas selecionadas através de uma oficina de crítica cinematográfica, foi responsável pelo prêmio da Mostra Olhos Livres, que reúne filmes com uma linguagem mais autoral e menos convencional. O troféu foi entregue à Lamparina da Aurora, produção maranhense dirigida por Frederico da Cruz Machado. O longa-metragem gira em torno das memórias de um casal de idosos em uma fazenda abandonada.

Lamparina da Aurora é o terceiro longa-metragem de Frederico da Cruz Machado. O diretor afirma que o filme foi produzido com baixo orçamento, sem recursos públicos, e o prêmio foi recebido como uma boa surpresa. “É um trabalho muito artístico, porque a narração do filme é toda poética, toda baseada em cenas de poesias de um grande escritor maranhense, o Mauro Machado. É um filme de gênero, um suspense. Um prêmio desse dá a possibilidade do filme ser mais falado e ser visto no cinema e em outros festivais”.

Os dois prêmios restantes foram entregues pelo júri de críticos. Na Mostra Foco, voltada para curtas-metragens, uma produção cearense levou a melhor: Vando Vulgo Vedita, dirigido por Andréia Pires e Leonardo Mouramateus.

Já na Mostra Aurora, dedicada ao primeiro ou segundo longa-metragem de novos cineastas, o documentário mineiro Baronesa recebeu o troféu. Dirigido por Juliana Antunes, o filme aborda a vida de duas vizinhas em um bairro de periferia de Belo Horizonte, que buscam evitar os conflitos do tráfico. “Foi um trabalho de extrema imersão. A equipe morou comigo um mês na Vila Mariquinha. E eu morei outros cinco. E toda esta imersão aparece na tela”, conta a diretora.

Todos os diretores de filmes premiados, além do Troféu Barroco, irão ganhar incentivos de empresas patrocinadoras para a realização de um novo trabalho. Eles terão, por exemplo, recursos para locação de equipamentos e para pós-produção.

Prêmio Helena Ignez

Uma novidade da 20ª edição da Mostra de Cinema de Tiradentes foi a entrega do primeiro Prêmio Helena Ignez, criado para homenagear anualmente uma mulher que tenha atuado na produção de obras concorrentes da Mostra Foco, de curtas-metragens, e da Mostra Aurora, que reúne longas de novos realizadores. A premiada precisa ter destaque em funções como direção de fotografia, montagem, roteiro, entre outras.

O troféu foi entregue à Fernanda de Sena, que responde pela direção de fotografia do filme Baronesa. “Mulheres também são capazes de ser cabeças de equipe e de assumir funções técnicas como direção de fotografia ou captação de som. Por isso, esse prêmio é importante”, comemora. Foi o primeiro longa-metragem que Fernanda integrou e, embora ainda não tenha novos projetos em curso, ela acredita que o prêmio lhe dará estímulo para seguir no cinema.

A expansão da presença da mulher no mercado cinematográfico repercutiu nesta edição da Mostra de Cinema de Tiradentes, que registrou um recorde. Dos 108 títulos da programação, 43 tinham presença feminina na direção, cerca de 40%. Segundo o curador Cléber Eduardo, embora já existam muitas mulheres trabalhando no cinema há alguns anos, algumas funções ainda são bastante restritas aos homens. “Na produção e na direção de arte, elas reinam. Mas há funções como direção, direção de fotografia e montagem ainda bem masculinas. Isso está sendo quebrado aos poucos”, analisa.

Fonte: EBC Agência Brasil

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jan 29 2017

Fernanda Lima: “Se Não Cuidar do Casamento, a Rotina Mina o Tesão”

De volta com Amor & Sexo, que estreou na quinta-feira (26) na Globo, Fernanda Lima quer deixar um legado de transformação com seu programa. Bela, aos 39 anos, ela apresenta temas como machismo e levanta discussões que tentam derrubar preconceitos e tabus, sempre com descontração. A gaúcha, que é casada com Rodrigo Hilbert, de 36, e é mãe dos gêmeos Francisco e João, de 8, fala sobre as dificuldades da relação a dois. E diz que, com dois meninos para cuidar, a última coisa em que pensa é ter músculos perfeitos.

Sexo
“As pessoas me pedem conselhos e eu adoro falar sobre isso. Em rodinha de mulher, provavelmente elas vão estar falando de filho, sexo ou sacanagem. O mesmo com os homens. Não tem jeito: todo mundo fala sobre sacanagem (risos).”

Casamento
“Uma relação vai acontecendo e se redescobrindo. Há 15 anos, a gente não tinha filho, não tinha casa, não tinha grandes ambições. Só sonhos. Você vai concretizando seus sonhos. O casamento vai virando outra coisa, porque de repente só tem responsabilidades. É importante olhar para o outro e falar: ‘Precisamos de um tempo só para a gente’. É muito cansativa a vida, o dia a dia. As obrigações com os filhos são infinitas. Se você não regar a plantinha, se não cuidar, a rotina mina o tesão. Temos que tomar muito cuidado com o que a gente construiu.”

Rodrigo
“Ele é um cara absolutamente sensível, zero machista. Rodrigo vem de uma criação machista como todos nós, mas se desconstruiu. É um pai amoroso, zeloso, de acordo com o que eu penso. Dentro de casa, o nosso comportamento é de respeito, igualdade.”

Ciúme
“Lido na boa com as fãs em cima do Rodrigo. É normal, acontece todo dia. Tem mais é que acontecer mesmo! Meu marido é lindo, é gostoso… a mulherada fica louca! E a mulher reage de uma forma diferente do homem, não consegue segurar a onda. Deixo abraçar, tirar foto. Já a abordagem dos homens comigo é outra. Os caras chegam de uma maneira bem-educada. Mais olham do que se aproximam.”

Maternidade
“Até gostaria de ter o terceiro filho, mas é uma questão de tempo… Já estou quase desistindo (risos). Sou uma mãe presente, com limites e parceira. É muito difícil criar filhos no mundo de hoje. As histórias de amor são abafadas pelas coisas horríveis que acontecem. É tanta tristeza, desamor, abandono… Meus filhos são proibidos de ver noticiário. Prefiro que não entrem em contato com o mundo, porque, se machuca a nós, adultos, imagina uma criança!”

Machismo
“O que sinto como mãe vai contra a sociedade machista. Crio meus filhos para não serem machistas. Eu explico isso para os meninos, eles vão para a escola e voltam com todas as piadinhas e os funks. Eu reexplico que a melodia é incrível, mas digo a eles que aquela letra não é para ser cantada, não admito! Digo que essas músicas são feitas para desmerecer as mulheres.”

Agressão
“Quando tinha 16 anos, estava caminhando em São Paulo com uma amiga e um cara, de moto, passou a mão na minha bunda. Foi uma das piores agressões que eu já sofri na vida, a pior sensação! Saí correndo atrás da moto, imagina! Como é que ele teve coragem de fazer isso?! Mas eu sou uma menina branca, de classe média, moro bem, sempre tive uma vida razoavelmente legal. Não posso pautar a violência pela minha vida. É pela vida das pessoas que são realmente discriminadas e que sofrem. Faço o Amor & Sexo não só por mim, mas por quem tem menos condições que eu.”

Legado
“Espero estar acalentando uma geração que é violentada todos os dias por não poder ser o que é. Trazer esses assuntos à tona, com naturalidade e amor, pode ajudar muita gente que está presa e não consegue se libertar. Pode parecer repetitivo para quem já tem uma vida livre. Mas, para alguém aprisionado numa família ou microssociedade no interior, isso pode ser muito importante. Se eu conseguir tocar o coração de algumas pessoas, mudar a estrutura de uma família que seja, para mim já é um legado maravilhoso.”

Programa
“Já falamos de tudo, mas a cada ano há novas questões relacionadas à LGBTIfobia, racismo, machismo. Lidamos com amor e sensibilidade com esses temas para atingir o maior número de pessoas.”

Prioridades
“Se tiver que escolher entre uma aula de pilates e ficar com as crianças, é óbvio que fico com elas. Daqui a pouco faço 40 anos. Tenho que aceitar algumas condições da vida e priorizar o que é importante. Com dois meninos de 8 anos, a última coisa em que consigo pensar é ter o músculo inchadinho.”

Beleza
“Não me cobro, mas sou cobrada para estar sempre bonita. Não sofro. Não vou para Noronha botar roupa de festa e salto, tirar foto para o Instagram. Essa não é minha vida. Tenho estilo livre de ser. Tento pisar nessas cobranças, pisar no meu próprio ego, porque vida real é vida real. O resto é aparência. Estou fora de tentar viver de aparência.”

Fonte:G1

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jan 29 2017

Empresário de estimação

Em março de 2010, o ranking de bilionários da revista Forbes anunciava um feito extraordinário: Eike Batista subira 53 posições em apenas um ano, tornando-se o oitavo homem mais rico do mundo. Um vencedor, um exemplo – “nosso padrão, nossa expectativa, o orgulho do Brasil”, segundo a ex-presidente Dilma Rousseff.

O então megaempresário, que já criara constrangimentos ao petismo – além de dívidas impagáveis que todos os brasileiros já estão pagando -, quebrou um ano depois dos elogios de Dilma. Agora, diante de um mandado de prisão, é uma bomba que pode detonar a qualquer momento. Daquelas que o alto comando petista preferia ver protegida pela cidadania alemã de Eike.

Assim como tudo que se refere a Eike, a história de sua prisão também é megalômana, digna de best-sellers. Envolve política e corrupção, milhares de dólares, ouro, fuga, dupla nacionalidade, Interpol.

Alvo da operação Eficiência da Polícia Federal, Eike foi delatado por dois doleiros aos procuradores da Lava-Jato, no Rio de Janeiro. Apurou-se que ele pagou US$ 16,5 milhões de propina ao ex-governador Sérgio Cabral, hoje na penitenciária de Bangu. A transação teria sido feita em 2011, por meio de uma triangulação entre bancos do Panamá e do Uruguai, maquiada por um contrato de venda de uma mina de ouro.

Dois dias antes de o mandado de prisão ser expedido, Eike embarcou para os Estados Unidos – a negócios, segundo seus advogados – usando seu passaporte alemão. Simplesmente espetacular.

Como se sabe, Eike não está só.

Trazê-lo à tona pode fazer com que a Lava-Jato encaixe mais peças no sofisticado quebra-cabeça que tem revelado a institucionalização da corrupção no país desde as primeiras incursões do mensalão, vista hoje como um ensaio de amadores.

As palavras dele podem corroborar com informações coletadas em arquivos e delações de dirigentes de outras empresas pagadoras de propinas. Dinheiro farto para engordar campanhas eleitorais, assegurar maioria parlamentar, rechear bolsos, garantir conforto e delícias de inescrupulosos.

Mesmo que Eike nada fale, só a expedição do mandado de prisão escancara a criminosa associação da corrupção com a política de campeões nacionais, cuja conta, estima-se, supera R$ 200 bilhões, só no BNDES.

Dinheiro que garantiu o posto de homem mais rico do Brasil para Eike e fez a fortuna de escolhidos de Lula e Dilma. Dinheiro que não financiou milhares de empreendedores capazes de amenizar a crise e o desemprego. Dinheiro que está sendo pago por todos os brasileiros.

A lista dos amigos campeões não é extensa. São empresas frequentes no rol de escândalos ou de grandes devedores. Ou nos dois.

Nela, incluem-se empréstimos à criminosa confessa Odebrecht, à Friboi, enrolada com o José Carlos Bumlai, amigo de Lula, à Fibria e à Lactos Brasil. Também está a falida megaoperadora de telefonia Oi, que manteve negócios suspeitos com a Gamecorp de Fábio Luís, filho de Lula. E instalou uma estação de rádio base (Erb), antena exclusiva próxima ao sítio de Atibaia que Lula garante que não é dele, mas que, como no lobo da história infantil, tem olhos, focinho e boca que remetem ao ex.

Eike conseguiu torrar R$ 20 bilhões do BNDES.

Cinco meses depois de frequentar pela primeira vez o top ten da Forbes, o empresário de estimação do PT, a quem Lula conferiu privilégios de interlocução antes mesmo de fazer o seu primeiro discurso na ONU, arrematou em um leilão beneficente o terno que o ex usou na posse, em 2003. Pagou R$ 500 mil.

Queria moldar a imagem de empresário do bem. E, assim como Lula, usou o chapéu alheio.

Fonte:NOBLAT e Joice Hasselmann

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