abr 05 2017

Câmara aprova projeto que cria regras para aplicativos de transporte como Uber

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (4) o Projeto de Lei 5587/16, que trata da regulamentação de serviços de transporte remunerado individual por meio de aplicativos, como o Uber e o Cabify. O texto, que agora segue para o Senado, determina uma série de exigências para que esse tipo de serviço possa funcionar, incluindo uma autorização prévia das prefeituras.

O parecer, aprovado em votação simbólica, alterou o texto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Em seu lugar, os deputados aprovaram o substitutivo do deputado Daniel Coelho (PSDB-PE). “Sabemos que algumas cidades brasileiras já criaram legislação local que conseguiu dar uma convivência pacífica entre serviço de táxis e aplicativos, caso de Brasília. O debate precisa focar no usuário e na possibilidade de escolha, e na geração de emprego”, disse Daniel Coelho.

Entretanto, os deputados aprovaram por 276 votos favoráveis, 182 contra e cinco abstenções, um destaque que retirou do texto apresentado a expressão “privado”, logo após “transporte remunerado individual”. Com isso, os serviços só serão legalizados se receberem uma autorização das prefeituras, como já acontece com os táxis.

A mudança foi festejada por taxistas que acompanharam a votação das galerias na Casa. “O intuito de quem fez a emenda é acabar com o transporte privado. O texto passa a ser um ‘frankenstein’, por que ele foi construído para ser um transporte privado”, disse Coelho.

De acordo com o relator do substitutivo em plenário, na prática, a emenda determina que o serviço por aplicativos não poderá funcionar enquanto não houver regulamentação municipal. “A atividade de natureza privada foi suprimida e aí fica público. Você inverte e coloca a responsabilidade de o poder público autorizar. O serviço público é inerente à regulamentação”, apontou Coelho.

Zarattini criticou as alterações do substitutivo de Coelho e disse que a modalidade ficará sem uma regulamentação adequada. Um dos principais pontos defendidos pelo petista era a limitação da quantidade de veículos. Ele ainda tentou apresentar uma emenda com esse teor, mas o destaque não foi aceito pela Mesa Diretora por ter sido apresentado fora do prazo. Segundo Zarattini, a não limitação geraria uma sobrecarga de motoristas e uma precarização da renda.

“O nosso objetivo com este projeto é garantir que uma modalidade de transporte que já se disseminou pelo país tenha algum tipo de regulamentação. Não é possível que se tenha um serviço de tal amplitude sendo que a autoridade municipal não pode fazer essa regulamentação”, disse.

De acordo com a proposta, passa a ser responsabilidade dos municípios e do Distrito Federal a regulamentação desse tipo de serviço. Eles também ficarão responsáveis pela fiscalização, a cobrança dos tributos e a emissão de Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) de prestação do serviço. Será exercida contratação de seguro de acidentes pessoais de passageiros e do DPVAT para o veículo.

Pelo texto, o motorista terá que se inscrever no INSS como contribuinte individual. A proposta exige que o serviço deverá ser prestado por motoristas com habilitação tipo “B” ou superior “que contenha a informação de que exerce atividade remunerada exercido”. Os profissionais também deverão estar cadastrados nas empresas de aplicativos ou na plataforma de comunicação.

O deputado Zarattini propôs uma emenda, aprovada por 215 votos a favor, 163 contra e quatro abstenções, que limita a idade máxima para os veículos e determina a necessidade de autorização específica emitida pelo poder público municipal quanto ao local da prestação do serviço, além de certificado de registro de veículo em seu nome e placa vermelha.

Uber

Em nota, a Uber defendeu que o projeto de lei “propõe uma lei retrógrada que não regula a Uber no Brasil, mas tenta transformá-la em táxi, proibindo então este modelo de mobilidade”. A empresa disse que aposta na continuidade do debate, agora no Senado. “O PL segue agora para o Senado Federal, onde o debate sobre a tecnologia deve continuar, garantindo que seja ouvida a voz de milhões de pessoas no Brasil que desejam ter seu direito de escolha assegurado”.

Fonte: JB

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abr 05 2017

STF veta greve de servidores de todas as carreiras policiais

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (5), por 7 votos a 3, que todos os servidores que atuam diretamente na área de segurança pública não podem exercer o direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, por desempenharem atividade essencial à manutenção da ordem pública.

Pela tese aprovada, fica vetado o direito de greve de policiais civis, federais, rodoviários federais e integrantes do Corpo de Bombeiros, entre outras carreiras ligadas diretamente à segurança pública. Essas carreiras, no entanto, mantêm o direito de se associar a sindicatos.

A decisão, que teve repercussão geral reconhecida e serve para balizar julgamentos em todas as instâncias, foi tomada no julgamento de um recurso extraordinário do estado de Goiás, que questionou a legalidade de uma greve de policiais civis.

No julgamento, prevaleceu o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, para quem o interesse público na manutenção da segurança e da paz social deve estar acima do interesse de determinadas categorias de servidores públicos. Para ele, os policiais civis integram o braço armado do Estado, o que impede que façam greve.

“O Estado não faz greve. O Estado em greve é um estado anárquico, e a Constituição não permite isso”, afirmou Moraes.

A maior parte dos ministros considerou ainda ser impraticável, por questões de sua própria segurança e pela obrigação de fazer prisões em flagrante mesmo fora de seu horário de trabalho, que o policial civil deixe de carregar sua arma 24 horas por dia.

“Isso impediria a realização de manifestações por movimentos grevistas de policiais civis, uma vez que a Constituição veda reuniões de pessoas armadas. “Greve de sujeitos armados não é greve”, afirmou Gilmar Mendes.

Também votaram a favor da proibição da greve a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux, que destacou o que considerou consequências nefastas de greves anteriores de policiais civis e militares, como o aumento do número de homicídios. “O direito não pode viver apartado da realidade”, afirmou.

A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestaram pela impossibilidade de greve de policiais civis, contra o Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sindipol-GO).

Relator

O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou para que fosse garantido o direito de greve dos policiais civis, embora com restrições. “No confronto entre o interesse público de restringir a paralisação de uma atividade essencial e o direito à manifestação e à liberdade de expressão, deve se reconhecer o peso maior ao direito de greve”, disse.

Para conciliar o direito fundamental à greve e o direito fundamental à segurança pública, Fachin propôs como saída a necessidade de que paralisações de policiais civis fossem autorizadas previamente pelo Judiciário, estabelecendo-se um porcentual mínimo de servidores a serem mantidos em suas funções.

Acompanharam o relator os ministros Rosa Weber e Marco Aurélio Mello, para quem, com a decisão, o STF “se afasta da Constituição cidadã de 1988”.

Fonte: Agência Brasil

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abr 05 2017

Armani surpreende ao anunciar desfile de coleção feminina Emporio em Londres

Designer italiano Giorgio Armani recebe os aplausos após desfile de sua coleção feminina Outono/ Inverno 2017 durante a semana da moda em Milão, na Itália 27/02/ 2017. REUTERS/Stefano Rellandini

 

MILÃO (Reuters) – Giorgio Armani comunicou nesta quarta-feira que vai apresentar a sua coleção primavera/verão 2018 da linha feminina Emporio Armani no mês de setembro em Londres, ao invés de Milão, no dia em que a loja reformada da grife na Bond Street abrir.

As coleções primavera/verão Giorgio Armani e Emporio Armani costumam ir às passarelas de Milão em junho para os homens e em setembro para as mulheres.

“Londres, dinâmica, enérgica e cosmopolita, é o cenário perfeito para minha coleção Emporio Armani”, explicou o estilista italiano de 82 anos em um comunicado.

O desfile acontecerá no dia 17 de setembro, durante a Semana de Moda de Londres.

Armani tomou uma decisão semelhante para o desfile de setembro do ano passado, que foi transferido para Paris para coincidir com a reabertura de sua loja repaginada na capital francesa.

Em fevereiro, o grupo anunciou uma reorganização de seu portfólio, incorporando as linhas Armani Collezioni e Armani Jeans à marca Emporio Armani.

Fonte:Reuters Brasil

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abr 05 2017

Recursos apreendidos na Suíça relacionados à Lava Jato sobem para US$1 bilhão

ZURIQUE (Reuters) – A Procuradoria-Geral da Suíça (OAG) já confiscou um total de 1 bilhão de dólares em ativos ligados às investigações da operação Lava Jato, um aumento em relação aos 800 milhões de dólares que tinham sido apreendidos ao longo de 2015, anunciou o órgão nesta quarta-feira.

A nova quantia total foi revelada no relatório anual do procurador-geral Michael Lauber para 2016, no qual a Procuradoria destacou os esforços para enfrentar não apenas a corrupção global, mas também os crimes financeiros dentro da Suíça e o extremismo islâmico.

As investigações de Lauber em colaboração com a Lava Jato sobre o esquema de corrupção que envolve principalmente a Petrobras, empreiteiras e políticos se focaram em pessoas acusadas de usar contas bancárias na Suíça para esconder dinheiro de propina.

Até o momento, mais de mil contas na Suíça foram examinadas, segundo Lauber, incluindo contas do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que foi condenado na semana passada a mais de 15 anos de prisão.

Além da colaboração com a Lava Jato, a Procuradoria suíça também investiga o esquema de corrupção na Fifa, tendo entre os alvos o ex-presidente da federação internacional de futebol, Joseph Blatter, e o ex-jogador alemão Franz Beckenbauer

Fonte: Reuters Brasil

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abr 05 2017

Como Rastrear Seus Pertences Usando o Seu Smartphone?

Alguma vez você já passou pela situação de ter estacionado o carro e depois esquecer onde o deixou? Isso acontece com todo mundo: achar uma vaga o mais rápido possível porque está atrasado, e na hora de ir embora você não lembra mais onde o carro está.

Ou talvez alguma vez que você já estava pronto para sair de casa, só não conseguia encontrar as chaves do seu apartamento ou do carro… E aí você passa os próximos 15 minutos revirando sua casa a procura das benditas chaves, que muitas vezes estão no último lugar que você pensa em procurar.

Se você já se encontrou em alguma dessas situações, fique tranquilo. Alguns dos maiores problemas da vida estão desaparecendo por causa de novas tecnologias, e esse é mais um deles. Graças a um novo dispositivo, você não precisa mais de um GPS caríssimo para rastrear o seu veículo, e pode localizar os seus pertences imediatamente através do seu smartphone.

Acaba de ser lançado no mercado brasileiro um pequeno dispositivo que, com a ajuda do seu smartphone, permite localizar seu carro, chaves, carteira, bolsa e até o próprio celular, caso você o perca.

Do que se trata?

Esse novo dispositivo se chama RastreR. Pequeno e discreto, o RastreR já revolucionou o mercado de rastreamento no exterior e agora está disponível também no Brasil.

Mas e como funciona?

O RastreR é muito fácil de usar, em menos de cinco minutos você terá seus pertences protegidos. É só baixar o aplicativo gratuito (disponível tanto para iPhone quanto para Android) e conectar o dispositivo conforme as instruções.

Feito isso, basta colocar o RastreR dentro do seu carro, ou junto das chaves de casa, na sua carteira ou bolsa, ou até no seu bichinho de estimação. Além de registrar a última localização onde estava conectado, o RastreR também pode ser usado como um alarme para caso algo saia do seu alcance – sendo útil para se proteger contra furtos ou mesmo o seu esquecimento.

Outras funções

De acordo com o fabricante, o RastreR é usado também por aquelas pessoas que vivem esquecendo onde deixaram a carteira, as chaves e até mesmo o celular. É também útil para encontrar a sua bagagem, bicicleta ou qualquer outro item pessoal.

Para aqueles que possuem filhos ou também um animal de estimação, o RastreR também é uma forma eficiente de ser alertado caso eles resolvam se afastar muito de você.

Fonte:Notícia da Ciência

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mar 28 2017

Os ‘talebãs’ da gasolina que enriquecem em cidade venezuelana na fronteira com o Brasil

De dentro do carro, o cliente mostra o polegar para baixo. De um lado da estrada, o vendedor concorda e estende o dedo indicador para cima.

Com dois simples gestos da mão começa, em Santa Elena de Uairén, na fronteira com o Brasil, um negócio ilegal, mas muito lucrativo; e especialmente atraente agora com a crise da Venezuela.

O polegar serve para perguntar se a pessoa no acostamento vende gasolina. O dedo indicador dá o preço. “Um” significa R$ 1, pouco mais de mil bolívares (pelo câmbio não oficial).

Na Venezuela, rica em petróleo, a gasolina é subsidiada pelo governo e por isso é vendida quase que de graça ao consumidor.

O litro de baixa qualidade se compra no posto a 1 bolívar. E em Santa Elena, é revendido ilegalmente na rua a 1.000 bolívares ou mais a motoristas com placa brasileira.

Na cidade brasileira mais próxima, Boa Vista, a uns 200 quilômetros da fronteira, esse mesmo motorista pagaria quase R$ 4 pelo litro. Em Santa Elena, é R$ 1.

“Temos a gasolina mais econômica do mundo e, ao lado, temos um país com a terceira gasolina mais cara do mundo. Logicamente, é um atrativo para aquelas pessoas que querem viver de maneira fácil”, admite à BBC Mundo Manuel de Jesús Valles, prefeito do município de Gran Sabana, cuja principal cidade é Santa Elena.

Esses revendedores – ou contrabandistas – são conhecidos na localidade como “talebãs”.

“Em Santa Elena, ou você se dedica ao turismo ou ao contrabando da gasolina. Muita gente não busca trabalho normal, porque o contrabando é muito melhor”, diz um empregado do setor turístico, a principal atividade legal da cidade de 33 mil habitantes.

Refúgio hippie

Santa Elena de Uairén é uma parada quase obrigatória para os turistas que visitam o monte Roraima e a região da Grande Savana, no Parque Nacional de Canaima, uma das joias naturais da Venezuela.

A cidade foi um refúgio hippie, um escondido oásis de tranquilidade, o último povoado antes da fronteira com o Brasil. Mas isso mudou nos últimos anos, com a crise na Venezuela e a chegada de pessoas atraídas pela promessa de gasolina barata.

Santa Elena é um lugar próspero e, por isso, contraditório no país. Não há escassez de alimentos e de produtos básicos que atualmente caracteriza o país em crise; não há filas, nem preços regulados.

Isso ocorre por sua proximidade com a fronteira do Brasil – a apenas dez minutos de carro – o que permite a fácil chegada de produtos de mercearia, ainda que sejam caros.

E outro fator é que há bastante dinheiro circulando na cidade, comparada à maior parte da Venezuela, graças à proximidade com as minas de ouro da região.

Essas jazidas esquentam a economia da região, junto ao turismo e ao comércio. Mas o negócio mais rentável com pouco esforço é o contrabando de gasolina.

A vantagem dos “talebãs” é o limitado número de postos da região. De Tumeremo, epicentro mineiro, até Santa Elena, são 378 quilômetros, mais de cinco horas de carro pela solitária e bela Grande Savana. Entre ambos os pontos, há apenas um posto de gasolina.

Por isso, quando passo de carro pelos pequenos municípios de El Dorado e Las Claritas, a caminho de Santa Eleva, vejo junto ao asfalto vários lugares que vendem garrafas de 1,5 litro do refrigerante de laranja Hit. Na verdade, estão cheias de gasolina.

É uma solução se o carro fica sem combustível ou se não se quer esperar horas nas filas.

Número branco no vidro

Quem já está acostumado a esperar é Alejandro, de pouco mais de 50 anos, que se instalou há pouco em Santa Elena. Ele se mudou de Maturín, a 750 quilômetros, em busca de trabalho. E o encontrou. Ele me disse que ganha a vida com translados até a fronteira com o Brasil. Mas também tem uma renda extra.

São 7h30 e ele está na fila para reabastecer em uma das duas bombas de gasolina de Santa Elena. Ele espera em pé em frente a seu veículo, uma caminhonete com um número branco pintado no vidro por um empregado da petroleira estatal PDVSA, dona do posto de gasolina.

Alejandro é o 55º, e há outros tantos atrás dele numa fila a perder de vista.

“Chego às 20h, durmo e trago comida”, conta. Já se passaram 12 horas e ele espera poder reabastecer às 12h.

“Tudo é uma máfia. Há muitos carros que são mulas. Vêm todos os dias. O Silverado tem dois reservatórios de 140 litros”, explica sobre um modelo potente da marca Chevrolet muito visto na região.

Os limites de litros impostos pelas autoridades são fáceis de burlar, ele me contou.

O depósito da caminhonete de Alejandro tem capacidade para 60 litros. E parte do combustível será logo retirado para a revenda.

“Eu uso um motor elétrico para tirá-la, não a chupo, porque faz mal para a saúde e para os dentes”, diz.

Mas a mangueira, entretanto, é o método mais comum. A seu lado, um homem conta que consegue “aspirar” 20 litros em 10 minutos.

Postos sob proteção

Os postos de gasolina de Santa Elena abrem às 8h, vigiados por homens armados com uniforme verde escuro da Guarda Nacional.

Um dos postos fica em uma rotatória, da qual saem várias vias principais. A esta hora, de um lado esperam as motocicletas; de outro, os turistas; do terceiro, as caminhonetes Toyota 4×4 que levam os andarilhos ao monte Roraima e que têm prioridade; noutro, está a maior fila de veículos locais, na qual Alejandro ocupa o 55º lugar.

E com o número 01 pintado em seu carro está Mari, que tem prioridade por ser mulher – o que não evita que ela esteja esperando desde às 4h.

“Há muito negócio aqui com a gasolina”, ela conta quando pergunto sobre o motivo das filas longas. Não é um problema de escassez. “Há gasolina, mas tem muita gente”.

Quatro dias depois, Mari volta a ser a de número 01. Ela não é taxista, mas precisa abastecer seu carro com frequência. Admite que vende o litro a 1.100 bolívares. Em poucos minutos, ela pagará apenas 1 bolívar na bomba.

Controle

As autoridades tentam combater o contrabando. Dependendo do número final da placa, os habitantes têm que reabastecer em um ou no outro posto de Santa Elena. E devem ter um dia de “descanso”, ou seja, podem abastecer três vezes, de segunda-feira a sábado. Aos domingos, todos podem abastecer.

Há um terceiro posto de gasolina em Santa Elena, colado à fronteira com o Brasil. Ele vende combustível a preço internacional, apenas em reais, a R$ 1,5 o litro (mais de 1.500 bolívares). Passei várias vezes por ali, e estava vazio ou fechado.

Em teoria, os veículos de quatro cilindros podem botar até 30 litros no máximo em cada abastecida. Sessenta é o limite para os carros de maior cilindrada. Esse controle, no entanto, é facilmente burlado.

“Claro que há pessoas que desrespeitam isso e vendem gasolina no país vizinho”, afirma o prefeito do município Gran Sabana, Manuel de Jesús Valles.

Pelo que contam alguns dos chamados “talebãs”, frentistas e guardas dos postos recebem propinas, galões são enchidos, limites de gasolina são ultrapassados e tanques são alterados.

Os riscos

O contrabando de gasolina é um problema para os que não se dedicam a ele. E não apenas pelas horas na fila.

“Sou uma cidadã que também é afetada por todo esse triste panorama”, diz uma vizinha que prefere não se identificar.

“As horas de espera, a sociedade corrompida e desesperançada, os vapores que entram pelas janelas de nossa casa, o risco de viver entre casas cheias de galões e garrafões de 200 litros cheios de combustível”, enumera ela, preocupada.

O prefeito reconhece o problema.

“O armazenamento de substâncias perigosas é punido por lei. Certamente, isso ocorre em grande parte de nossa população, mas com todas as políticas que estamos implementando, já na semana passada fizemos apreensões de quatro mil litros de combustível”, afirma Jesús Valles.

Eu estive em Santa Elena na semana do dia 20 de fevereiro. Há duas semanas, contou o prefeito, estão impedindo que se formem filas nos postos de gasolina antes das 6h. Para evitar isso, rebocam veículos como o de Mari e Alejandro que pernoitam ali.

“Não podemos deixar que as pessoas cometam crimes contra o nosso povo”, afirma, contundente, o prefeito.

Cada cor, um setor

Mas o negócio, seus benefícios e seus riscos estão aí, à vista de todos. Quando o motorista com dinheiro busca gasolina sem querer esperar, é o momento de fazer o gesto com o dedo polegar ou simplesmente perguntar.

Numa esquina da cidade, recomendam que eu fale com qualquer homem de camisa amarela. Por cores, os “talebãs” separam as zonas onde se trocam reais por bolívares e vice-versa, e onde se revende gasolina.

Contaram-me que às vezes é preciso entrar em casas de muros altos para encher os tanques.

Fredy, de camisa amarela, é menos discreto. Ele entra em nosso carro e nos leva a uma área residencial afastada, mas sem muros. Entra numa casa e volta pouco depois com um galão e uma mangueira para encher o tanque.

Acabamos não concordando com o alto preço de 1.500 bolívares pelo litro que ele nos pede, pois corríamos o risco de ficar sem dinheiro vivo.

Em Santa Elena, apesar da inflação e do baixo custo do bolívar, que requer grandes quantidades de papel mesmo para gastos baixos, tudo se paga em dinheiro vivo.

Reabastecemos finalmente a 144 quilômetros, em Los Rápidos de Kamoirán, o primeiro posto da região após sair de Santa Elena. Não há outra opção, por isso esperamos duas horas para que o caminhão da PDVSA enchesse os tanques da bomba de gasolina.

Um tanque cheio com 35 litros da melhor gasolina custa 210 bolívares, apenas US$ 0,07 no câmbio do mercado paralelo, o mais usado nas transações.

Esse preço oficial baixo é que cria esse bom negócio no contrabando. E que mudou Santa Elena de Uairén, cuja pacata vida gira, principalmente, em torno dos postos de gasolina.

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mar 28 2017

Como sem-teto superou 9 overdoses de heroína e se transformou em magnata do suco

Enquanto Khalil Rafati sofria sua nona overdose por uso de heroína, paramédicos tentavam freneticamente salvá-lo da morte.

Viciado em drogas que dormia nas ruas de Los Angeles, nos Estados Unidos, ele conseguiu recobrar a consciência depois que a equipe médica usou um desfibrilador – aparelho que gera uma descarga elétrica no coração para interromper uma parada cardíaca.

O episódio aconteceu em 2003, quando Rafati tinha 33 anos. Também dependente de cocaína, ele pesava 49 kg. Sua pele estava coberta de úlceras.

“Fui preso mais vezes do que consigo lembrar (por crimes relacionados a drogas)”, diz. “Eu estava completamente confuso… sentia sempre muita dor, não conseguia dormir.”

Embora tenha tentado se livrar das drogas antes disso, Rafati conta que apenas depois de sua nona overdose percebeu que precisava mudar de vida – caso contrário, morreria.

Ele então passou quatro meses em um centro de reabilitação – e está “limpo” desde então.

E Rafati não apenas se afastou das drogas, mas também se tornou um empresário de sucesso.

O ex-dependente químico enveredou-se pelo ramo de comida saudável: criou a marca Sunlife Organics, sediada na Califórnia, e, por causa dela, ficou milionário.

As receitas anuais superiores a US$ 6 milhões (R$ 18,7 milhões) vêm das seis lojas físicas – que vendem de sucos a cafés, além da linha de roupas da empresa – e do site. Rafati planeja ainda levar a companhia a outros 16 Estados americanos e ao Japão.

Hoje, aos 46 anos, está acostumado a viajar em um jato privado. Para isso, porém, foi necessário pavimentar um longo caminho desde os dias em que dormia nas ruas.

Nascido em Ohio, no meio-oeste americano, ele é filho de uma mãe judia polonesa e um pai muçulmano.

Com uma infância problemática, acabou saindo da escola sem nenhuma qualificação e acabou preso por vandalismo e roubo.

Em 1992, aos 21 anos, ele se mudou para Los Angeles com o sonho de se tornar uma estrela do cinema.

Enquanto sua carreira não decolava, Rafati começou a tocar em bandas locais e conseguiu viver confortavelmente ao lavar carros de estrelas de Hollywood como Elizabeth Taylor e Jeff Bridges, além do guitarrista do Guns N’ Roses Slash.

Apesar disso, rapidamente caiu no mundo das drogas. Sua vida saiu do controle: Rafati acabou dormindo dentro de caixas de papelão na companhia de outros dependentes químicos e começou a traficar entorpecentes para financiar seu vício.

Mas depois da nona overdose sua vida mudou completamente. Ele conseguiu abandonar as drogas ao conseguir vários trabalhos – por causa disso, não tinha nem tempo de pensar em se drogar, diz.

Além disso, começou a trabalhar em dois centros de reabilitação em Malibu (Califórnia) lavando carros, passeando com cachorros e fazendo jardinagem.

“Consegui economizar dinheiro”, conta. “Trabalhei duro, sete dias por semana, 16 horas por dia.”

Depois de ter encontrar um amigo de longa data de Ohio, Rafati ficou obcecado em fazer seus próprios sucos com frutas, legumes e verduras.

“Ele era meio hippie, e começou a me ensinar sobre vitaminas, comida orgânica, superalimentos”, diz. “Naquele momento, eu estava buscando qualquer coisa que fizesse me sentir melhor.”

Em 2007, Rafati alugou uma casa e abriu seu próprio centro de reabilitação, o Riviera Recovery, para clientes que podiam pagar até US$ 10 mil (R$ 31,2 mil).

Para esses hóspedes, Rafati fazia misturas exóticas de sucos, como a que chamou de Wolverine – uma combinação de banana, pó de maca peruana (um tipo de tubérculo), geleia real e pólen.

A fama dessas bebidas se espalhou rapidamente para além dos muros do centro de reabilitação – e ele começou a angariar novos clientes.

Percebendo que havia demanda suficiente para um negócio paralelo, Rafati lançou em 2011 a Sunlife Organics, ao lado de seu melhor amigo e sua então namorada.

A primeira loja foi aberta em Malibu, financiada com suas próprias economias. O empresário diz que foi um sucesso instantâneo, com receita de US$ 1 milhão (R$ 3,1 milhões) no primeiro ano.

Hoje, o negócio emprega mais de 200 pessoas em seis lojas físicas. Além dos sucos, a empresa vende comida e roupas como camisetas e casacos.

Coragem e determinação

Para Rob Nazara, analista do Deutsche Bank em Nova York, a história de Rafati mostra sua força de caráter.

“Não importa o seu nível educacional ou profissional, o sucesso de um empreendedor é movido por coragem, determinação e ambição”, diz.

Além da Sunlife Organics, Rafati ainda administra a Riviera Recovery e é dono de um estúdio de ioga em Malibu.

Ele também escreveu sua autobiografia, I Forgot To Die (“Esqueci de morrer”, em tradução livre), que foi publicada em 2015.

“Não me considero superinteligente”, diz. “Mas tenho fome pela vida, e me dedico 100% a tudo o que decido fazer.”

Fonte: MSN

 

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mar 28 2017

Pizza no palito

Ingredientes
Massa
1 envelope de fermento biológico seco instantâneo
11 colheres de chá açúcar
1 xícara (chá) de água morna
3 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
2 cubos caldo de legumes Knorr Balance
1/2 xícara (chá) de óleo

Recheio

1 lata de molho de tomate
250 gramas queijo mussarela ralado
2 colheres (chá) de orégano

Modo de Preraro
Massa
1. Em uma tigela grande, misture o fermento, o açúcar, a água morna e 1 xícara (chá) de farinha.
2. Cubra com um plástico e reserve por 20 minutos ou até dobrar de volume.
3. Acrescente o caldo de legumes Knorr Balance, o óleo e junte, aos poucos, o restante da farinha.
4. Sove até que a massa solte das mãos.
5. Cubra com um plástico e reserve por 30 minutos.
6. Preaqueça o forno em temperatura média (180°C).
7. Unte duas assadeiras grandes (40 x 28 cm) e reserve.
8. Divida a massa em 12 porções.
9. Abra-as em discos de aproximadamente 12 cm de diâmetro.

Recheio
1. Coloque um palito de churrasco sobre a massa com uma das pontas no centro do disco de massa, espalhe uma porção do molho de tomate (reserve um pouco do molho para pincelar), cubra com uma porção de mussarela e polvilhe o orégano.
2. Traga a parte superior da massa até o meio, formando uma meia lua.
3. Dobre as duas laterais até o centro e pressione a massa na parte inferior para aderir ao palito e não vazar o recheio.
4. Repita a operação com os outros discos de massa.
5. Coloque nas assadeiras reservadas, com a parte da dobra para baixo.
6. Cubra e deixe crescer novamente por 15 minutos.
7. Pincele as pizzas com o molho de tomate reservado e polvilhe com orégano.
8. Leve ao forno por 20 minutos ou até dourar.
9. Sirva em seguida.

Variação
1. Você pode variar o recheio, acrescentando lingüiça calabresa moída, atum, azeitonas ou vegetais.

Fonte: Mundo Positivo

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mar 28 2017

Sinal analógico de TV em São Paulo será desligado quarta-feira

O sinal de TV analógico será desligado em São Paulo e em 38 municípios da região metropolitana na próxima quarta-feira (29). Balanço parcial da Seja Digital, entidade responsável pela condução do processo de digitalização do sinal de TV, mostra que cerca de 1 milhão de kits com conversor e antena, dos 1,8 milhão disponíveis, foram entregues a pessoas inscritas nos programas sociais do governo federal. A entidade espera que o nível de digitalização chegue a pelo menos 93% para que o sinal seja de fato desligado. Uma pesquisa, feita dois dias antes do prazo, indicará o percentual.

Teresinha Borba, 70 anos, não vai precisar fazer a mudança, pois há dois anos ela ganhou da filha uma TV digital. “O sinal é ótimo. Não tem problema nenhum”, relatou a aposentada que mora na Vila das Mercês, na zona sul da cidade. Ao visitar a exposição Vila Digital, no prédio dos Correios, Teresinha sorriu ao lembrar que é mais velha do que a própria televisão. “No meu tempo só tinha radinho. E demorou um bocado para a gente ter uma TV. Ela era pequenininha, mas os vizinhos todos iam assistir lá em casa”, contou.

Cecília Zanotti, gerente regional da Seja Digital, destacou que a digitalização de São Paulo é alta, com 86% dos domicílios adaptados ao novo sinal. Apesar do percentual, um grande volume de pessoas ainda tem TV de tubo. É o caso de Eldenias Xavier, 68 anos, que foi buscar, na última quarta-feira (22), o kit nos Correios. “Recebi a carta, liguei no número que mandaram e vim aqui buscar”. Ela disse ainda que, se tivesse que comprar, o custo seria alto para a família. “Perto de casa, eu vi de R$ 200. Vi gente reclamando que não vai receber. Acho que, se mudaram, deviam dar para todo mundo”, sugeriu.

Cronograma
A primeira cidade que teve o sinal analógico desligado foi Rio Verde, em Goiás, como um piloto da operação. Em seguida, vieram Brasília e cidades do entorno. “Em Rio Verde, 30 dias depois do desligamento, uma pesquisa mostrou que 98% dos domicílios estavam digitalizados. Com o aprendizado, fizemos uma capital, foram 4 milhões de pessoas afetadas. Sessenta dias depois, chegamos a 98,4% dos domicílios digitalizados. Foi acumulada muita experiência”, afirmou Cecília. Os kits para os beneficiários dos programas sociais continuam até 45 dias depois de desligado o sinal.

As próximas cidades a terem o sinal desligado ficam no entorno de Goiânia. A previsão é o dia 31 de maio. Em julho, será a vez da região metropolitana de quatro capitais: Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Recife. Também para a data de 26 de julho estão previstas as cidades cearenses de Sobral e Juazeiro do Norte. Em setembro, o sinal deve ser desligado em cidades do interior paulista: Campinas, Franca, Ribeirão Preto, Santos e municípios da região do Vale do Paraíba. Em outubro, serão o Rio de Janeiro e Vitória.

Distribuição
Para saber se tem direito ao kit gratuito, o beneficiário de programas sociais do governo federal deve acessar o site da Seja Digital e informar o Número de Identificação Social (NIS) ou CPF para fazer uma busca no sistema. A informação também pode ser obtida pelo telefone 147. A distribuição do kit na região metropolitana de São Paulo continuará mesmo depois do sinal desligado por pelo menos 45 dias.

Fonte: Mundo Positivo

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mar 28 2017

Sequestro do número de telefone pode comprometer vida digital

Em fevereiro deste ano, o programa jornalístico Fantástico expôs um novo golpe do WhatsApp, o qual vem dado muita dor de cabeça aos usuários de plantão. O dominical revelou que funcionários de operadoras de telefonia têm recebido propina de cibercriminosos para repassarem o número de clientes a outros chips para, assim, os hackers sequestrarem o número dos aparelhos e pedirem dinheiro a parentes e amigos das vítimas.

O problema deste golpe é que o número repassado afeta toda a vida digital das pessoas. Como boa parte dos aplicativos, redes sociais, e-mails e demais sites, hoje, dependem do número de telefone para confirmar senhas ou redefini-las, os criminosos online poderão comprometer qualquer uma dessas contas da web.

Os serviços os quais não dependem do envio de SMS para confirmação, implicam no famoso “e-mail de recuperação”. Contudo, esta opção também complica, porque alguns e-mails dependem de mensagens de texto para serem recuperados. Logo, a perda do número pessoal pode acarretar no “fim” da vida digital.

O que fazer se isso acontecer?
Infelizmente, identificar um hacker o qual utiliza o seu número em outro chip é como encontrar uma agulha no palheiro. Por isso, é importante manter um antivírus instalado em dispositivos móveis para evitar possíveis invasores e infecções de vírus.

Caso esta transferência clandestina seja efetuada por alguém de sua operadora, entre em contato imediatamente com ela. Avise que você tornou-se vítima deste golpe. Aproveite para falar com as redes sociais e portais no geral, por e-mail ou telefone, para solicitar o cancelamento de suas atividades online.

Por fim, restará apenas começar de novo, tanto com um número de celular quanto na vida digital.

Fonte: Mundo Positivo

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