abr 16 2017

Como comprar carro zero com 30% de desconto

Uma lei escondida pelo governo federal pode te dar direito a comprar carro com desconto e nunca mais pagar IPVA.

Não é novidade que deficientes físicos tem direito a comprar carro com desconto. O que você não sabe, é que talvez a receita federal te considere deficiente e você também tenha direito ao benefício.

Esse desconto é baseado em uma lei que completa 20 anos e mais da metade dos brasileiros não conhecem.

Todos achamos terrível pagar o preço cobrado nos carros aqui no Brasil, ainda mais quando sabemos que grande parte disso é imposto.

Uma saída é lutar pelo direito de isenção fiscal, onde milhões de brasileiros pode finalmente se livrar dos impostos cobrados nos carros. E você pode ser um deles e não sabe.

Existe uma lista de doenças extremamente comuns que dão direito a esse maravilhoso benefício, como Hérnia de disco, escoliose, LER, Linfomas, Câncer de Mama… Você mesmo pode ser um dos beneficiados e está gastando dinheiro a toa, podendo nunca mais pagar IPVA.

Existem empresas que oferecem a realização do processo, cobrando valores enormes e reduzindo a vantagem do seu benefício. Em alguns casos chegam a R$6.000,00.

Mas existe uma forma mais barata de conseguir o desconto? SIM! E o melhor, por um valor até 5x menor.

Testamos o Guia da Isenção um passo-a-passo rico em detalhes de como realizar todo o processo sem depender de nenhuma empresa ou despachante.

Fonte: MSN

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abr 15 2017

Pavê Dois Amores com Castanha

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado (395g)
  • 2 colher (de sopa) de amido de milho (maizena)
  • 1 lata de leite (use a lata de leite condensado para medir)
  • 2 gemas
  • 1 caixa de creme de leite (200ml)
  • 120g de chocolate meio amargo
  • 1 xícara de castanha de caju picada
  • 12 biscoitos maisena

Modo de preparo:

  1. Coloque o leite em uma panela, coloque o amido de milho e dissolva, acrescente o leite condensado. Coloque uma peneira em cima dessa panela, coloque as gemas na peneira, fure com uma faca e espere descer todo o líquido, jogue as pelezinhas das gemas que ficarem na peneira fora.
  2. Leve a panela ao fogo médio, até engrossar o creme branco. Deixe o creme esfriar.
  3. Adicione o creme de leite.
  4. Derreta o chocolate no microondas ou em banho-maria. Separe metade dessa mistura e o restante misture com o chocolate derretido e formando o creme escuro.
  5. Coloque em um refratário a metade deste creme de chocolate.
  6. Por cima dele coloque metade dos biscoitos e um pouco de castanhas, cubra com o creme branco.
  7. Coloque por cima do creme branco o resto do biscoito e mais castanhas.
  8. Espalhe por cima o resto do creme de chocolate, coloque castanhas e leve para gelar por 4 horas.

Fonte: Amando Cozinhar

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abr 15 2017

As pessoas que costumam tomar LSD ou cogumelos no café da manhã

Em sua casa, o britânico Simpa prepara o café da manhã. Sobre a mesa, há dez pedaços bem pequenos de papel com LSD. Juntos, seriam o suficiente para uma dose da droga, mas, hoje, Simpa tomará apenas um deles. É parte da sua rotina matinal todos os dias.

“Tomo com uma xícara de chá, torrada e vitaminas”, disse ao programa Victoria Derbyshire, da BBC.

Em outra parte do Reino Unido, Dylan* faz o mesmo com cogumelos alucinógenos, verificando o peso de uma microdose e a tomando junto com o chá.

Eles fazem parte de uma pequena comunidade de pessoas no Reino Unido que usam microdoses de substâncias psicodélicas ilegais diariamente.

Essas dizem que o hábito “torna seu dia melhor”, as torna mais criativas e traz benefícios terapêuticos, como ajudar a lidar com problemas mentais – apesar de nada disso ser comprovado cientificamente.

No Reino Unido, cogumelos, LSD e MDMA (outra droga usada em microdoses com este fim por alguns britânicos) são consideradas drogas classe A, categoria de substâncias cujo porte e tráfico são punidos de forma mais severa.

Quem é flagrado com elas pode ser preso por até sete anos e multado num valor não determinado. Fornecê-las ou produzi-las pode levar à prisão perpértua, além da multa.

No entanto, Dylan diz que a lei não é um empecilho e que “não está prejudicando ninguém ou causando danos ao fazer isso”. Ele tem um emprego comum. Seus colegas não sabem que ele usa drogas antes de ir para o trabalho, mas seus amigos, sim.

Mistério

Ele afirma que usar microdoses de cogumelos faz com que trabalhe melhor e se concentre mais. “Dá aquela sensação calma e relaxante de estar centrado.”

Simpa também diz usar LSD em microdoses para fins terapêuticos. Aos 28 anos, ele tem “depressão e ansiedade, por causa de um trauma de infância que levou a um transtorno de personalidade e a uma síndrome de estresse pós-traumático”.

Segundo ele, os medicamentos prescritos pelos médicos causaram mais efeitos colaterais do que benefícios. “Descobri que substâncias psicodélicas me ajudam sem provocar efeitos ruins. Usá-las me permite entender meu trauma como uma simples experiência, uma memória como qualquer outra.”

Essas experiências individuais não são corroboradas pela ciência, já que não há pesquisas que comprovem os benefícios do consumo de microdoses de drogas.

O psiquiatra James Rucker é um dos pesquisadores que estuda aplicações medicinais de substâncias psicodélicas. Ele participou de testes recentes na universidade Imperial College London, no Reino Unido, sobre o uso de cogumelos contra depressão, mas, neste caso, foram aplicadas doses convencionais.

“Não sabemos nada sobre microdoses do ponto de vista médico. A única forma de fazer isso é com testes aleatórios, anônimos e usando um grupo controle que tome placebo”, afirma.

Rucker chama atenção para o fato de que os riscos desse tipo de automedicação são um mistério.

“Não sabemos quais são os efeitos a longo prazo. Antes de 1970, quando drogas eram usadas medicinalmente, temia-se que essas substâncias pudessem ocultar problemas como esquizofrenia e psicoses em pessoas que tinham potencial para desenvolver esse problemas.”

“Alguns estudos indicaram isso, outros mostraram ser um temor infundado. Então, de novo, é outra área sobre a qual não sabemos nada”, diz o psiquiatra.

Produtividade

Quem usa microdoses de drogas diz, no entanto, que os benefícios vão além de ajudar com problemas mentais. No Vale do Silício, nos Estados Unidos, profissionais de empresas de tecnologia dizem que isso aumenta sua criatividade.

James Fadiman pesquisa substâncias psicodélicas desde os anos 1960 e tem um site sobre microdoses em que pede que as pessoas compartilhem suas experiências com essa prática. Ele diz já ter recebido mais de 900 relatos.

“O mais comum são pessoas dizendo que a vida parece estar correndo melhor. Dizem ter se tornado mais eficientes, dormirem melhor, terem melhorado seus hábitos alimentares, sentirem-se melhores em ocasiões sociais.”

A britânica Anna* conta já ter experimentado no passado microdoses de LSD e, mais recentemente, cogumelos que ela colhe na região onde mora com os dois filhos.

Ela diz não ter notado grandes mudanças, mas afirma que, nos dias em que consumiu os alucinógenos, sentiu-se mais produtiva.

“É como ter boa qualidade de vida. Eu me sentia feliz, calma, mais ‘pé no chão’ e dormia melhor.”

Porém, há um outro risco envolvido nas microdoses: estimar mal a quantidade usada.

Substâncias psicodélicas são drogas fortes, e Dylan* admite já ter ficado alterado no trabalho por acidente após tomar uma microdose grande demais.

Rucker diz ser impossível impedir as pessoas de usarem drogas por lazer. “Temos que lidar com isso.”

E argumenta que esse fato só faz crescer a lista de motivos para que sejam investigados cientificamente os efeitos dos alucinógenos.

Fonte: BBC Brasil

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abr 15 2017

É visível o silêncio das ruas em relação a Lava Jato, diz cientista político

Professor de Ciência Política da PUC-RJ, Luiz Werneck Vianna avalia que as delações da Odebrecht têm tido repercussão muito maior na imprensa do que nas casas dos brasileiros.

“É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso”, afirma Vianna, que já lecionou na Unicamp e na Universidade Federal de Juiz de Fora e é autor de livros como A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (2002) .

Para ele, a abertura de investigações contra dezenas de líderes partidários citados pela empreiteira abre espaço para outsiders na política, mas não deve provocar transformações tão radicais em Brasília.

Em entrevista à BBC Brasil, ele afirma que grandes partidos abalados pelas delações – como PT, PSDB e PMDB – deverão passar por uma renovação, mas continuarão relevantes.

BBC Brasil – Quais consequências as delações da Odebrecht terão para o governo?
Luiz Werneck Vianna – O governo Temer deve sobreviver – acho que ele deve cumprir o seu mandato. E deve também fazer as reformas com as quais vem se identificando. O apoio do Congresso continua forte.

BBC Brasil – A forma como a política é feita vai mudar? Haverá mudanças na relação entre partidos e empresas?
Vianna – Isso certamente vai sofrer uma mudança radical. Mas não creio que esse expurgo da classe política assuma a mesma proporção que asumiu na Itália [após a Operação Mãos Limpas, nos anos 1990]. Vai ser forte, mas não com a radicalidade da situação italiana. Acho muito difícil que partidos mais enraizados, como PT, PSDB e PMDB, saiam do mapa. Acho que eles ficarão, porque inclusive fora deles não há nada de novo surgindo.

BBC Brasil – Novos partidos, como Rede, PSOL e Partido Novo, não são capazes de preencher espaços?
Vianna – Dificilmente. Eles não têm quadros, não têm programa. O PSOL é muito parecido com o que o PT foi em determinado momento, com a denúncia da corrupção e [a defesa da] ética na política. Mas qual o programa econômico do PSOL?

BBC Brasil – Com a crescente rejeição popular à política tradicional, há possibilidade de surgimento de outsiders?
Vianna – O outsider é uma possibilidade real – para o bem e para o mal. Tem vários tentando furar esse nevoeiro e se projetar como alternativa. Por ora, nenhum deles é muito atraente.

BBC Brasil – Haverá algum esforço dos grandes partidos para estancar danos?
Vianna – Acho que sim, a reforma política vem aí. Não vem de forma muito aprofundada porque as circunstâncias não permitem. A cláusula de barreira deve vir, assim como a interdição das coligações eleitorais nas eleições proporcionais. Isso já tem um efeito muito saneador do quadro atual.

BBC Brasil – Na história brasileira, momentos de grande turbulência – como as revoltas do século 19 – se intercalam com momentos de acomodação de interesses e transições pacíficas, como na Independência. Qual característica vai predominar na crise atual?
Vianna – A grande massa, por ora – e isso pode mudar -, está apenas sentindo e observando de longe esses fatos. Esses fatos têm tido muito peso, muita vocalização na mídia. Uma coisa que se tem de considerar na política brasileira hoje é que a mídia se tornou ator político de peso considerável, mas ela não tem braço, não tem mãos. Tem apenas voz.

Não tivemos ainda as crises da Regência [período de grande turbulência entre a abdicação de dom Pedro 1º e o governo de seu filho, Pedro 2º]. Elas (as pessoas) não estão se manifestando. É visível o silêncio das ruas em relação a tudo isso.

Mas os partidos, as personalidades políticas sobreviventes podem procurar um caminho de salvação mútua. Isso está em curso. Será possível? Não sei, dependerá da habilidade e criatividade deles e, ao mesmo tempo, de que aceitem perdas. Esses partidos não poderão mais ser o que eram, vão ter que passar por mudanças.

Haverá uma renovação de pessoas. Não talvez com a carga necessária, porque se se olha toda movimentação que tem havido, há pouquíssimos quadros novos. Não surgiu quase ninguém [com os protestos] em junho de 2013.

A política brasileira tem sido muito pouco permeável a novas lideranças. Essa hora poderá ser a da grande mudança geracional? Tomara, mas depende de como vem essa geração. Porque, a tomar por algumas manifestações, elas não suscitam muita esperança.

BBC Brasil – O grande público não está tão abalado pelos acontecimentos?
Vianna – Se olharmos o registro das ruas, acho que não.

BBC Brasil – Como a situação atual se compara com outros grandes momentos da história brasileira?
Vianna – Certamente tudo isso vai ser lembrado. Agora, o que temos de novo aí? Primeiro o protagonismo da mídia. Segundo, do Judiciário. Ambos parecem que vieram para ficar. Mas a política deve reagir a isso.

O Brasil é muito grande. É muito diverso. É muito difícil haver formas muito vertebradas de expressão, no sentido de que unifiquem classes e regiões, dada a diversidade e a desigualdade existentes.

Vejo esse momento com preocupação, mas serenidade, inclusive porque um ator determinante na vida republicana brasileira, as Forças Armadas, tem procurado ficar à margem do conflito. Só isso garante uma serenidade muito grande.

Nenhum dos atores que estão aí tem força para cortar, romper. Qual seria a expectativa? De que as ruas irrompessem. Se irromperem, de fato passaremos por poderosíssimas turbulências, com resultados absolutamente imprevisíveis. Não se sabe o que poderia acontecer no final. Um Bonaparte? É hora do Bonaparte sair há muito tempo, mas até agora ele não se fez presente.

BBC Brasil – O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não chega a ser um Bonaparte?
Vianna – Não, porque Bonaparte tinha armas na mão. Já Bolsonaro, o que ele pode ter? A rua. Mas ele não tem rua.

BBC Brasil – E o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB)?
Vianna – Pode ser. Mas este é um candidato do sistema, de um grande partido.

BBC Brasil – Lula chega forte em 2018, apesar das denúncias contra ele?
Vianna – Chega. Ele tem um eleitorado cativo que não vai abandoná-lo, inclusive porque, falando na diversidade do país , o Lula é muito representativo disso, do Nordeste, dos subordinados da sociedade.

Ele tem lastro. Esse lastro será inteiramente perdido? Só saberemos na hora da urna. Algumas manifestações parecem indicar que ele continua com apoio significativo em setores do eleitorado.

Fonte: BBC Brasil

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abr 15 2017

‘Prontos para ataque nuclear’: Aumenta tensão entre Coreia do Norte e EUA

A Coreia do Norte alertou os Estados Unidos de que não aceitará provocações na região, dizendo que está “pronta para revidar ataques nucleares”.

O comentário acontece no dia em que o país comemora o 105º aniversário do nascimento de seu presidente fundador, Kim Il-sung – o avô do atual presidente Kim Jong-un.

Um enorme desfile militar em Pyongyang ocorreu em meio a especulações sobre se Kim Jong-un ordenará um novo teste nuclear. Entre os armamentos demonstrados na parada parecia haver novos mísseis intercontinentais que podem ser lançados de submarinos.

Foi uma demonstração de poderia militar após o aumento das tensões com os Estados Unidos, que enviou um navio porta-aviões para a região.

“Estamos preparados para responder uma declaração de guerra com uma declaração de guerra”, disse Choe Ryong-hae, que acredita-se ser a segunda autoridade mais poderosa no país.

“Estamos prontos para contra-atacar com ataques nucleares do nosso próprio estilo no caso de qualquer ataque nuclear.”

Fileiras de bandas militares e soldados marcharam pela praça principal da capital, a praça Kim Il-sung, na celebração do “Dia do Sol” enquanto King Jong-un, de terno escuro, assistia.

Ele saudou a guarda de honra e tomou seu lugar no pódio. Em determinados momentos, pareceu relaxado e riu junto com seus assessores.

‘Medo e fascínio’

“Foi um espetáculo extraordinário e perturbador. Na verdade, foi mais do que um espetáculo. Enquanto milhares e milhares de soldados marchavam em uma demonstração coreografada de lealdade e unidade, dava para sentir, literalmente, o chão tremer”, disse o correspondente da BBC em Pyongyang John Sudworth.

“Eles continuaram passando, em formação perfeita, até que atrás deles apareceram os armamentos pesados. Havia componentes do extravagante programa de armas nucleares do regime, como mísseis gigantes.”

“E, finalmente, os moradores de Pyongyang começaram a passar, vestidos em roupas tradicionais, comemorando e chorando. Assim como os militares, eles andavam com os rostos virados para seu jovem líder Kim Jong-un. Foi uma aula de mobilização totalitária feita para causar medo e fascínio. E conseguiu”, descreve Sudworth.

Durante a passeata, aviões militares escreveram o número 105 no céu da capital norte-coreana.

Em meio a preocupações de que a Coreia do Norte está próxima de produzir um arsenal nuclear, o desfile deste sábado foi uma oportunidade para que Kim mostre as atuais capacidades militares do país.

Foram mostrados pela primeira vez o que pareciam ser mísseis balísticos Pukkuksong, que são lançados de submarinos e podem viajar mais de mil quilômetros.

Especialistas em armas dizem ter visto também dois novos tipos de mísseis balísticos intercontinentais, mas ainda não está claro se eles foram testados. Pyongyang ainda não anunciou se têm mísseis como estes prontos para serem usados.

Ogivas

O objetivo do país parece ser colocar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental, que consiga atingir alvos ao redor do mundo. Até agora, cinco testes nucleares já foram realizados em busca deste objetivo.

Pyongyang afirma ter miniaturizado ogivas nucleares para usá-las em mísseis, mas especialistas dizem duvidar, por falta de provas.

A parada militar mostrou quão vital o programa nuclear é para as ambições do país, enquanto o governo continua a ignorar a crescente pressão dos EUA para abandonar suas armas nucleares – com um impulso da China.

Na última sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores chinês Wang Yi disse que “pode haver conflito a qualquer momento” entre a China e a Coreia do Norte. Ele afirmou ainda que, se ocorresse uma guerra, não haveria vencedores.

Ao contrário do que ocorreu nos desfiles comemorativos anteriores em Pyongyang, não parecia haver representantes chineses neste sábado.

Além da ameaça da China, o presidente americano Donald Trump disse na última quinta-feira que “o problema da Coreia do Norte” seria “resolvido”.

“Se a China decidir ajudar, seria ótimo. Se não, resolveremos o problema sem eles! Estados Unidos da América”, afirmou Trump.

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, irá para a Coreia do Sul no domingo como parte de uma viagem de 10 dias pela Ásia.

O navio porta-aviões USS Carl Vinson e um grupo tático também foram enviados para a península coreana.

“Estamos enviando uma armada. Muito poderosa”, disse Trump à rede de TV Fox Business. “Ele (Kim Jong-un) está fazendo a coisa errada. Está comentendo um grande erro.”

No entanto, a agência de notícias Associated Press citou declarações de membros do governo americano dizendo que a administração atual está mais focada em aumentar a pressão sobre a Coreia do Norte com a ajuda da China do que em utilizar a força militar contra o país.

Mesmo assim, o presidente americano demonstrou, recentemente, a disposição de usar as armas para resolver questões.

Ele ordenou um ataque com mísseis de cruzeiro a uma base aérea na Síria em retaliação a um suposto ataque com armas químicas – a primeira ação direta contra o regime sírio desde o início da guerra civil – e o Exército americano acaba de usar uma poderosa bomba contra o grupo autodenominado “Estado Islâmico” no Afeganistão.

Fonte: BBC Brasil

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abr 09 2017

Bolinho de abobrinha recheada com mussarela

Ingredientes

3 abobrinhas
1 cebola
3 dentes de alho
2 ovos
200 g de mussarela
salsa, sal e pimenta a gosto
farinha de trigo e óleo pra fritar

Modo de Preparo

Numa vasilha junte todos os ingredientes, menos o ovo e a farinha. Misture e mexa bastante, acrescenta o ovo batido.

Vá colocando a farinha de trigo até dar uma liga na massa a ponto de fritar sem agarrar.

Na frigideira óleo bem quente (não coloque muito para não encharcar a massa)

Escorra no prato com papel toalha depois sirva-se com moderação, obrigado.

Tempo de preparo
60 MIN

Porções
10 porções

Fonte: MSN

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abr 09 2017

Os EUA e as mortes na Síria: Especialistas analisam efeitos de ataque de Trump

Especialistas apontam para um agravamento dos conflitos mundiais, o que alguns já consideram uma Terceira Guerra Mundial, e analisam as causas e consequências da ofensiva inesperada norte-americana nesta semana contra a Síria, sob o comando de Donald Trump.

O lançamento de dezenas de mísseis, em poucos segundos, dos Estados Unidos à base militar síria de Shayrat deixou 15 pessoas mortas, seis soldados e nove civis, de acordo com a agência estatal Sana. O veículo informou ainda que o ataque atingiu não apenas a base, mas também habitações de vilarejos próximos.

Após o ataque contra o governo sírio, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou oficialmente ao Pentágono o fechamento da chamada “linha direta” para prevenir acidentes entre aviões russos e norte-americanos.

“Parece que os EUA utilizaram o incidente para fazer política interna. O Trump é acusado, desde a posse da presidência, de ser uma marionete dos russos, e com isso ele mostra que é independente”, diz Francisco Teixeira, professor de estratégia internacional da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Para ele, do ponto de vista objetivo, o ataque enfraquece o governo sírio, e favorece a posição dos terroristas islâmicos.

Para o professor de Relações Internacionais da Facamp, James Ommig, outra suposição é a de que o Conselho de Segurança dos EUA tenham feito pressão para que Trump agisse em retaliação ao uso de armas químicas, atribuído ao governo sírio.

“O conselho, apesar da maioria formada por aliados do Trump, tem um colegiado de generais e estrategistas que mantêm a tradição norte-americana de política externa. Se não houvesse retaliação, significaria que o Trump está fraquejando”, disse.

Os disparos dos EUA são dados publicamente como uma resposta a um ataque com armas químicas em Idlib, região controlada por rebeldes, na última terça-feira (4), que matou ao menos 80 pessoas, entre elas, 27 crianças. Em pronunciamento, Trump disse que se tratava de “uma afronta à humanidade”.

O governo sírio, junto à Rússia, nega o uso de armas químicas. Eles alegam que teria sido um ataque convencional que acabou atingindo um armazém químico dos rebeldes.

“Não parece óbvio que, na situação em que está o Assad, ele tivesse lançado um ataque químico. E, além do mais, como essas armas químicas chegaram e que potências as estão fornecendo aos rebeldes?”, questiona Francisco.

A emissora pública estatal da Síria classificou a ação como uma “agressão norte-americana”. Até o momento, os Estados Unidos realizavam ações na Síria contra o Estado Islâmico (EI) e por meio de bombardeios aéreos também no Iraque, com o apoio de uma coalizão internacional. Os disparos de quinta-feira, porém, foram diretamente contra o regime sírio, e representaram uma mudança na política externa dos EUA com o governo de Donald Trump, além de ser a ordem militar mais dura emitida pelo magnata desde que tomou posse.

“Trump é mais um presidente norte-americano que usa da força para resolver uma crise internacional, reforçando a tradição do país. A Hillary [candidata concorrente à presidência] já estaria fazendo isso há muito tempo, porque ela seguiria os mesmos passos do Obama. Neste quesito, não há novidade”, pontua Teixeira.

Rússia

O republicano Trump não tinha anunciado nenhum ataque contra a Síria, apesar de seus comentários sobre a guerra civil local terem se intensificado nos últimos dias. A maioria no Congresso manifestou apoio, mas muitos criticaram o fato de não terem sido consultados antes da iniciativa. O Pentágono afirma que as forças russas que atuam na Síria foram comunicadas sobre o ataque com antecedência, e que setores da base onde havia russos foram evitados e não foram atingidos.

“Deve estar havendo um problema de tradução, porque o governo russo não aceitaria uma ameaça à sua força local. E isso me leva a concluir que a Rússia deve levar o conflito não militarmente, mas, primeiro, diplomaticamente para uma área mais aguda da discussão”, diz o professor da Facamp, James Ommig.

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou em seu Facebook que os Estados Unidos chegaram “a um passo de um confronto com a Rússia”. “Os resíduos da névoa pré-eleitoral apareceram. Ninguém exagera o valor das promessas eleitorais, mas há um limite de decência além do qual a desconfiança é absoluta. O que é absolutamente triste para as nossas relações já absolutamente desgastados. E certamente é confortante para os terroristas”, escreveu Medvedev.

A tensão e a divisão entre os representantes dos países que fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas foram marcas da reunião de emergência convocada pelos russos nesta sexta-feira (7). Nos debates, no entanto, nenhuma solução, apenas trocas de acusações.

Para Francisco Teixeira, o ataque “surpresa” de Trump torna tudo mais complicado. “A Rússia e os EUA vão ficar com o diálogo muito mais difícil e a provável coalizão pra derrubar o califado islâmico se torna improvável”, disse.

James acrescenta que o bombardeio não abala o governo Assad, e deixa a impressão de que o governo norte-americano quer que a Síria declare guerra para justificar uma invasão ao país — uma invasão que, caso ocorra, teria forte repressão da Rússia, segundo o professor.

“A Rússia não abre mão de apoio ao Assad por dois motivos, a política externa do [presidente russo] Putin é expansionista, eles não aceitam perder influência; e outro é a questão histórica, na época da União Soviética, a Rússia era aliada do pai do Assad”, contou.

China

O lançamento dos mísseis ocorreu em meio a uma agenda internacional de Donald Trump, após jantar com o presidente chinês, Xi Jinping, que esteve nos Estados Unidos nesta semana acompanhado pela esposa, para seu primeiro encontro com o magnata.

Para Francisco, o ataque foi uma advertência direta à China, que pode imaginar que a discussão sobre as áreas contestadas no mar do Sul do país poderia ser resolvida de forma militar. “A China defende uma não-solução militar na Síria. Ordenar um ataque sem considerar a opinião chinesa em meio a um jantar de negócios é humilhante para o presidente Xi Jinping”, considerou.

“Com certeza, o ataque deixou o presidente chinês em uma saia justa. Trump meio que colocou ele contra parede, e os chineses não trabalham dessa forma”, completou James.

Crise Mundial

James afirma que estamos assistindo uma nova radicalização e o crescimento de conflitos mundiais. Para além da guerra na Síria, o especialista cita a crise dos refugiados na Europa, a saída do Reino Unido de um dos maiores blocos econômicos mundiais, o muro que divide os EUA do México, a ação do Estado Islâmico próximo à Síria, o projeto expansionista da China que cria uma tensão com a frota naval norte-americana; além de questões com menor repercussão, porém, não menos importantes, como os testes nucleares norte-coreanos.

“Em vez de se buscar entendimentos, parece que voltamos a um patamar de rivalidades”, acrescenta o professor, que conclui: “Estão querendo solucionar dois graves problemas como a guerra na Síria e o governo Assad de uma única vez, e isso é inócuo, não funciona. Quem está pagando o preço é a população civil, famílias e crianças”.

O resultado da crise pode ser visto no sentimento anti-refugiados que domina grande parte das potências mundiais. As justificativas estão entre a crise econômica, com um possível aumento de custo social do país receptor; a iminência do terrorismo, e a xenofobia, característica da história europeia.

“Enquanto a Alemanha de [Angela] Merkel promove uma politica de acolhimento aos refugiados, a França, a Dinamarca e a Bélgica querem fechar as portas. A coesão da Europa corre sérios riscos. Ou a solução é global ou vamos desembocar esses sucessivos movimentos de revolta e guerras civis”, alerta James.

Calcula-se mais de 11 milhões de refugiados obrigados a fugir da guerra na Síria, sem incluir aqueles que se deslocam clandestinamente. A maioria, porém, é refugiada dentro do próprio país. De acordo com dados da ONU, cerca de 5 milhões se refugiaram principalmente na Turquia, Líbano e Jordânia. O Líbano fica em primeiro lugar na lista com uma proporção de 25% dos habitantes. É como se o Brasil recebesse 50 milhões de refugiados, ante os quase três mil que acolhe efetivamente.

“O Trump faz um discurso hipócrita. Os EUA não querem colher o resultado da sua política intervencionista nos conflitos do resto do mundo. E para os norte-americanos é mais fácil criar essa barreira, porque eles têm um oceano inteiro separando os continentes”, diz Helion Póvoa, do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios da UFRJ.

Histórico

A guerra civil na Síria começou há seis anos como um levante pacífico contra o governo de Assad (que representa a minoria muçulmana xiita) e inspirado na Primavera Árabe. Sob a gestão de Barack Obama, os EUA, juntos com a Arábia Saudita, apoiaram os rebeldes (que representam a maioria sunita) e pediram a saída de Assad. Entretanto, o líder sírio recebeu apoio de outros países, como a Rússia e o Irã, e conseguiu se manter.

Mais de 13 milhões de pessoas estão em estado de necessidade e há uma expectativa de vida reduzida em 15 anos para os homens e 10 anos para as mulheres. A guerra na Síria, que contabiliza mais de 400 mil mortos, envolve interesses geopolíticos das maiores potências do planeta e atores importantes no Oriente Médio.

A família Assad, há mais de 40 anos no poder, com o apoio da antiga União Soviética, criou um regime de profunda vocação para área social. Na medida em que a URSS foi se desmantelando, o governo Assad ficou sem o antigo apoio, e alguns grupos descontentes começaram a criar oposição. Assad reprimiu a oposição de forma violenta por anos, com prisões arbitrárias, deportações e execuções. E, apesar do regime ditatorial truculento, seu apoio popular não fraquejou.

Em meados de 2013, aparece um novo ator forte, o Estado Islâmico, também conhecido como Daesh, fruto da desestruturação do Iraque e de grupos que não receberam poder no Iraque depois do fim da era de Sadam Hussein. O EI concentrou suas ações no domínio de regiões petrolíferas, vendendo a commodity no varejo em um mercado paralelo. Dados indicam de que o grupo radical tenha arrecadado cerca de US$ 1 milhão por dia no início de 2015.

“A ocupação dos EUA no Iraque contribuiu muito para desestabilizar completamente essa região”, explica Helion Póvoa, da UFRJ. O professor aponta que o conflito da Síria é um desdobramento do conflito no Iraque, que começou em 2003, financiado pelo então presidente dos Estados Unidos George W. Bush.

“O pretexto é a intervenção humanitária, mas, na verdade, foi esse tipo de intervenção no Iraque que desestabilizou a região inteira. A justificativa era a mesma: de que Sadam tinha armas químicas, algo que nunca foi provado”, disse Helion, finalizando: “Foi uma guerra que custou milhões de vidas, como essa está custando agora”.

Fonte:JB

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abr 09 2017

Como espanhola criou rede de espiões para os soviéticos na América do Sul

Para a KGB, a famosa agência de inteligência da antiga União Soviética, seu codinome era “pátria”. Mas África de las Heras tinha muitos nomes.

No México, por exemplo, conheceram-na como María de la Sierra. E no Uruguai, de onde coordenou uma rede de espionagem soviética na América do Sul em plena Guerra Fria, era Maria Luísa.

Mas como essa espanhola de família rica e vinculada ao exército de seu país se tornou uma das agentes do regime soviético mais relevantes na América Latina?

A resposta está na época em que África, nascida em 1909, na cidade de Ceuta, chegou à vida adulta. Um momento de grande agitação política e social na Espanha.

Em 14 de abril de 1931 foi proclamada a Segunda República, que dissolveu a monarquia e deixou o país dividido e, naquela mesma década, resultaria em uma traumática Guerra Civil.

A jovem abastada, que havia se casado com um oficial do exército, começou naquela época a estabelecer contatos com círculos socialistas.

Guerrilheira e conspiradora

Seu compromisso ideológico se consolidou quando ela foi a Barcelona após o golpe de Estado do general Francisco Franco (1892-1975) contra o governo republicano, em julho de 1936.

Foi na Catalunha que ela conheceu duas pessoas que mudaram sua vida: Caridad Mercader e seu filho Ramón, que viria a ser o assassino do político e teórico soviético Leon Trotsky (1879-1940), figura chave na Revolução Russa de 1917.

A resposta está na época em que África, nascida em 1909, na cidade de Ceuta, chegou à vida adulta. Um momento de grande agitação política e social na Espanha.

Em 14 de abril de 1931 foi proclamada a Segunda República, que dissolveu a monarquia e deixou o país dividido e, naquela mesma década, resultaria em uma traumática Guerra Civil.

A jovem abastada, que havia se casado com um oficial do exército, começou naquela época a estabelecer contatos com círculos socialistas.

Guerrilheira e conspiradora

Seu compromisso ideológico se consolidou quando ela foi a Barcelona após o golpe de Estado do general Francisco Franco (1892-1975) contra o governo republicano, em julho de 1936.

Foi na Catalunha que ela conheceu duas pessoas que mudaram sua vida: Caridad Mercader e seu filho Ramón, que viria a ser o assassino do político e teórico soviético Leon Trotsky (1879-1940), figura chave na Revolução Russa de 1917.

Foi por intermédio de Caridad Mercader que África se aproximou da inteligência soviética.

“Ela participava de patrulhas milicianas e interrogatórios de pessoas acusadas de serem partidárias do golpe. Há testemunhos de que ela foi vista em um das prisões clandestinas”, disse à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC) Javier Juárez, autor de Pátria, uma espanhola na KGB, biografía de África de las Heras.

Mas foram Alexander Orlov e Nahum Eitingon quem realmente transformaram África em agente secreta.

Orlov fazia a ligação entre a KGB e o Ministério do Interior da Espanha durante a Guerra Civil, em defesa da administração socialista que assumira em maio de 1936. Eitingon foi escolhido pelo líder soviético à época, Joseph Stálin, como encarregado de matar Trostky, que vivia no exílio desde 1929. O crime ocorreu em 21 de agosto de 1940.

“Depois da Guerra Civil, o que sabemos sobre África é que estava no México por volta de 1939, e em contato com Ramón Mercader, como parte do plano para matar Trotsky. Há testemunhos que a colocam dentro da casa em que Trostsky viva no México, onde ela trabalhava como empregada, sob o nome Maria de la Sierra. Mas só sabemos com certeza que ela ajudou Mercader”, conta Juárez.

Missões

Depois da morte de Trotsky e da prisão de Ramon, África foi retirada do México a bordo de um navio de carga soviético com destino a Moscou. Mas sua estadia mexicana não seria sua última missão na América Latina.

Ela chegou à capital soviética e encontrou um país mobilizado pela Segunda Guerra Mundial. Em junho de 1941, a Alemanha lançaria uma ofensiva contra a URSS. África, mais uma vez, viu-se envolvida em uma guerra, dessa vez como integrante de uma milícia soviética que operava por trás das linhas inimigas.

“Ele foi operadora de telégrafo na Ucrânia. Encarregava-se da comunicação com os postos de comando em Moscou. Ficou por lá até o final de 1944”, explica seu biógrafo.

Socialite em Paris

Depois da Segunda Guerra, África reapareceu em Paris: a guerrilheira havia se transformado em uma estilista de nome Maria Luísa, que frequentava a alta sociedade da capital francesa. Em 1946, África já estava plenamente integrada à KGB (sigla em russo para Comitê de Segurança do Estado).

Foi em Paris que Felisberto Hernández, renomado músico e escritor uruguaio, apaixonou-se pela espanhola. Só não sabia que ela era uma espiã.

Dois anos mais tarde, com autorização da KGB, os dois se casaram e foram morar em Montevidéu.

Lá, Maria Luísa se encarregou de tecer uma rede de espionagem soviética na América do Sul. Felisberto, conhecido por suas posições abertamente contrárias ao comunismo, serviu como cobertura perfeita para as atividades clandestinas da mulher.

“Quando obteve a cidadania uruguaia, ela se separou de Felisberto. Ficaram juntos três anos. Ele estava muito apaixonado, mas foi claramente usado”, diz Juárez.

O trabalho de África no Uruguai acabava de começar.

Casal de espiões

Depois do divórcio, ela se casou com o italiano Valentino Marchetti, outro espião enviado por Moscou. Juntos formaram uma parceria que teve papel fundamental na coordenação da inteligência soviética na região.

Mas por que a URSS escolheu o Uruguai? Raúl Vallarino, jornalista uruguaio e autor de Mi nombre és pátria, um romance biográfico sobre África, cita a neutralidade adotada por Montevidéu durante a Segunda Guerra como uma das razões.

“O Uruguai ficou conhecido como a Suíça da América do Sul, porque oferecia paz. bem-estar e condições para negócios. Era um país em que ninguém podia suspeitar da ação de serviços de inteligência de outros países. Era um lugar ideal para passar despercebido.”

Montevidéu era ainda uma das poucas capitais latino-americanas que mantinham relações diplomáticas com Moscou naquele momento.

A espiã espanhola a serviço dos soviéticos manteve conexões com espiões no continente e transmitia informações a Moscou por meio de um rádio instalado em seu apartamento.

“Se havia um agente que tinha de se instalar no Equador ou no Chile, tinha que passar pelo Uruguai primeiro para que África lhe preparasse os documentos”, diz Vallarino.

Ela desempenhou a função durante quase 20 anos. Deixou o Uruguai em 1968, sem que sua vida dupla fosse descoberta.

Espiã habilidosa

Sua situação no país havia mudado com a morte de Valentino, que pode ter sido determinante para sua decisão de partir.

“Marchetti morreu de causas naturais, ainda que alguns atribuam sua morte à África de las Heras, já que o casal tinha começado a apresentar divergências políticas.

Valentino estava se mostrando mais crítico com a União Soviética, enquanto ela manteve uma lealdade e uma disciplina ideológica à prova de dúvidas”, diz Juárez.

África voltou a Moscou e recebeu uma série de homenagens: ganhou patente de coronel da KGB e foi condecorada com a Ordem de Lênin. Passou o resto da vida na capital soviética, trabalhando como especialista em América Latina e instrutora de espiões.

Morreu em 1988, de problemas cardíacos, e foi enterrada com honras militares no cemitério Khovanskoye. Em seu túmulo, um epitáfio escrito em russo tem sua efígie e identificação, acompanhado da palavra “pátria”, em espanhol.

Fonte: BBC Brasil

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abr 09 2017

‘Não teremos medo’, diz brasileira na Suécia após ataque em Estocolmo

Um dia após um ataque com caminhão deixar quatro mortos em Estocolmo, a região do provável atentado terrorista se tornou ponto de peregrinação e homenagens no centro da capital sueca.

Uma multidão se reuniu na área ao longo do dia – pais com bebês, idosos, políticos, imigrantes -, em uma cidade que parecia fazer questão de manter a calma.

Os atropelamentos ocorreram em Drottninggatan (rua da rainha), uma das principais vias de pedestres da cidade, pouco antes das 15h (10h pelo horário de Brasília) desta sexta-feira.

Após avançar contra a multidão, o caminhão atingiu a entrada de uma loja de departamentos, e o motorista deixou o local. Dez feridos continuam hospitalizados, dois deles em estado grave.

Pela manhã, já era grande a movimentação de pessoas no centro da capital, onde ruas permaneciam sob intenso policiamento.

A via de pedestres onde o ataque ocorreu só foi aberta no final do dia. Mas flores começaram desde cedo a ser depositadas nas proximidades da via, na praça Sergelstorget, de onde se pode ver a loja de departamentos contra a qual o caminhão do ataque se chocou após atropelar as vítimas.

O governo da Suécia disse que tudo indica se tratar de um atentado terrorista. Outras cidades europeias registraram ataques recentes parecidos, como Londres (março de 2017), Berlim (dezembro de 2016) e Nice (julho de 2016).

Ainda na sexta-feira, a polícia prendeu o principal suspeito de ser o motorista do caminhão. Trata-se de um homem natural do Uzbequistão, de 39 anos, e que já era conhecido dos serviços de segurança.

Solidariedade

Na cena do ataque, o imigrante sírio Imran carregava uma grandes caixa de pães doces, que distribuía a policiais e a quem mais passasse.

“Precisamos estar juntos neste momento. E nada melhor do que dividir o pão”, disse, aos sorrisos.

Desde o momento do ataque, a capital sueca foi cenário de demonstrações de solidariedade. Moradores abriram suas casas a estranhos sem local para dormir em razão da paralisação do transporte público, motoristas deram carona a desconhecidos, restaurantes distribuíram comida.

A brasileira Cynara Isacsson, que vive no país europeu há seis anos com o marido sueco, chegou à cena da tragédia com um cartão, decorado com estampa de rosas vermelhas, para entregar a policiais.

“Vim agradecer à polícia sueca pelo trabalho rápido e competente durante esse ataque terrível. Sou muito agradecida por isso, porque me sinto segura e com vontade de sair para mostrar a esses terroristas que não teremos medo”, disse a brasileira.

No cartão de Cynara, as palavras, em sueco, diziam: “Muito obrigada por tomar conta de nós. Abraços de uma brasileira e um sueco, Cynara e Kristofer

“Temos orgulho de nossa sociedade aberta a todos, independentemente de raça, credo ou cor. E nenhum tipo de ódio ou assassino irá tirar isso de nós”, disse à BBC Brasil a líder do Partido Moderado, Anna Kinberg Batra, que depositou flores no local do ataque.

Perto dali, o sueco Felipe Menezes, filho de pai chileno, levava o filho para depositar uma flor no memorial às vítimas do ataque.

“Viemos prestar nossa homenagem às vítimas, mostrar que não estamos com medo e dizer que queremos contribuir para um mundo melhor”, disse Menezes, que afirmou temer o crescimento da extrema direita no país.

“É muito possível que isso ocorra, é uma tendência vista em outros países europeus. Por isso que precisamos estar aqui, juntos. Para mostrar que valorizamos a diversidade e a nossa sociedade aberta.”

Àquela altura, juntou-se à multidão o ministro do Interior sueco, Anders Ygeman.

“O ataque pode lançar sombras sobre o debate político na Suécia. Mas é cedo demais para dizer se haverá um impacto no crescimento do apoio aos extremistas de direita”, disse o ministro à BBC Brasil.

“O terror que já abalou diversos países europeus impactou agora a Suécia. Mas os cidadãos de Estocolmo demonstram hoje sua enorme força, coragem e esperança no futuro. Permaneceremos firmes na defesa de nossa sociedade aberta, e na crença de que pessoas de diferentes credos e etnias possam viver em harmonia, lado a lado”, pontuou Ygeman.

A polícia sueca confirmou ter localizado um artefato suspeito dentro do caminhão usado no ataque. O objeto estava no banco do motorista, mas investigações ainda estavam em curso neste sábado para verificar do que se trata.

Reação do governo

O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, classificou o episódio como ataque terrorista e determinou reforço na segurança das fronteiras do país.

“Terroristas querem que tenhamos medo, que mudemos nosso comportamento e não vivamos nossas vidas normalmente, mas faremos isso. Terroristas nunca poderão derrotar a Suécia, e estamos determinados a continuar sendo uma sociedade aberta e democrática”, afirmou.

A Suécia tem baixos índices de criminalidade, e costuma figurar entre os países mais seguros do mundo.

Em 2010, duas bombas foram detonadas no centro de Estocolmo, matando o agressor – um homem de nacionalidade sueca nascido no Iraque – e ferindo duas pessoas.

Em outubro de 2015, um homem mascarado que seria simpatizante da extrema direita matou um professor e um aluno em um ataque à faca.

Em fevereiro deste ano, o presidente dos EUA, Donald Trump, citou um ataque terrorista na Suécia que não existiu e responsabilzou a política d eimigração do país pelo episódio inexistente – o que revoltou muitos suecos.

A Suécia já recebeu quase 200 mil imigrantes e refugiados nos últimos anos – um índice per capita superior ao de qualquer país europeu. Houve, contudo, uma queda nos numeros no último ano após a introdução de novos controles de fronteira.

Por outro lado, estima-se que o país tenha o maior número per capita na Europa de militantes do grupo autodenominado Estado Islâmico.

Fonte: BBC Brasil

 

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abr 09 2017

Por que famílias pobres também desperdiçam comida no Brasil?

“Sua comida não é lixo.” O alerta é do Waste and Resources Action Programme, mais conhecido como Wrap, criado na Grã-Bretanha há 17 anos para combater o desperdício de alimentos.

Mas vale também para o Brasil, onde uma carga equivalente a 625 mil caminhões cheios de verduras, frutas, e legumes bons para o consumo vai parar no lixo a cada ano. Este é o tamanho do desperdício de comida no país: 41 mil toneladas anuais.

Toda essa comida jogada fora seria suficiente para acabar com a insegurança alimentar no Brasil, de acordo com o Centre of Excellence Against Hunger (Centro de Excelência contra a Fome, em inglês) do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, o Brasil somava naquele ano 52 milhões de pessoas sem acesso diário à comida de qualidade e em quantidade satisfatória. Dos 65,3 milhões de domicílios registrados, 22,6% estavam em quadro de insegurança alimentar.

“É preciso combater o desperdício em todas as etapas da produção, comercialização e consumo”, disse à BBC Daniel Balaban, diretor do centro. “Reduzir o desperdício na fase de consumo está ao alcance de todos.”

Dinheiro no lixo

Uma estimativa do Instituto Akatu, que trabalha há 16 anos com ações de incentivo ao consumo consciente, indica que o brasileiro desperdiça, em média, 205 gramas de alimento por dia e que cada família – de três integrantes, de acordo com o padrão do IBGE – joga no lixo mensalmente R$ 171 em alimentos.

Na Grã-Bretanha, descartar comida em condições de consumo representa um prejuízo mensal equivalente a 60 libras (R$ 231) para uma família média.

“Um consumidor são vários: ele, a família e os amigos. Todos podem mobilizar outras pessoas. O consumo tem impacto e o consumidor, individualmente, causa impacto econômico”, afirma Hélio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

O analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gustavo Porpino, que fez estudos sobre o comportamento do consumidor nos EUA e no Brasil, afirma que não são apenas os mais ricos que esbanjam alimentos no Brasil.

O desperdício, segundo ele, impressiona nas famílias de classe média baixa, que representam a maior fatia da população brasileira.

Segundo o analista da Embrapa, contribuem para o desperdício dois hábitos brasileiros – a fartura e a hospitalidade.

“Sempre pode chegar alguém” e “é melhor sobrar do que faltar” foram as frases que Porpino mais ouviu de donas de casa durante sua pesquisa, realizada em 2015.

As sobras são vistas com preconceito, e isso alimenta o desperdício. “Muitas mulheres me disseram que a família não gosta de ‘comida dormida’ e que o arroz tem que ser sempre fresquinho”, conta.

Outra constatação feita pelo pesquisador diz respeito ao papel do sentimento de culpa na cadeia do desperdício de comida.

Essa culpa explicaria o fato de as sobras serem dadas também para cães e gatos, que podem ser dos vizinhos ou de rua.

Outras vezes, o que sobra é guardado em recipientes impróprios, fica esquecido por dias na geladeira e acaba indo para o lixo.

Qual o seu perfil?

Porpino estabeleceu cinco perfis de mães responsáveis pela alimentação de suas famílias, após comparar o comportamento de consumidores de baixa renda no Brasil e nos EUA:

Mães carinhosas

Elas adoram prover a família e alimentá-la como forma de demonstrar afeto e cuidado.

Acabam se excedendo na compra de guloseimas e das chamadas comfort foods (com valor sentimental ou nostálgico e quase sempre com alto nível calórico).

Sua família belisca muito entre as refeições e isso acaba por aumentar a quantidade de alimentos que sobram do jantar, de acordo com Porpino.

“Que tal um lanchinho?”, é a pergunta que melhor define essas mães.

Cozinheiras abundantes

Essas mães costumam preparar grandes porções de alimentos.

As cozinheiras abundantes valorizam a fartura à mesa, por status ou hospitalidade.

A mesa farta seria uma maneira de demonstrar que problemas econômicos não abalam a família ou um meio de dar boas vindas a quem chega de surpresa.

Sua frase típica: “É melhor sobrar comida do que faltar”.

Desperdiçadoras de sobras

Elas valorizam o que consideram “comida fresca”, preparada diariamente. Reaproveitar alimentos não faz parte dos seus hábitos.

Os dias em que mais jogam sobras fora são as quintas e sextas-feiras. Isso porque os fins de semana são de reunião da família e a refeição tem de ser farta e especialmente preparada.

“Comer o que sobrou de ontem é muito mesquinho. Prefiro o arroz fresquinho”, é o lema das desperdiçadoras de sobras.

Procrastinadoras

As procrastinadoras guardam as sobras de comida na geladeira.

O pesquisador da Embrapa constatou que elas fazem isso mesmo sabendo que provavelmente o que sobrou não será consumido posteriormente.

Na sua geladeira há vários potinhos, panelas e recipientes com restos. Mas eles acabam mesmo no lixo.

Estas mães têm um forte sentimento de culpa que as faz pensar algo como: “Jogar comida fora em um mundo com tanta gente faminta é pecado. Tenho que guardar o que sobrou”.

Mães versáteis

Elas fazem alimentos em menor quantidade e reinventam pratos a partir do que sobrou.

Também planejam a compra dos alimentos.

A quantidade de comida que vai ser preparada é cuidadosamente calculada.

“O arroz que sobrou vai virar um ótimo risoto e as sobras dos legumes podem se transformar numa fritada”, costumam dizer as mães desse grupo, que também se destacam pela criatividade.

Brasileiras x americanas

Ao comparar os grupos pesquisados no Brasil e nos Estados Unidos, Porpino constatou que as brasileiras são majoritariamente desperdiçadoras de sobras (42%), enquanto o perfil mais comum entre as americanas é o das cozinheiras abundantes (30%).

Entre as brasileiras, o segundo perfil mais corriqueiro é o das cozinheiras abundantes (21%).

As versáteis aparecem em terceiro lugar, com 17%, e as mães carinhosas representam apenas 8%.

Ao analisar as americanas, Porpino verificou um empate, no segundo lugar, entre as mães carinhosas (20%) e as procrastinadoras (20%).

No terceiro lugar, outro empate: versáteis e desperdiçadoras de sobras, com 15%.

Dicas de especialistas

O Centre of Excellence Against Hunger destaca que é possível reduzir drasticamente o desperdício de alimentos em casa e, com isso, economizar dinheiro do orçamento doméstico.

Daniel Balaban, diretor do centro, cita iniciativas como maior planejamento das compras, elaboração de cardápios semanais e mudança no padrão brasileiro de refeições com fartura excessiva.

“Planejar a compra faz toda a diferença. Fazer pequenas compras é melhor para economizar e desperdiçar menos”, diz Hélio Mattar, do Instituto Akatu.

Porpino, por sua vez, lembra a importância de usar recipientes herméticos para guardar as sobras de arroz e feijão.

“O que não for consumido nos próximos dois dias deve ser congelado”, aconselha. “Também é bom separar os alimentos a serem reaproveitados em pequenas porções.”

Ele sugere ainda que as sobras seja “reinventadas em novos pratos” em casas com mais moradores, para que a família “não tenha preconceito em consumir a chamada comida ‘dormida'”.

Aplicativo contra o desperdício

Para ajudar a combater o desperdício de comida, a Embrapa lançou no Brasil o aplicativo Food Keeper com dicas para manter o frescor e a qualidade dos alimentos.

A ideia foi de Porpino, que traduziu e adaptou para a realidade brasileira o app criado originalmente pelo Departamento de Ciência dos Alimentos da Universidade de Cornell e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Alimentos e bebidas aparecem distribuídos em 14 categorias: aves, bebidas, carne, comida de bebê, condimentos e molhos, congelados, delicatessen e comidas prontas, frutos do mar, grãos, feijões e massa, industrializados de longa duração, laticínios e ovos, legumes e frutas, proteínas vegetarianas, pães, tortas e bolos.

Sem verba da Embrapa para divulgar o aplicativo, Porpino diz ter se surpreendido com a rápida popularização da iniciativa, que decolou com ajuda das redes sociais: desde o início de 2017, o Food Keeper em português foi baixado 131 mil vezes.

Fonte: BBC Brasil

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