jan 08 2017

Menina que virou meme com apresentação no Raul Gil é aprovada no The Voice Kids

A cantora mirim Franciele Fernanda foi aprovada neste domingo, 8, na estreia do The Voice Kids. Ela foi a primeira cantora a se apresentar na segunda temporada da atração.

Bastou ela aparecer no palco para fãs perceberam: ela na verdade é bem conhecida das redes sociais. Em 2012, ela participou do Programa Raul Gil e virou meme ao fazer uma interpretação intensa da canção Abandonada.

Agora, mais crescida, ela se apresentou e escolheu a canção Maria, Maria, de Milton Nascimento. “Escolhi essa música em homenagem a minha mãe”, disse logo após o sucesso na disputa. Ela agora integra o time Ivete Sangalo na competição.

Em 2017, o programa repete os jurados que estrelaram a atração no último ano. O reality show, porém, trouxe uma novidade: a chegada de André Marques à apresentação, substituindo Tiago Leifert que foi escalado para o Big Brother Brasil.

Nas redes sociais, os fãs foram ao delírio com o retorno da cantora.

Fonte: Revista Caras

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jan 08 2017

O fóssil de 52 milhões de anos que pode dar pistas sobre a origem das batatas, dos pimentões e dos tomates

O fóssil de um fruto “incrivelmente incomum”, que existiu há 52 milhões de anos. Assim o cientista Peter Wilf descreveu a descoberta, feita na Patagônia argentina, do que parece ser um ancestral das batatas, dos pimentões e dos tomates.

A origem do achado é desconhecida: até agora só haviam sido encontradas algumas sementes.

Os cientistas, no entanto, acreditam que o fruto é mais antigo do que se pensava até agora.

O exemplar é do gênero botânico Physalis, pertencente à família botânica das Solanaceae, e foi encontrado em uma floresta fossilizada na Patagônia.

No Brasil, há 32 gêneros e 350 espécies de Solanaceae. A família é importante para a alimentação humana e inclui a berinjela, o pepino, a batata, o tomate, a pimenta, o tabaco e flores como a petúnia, entre outros.

Incomuns e delicados

Além de chefiar a equipe que descobriu o fóssil do fruto, Peter Wilf é professor de Geociências na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

“É o único fóssil de fruta encontrado que pertence a este grupo de plantas, agora com mais de duas mil espécies”, explicou à BBC.

Fisális secasImage copyrightPETER WILF/PENN STATE

Image captionFrutos secos de fisális moderna, que é encontrada na costa do estado americano da Flórida; fóssil argentino seria de uma planta semelhante, segundo os cientistas

“Muito da história evolutiva, especialmente das plantas, é em grande parte desconhecida porque é raro encontrá-las como fósseis”, afirmou.

“Agora temos a descoberta destes fósseis incrivelmente raros e delicados. É incomum que algo assim tenha sido fossilizado.”

Pistas da evolução

A fruta descoberta na Argentina é um parente muito próximo dos tomates mexicanos e das fisális.

A casca envolve um fruto pequeno, carnoso, de sementes múltiplas e comestíveis.

Acreditava-se que os tomates mexicanos e a fisális haviam evoluído mais recentemente, coincidindo com o período do surgimento da Cordilheira dos Andes.

Cinquenta milhões de anos atrás, a América do Sul estava mais próxima da Antártida e da Austrália do que está hoje, e a temperatura do planeta também era muito mais alta.

Os cientistas acreditam que vão descobrir mais fósseis de plantas na região.

“As descobertas na Patagônia provavelmente vão revolucionar algumas visões tradicionais sobre a origem e a evolução do reino vegetal”, disse Rubén Cuneo, pesquisador do Museu Palentológico Egidio Ferulgio, em Chubut, na Patagônia argentina.

Fonte: BBC Brasil

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jan 08 2017

Por que você deveria lavar as toalhas de banho com mais frequência do que imagina

Não há dúvida que todo mundo adora sair do banho e se secar com uma toalha macia, felpuda e, principalmente, limpa.

Mas, além do prazer de uma toalha perfumada, existe mais uma razão para se preocupar com a questão da limpeza: os fungos e bactérias.

Cientistas afirmam que as toalhas que usamos diariamente para secar mãos, rosto ou todo o corpo são locais de cultivo de todo tipo de bactérias e fungos, além de acumularem células de pele morta e secreções salivares, anais e urinárias.

Para piorar, as toalhas também podem acumular ácaros e outros agentes prejudiciais à saúde.

Esses pedaços de tecido são ambientes ideiais para a proliferação de tudo isso, pois têm muitas das condições indispensáveis para garantir a vida dos micróbios, entre elas água, temperatura alta e oxigênio.

Na toalha e no corpo

Toalhas limpasImage copyrightTHINKSTOCK

Image captionToalhas limpas não são apenas um prazer, são uma necessidade

Nosso corpo também apresenta estas condições ideais para bactérias e fungos – nós estamos cobertos de microorganismos dos pés à cabeça.

Desta forma, quando você se seca com a toalha, os micróbios e secreções de nosso próprio corpo ficam depositados no tecido.

Os resíduos celulares, junto ao oxigênio do ambiente, servem de alimento para os micróbios. E a umidade constante do banheiro favorece sua sobrevivência e reprodução.

A maioria dos micróbios provavelmente não vai causar nenhum problema, já que eles estão saindo de nosso próprio corpo. Mas eles estão ali, na toalha, se multiplicando rapidamente…

E tudo muda se você compartilha toalhas: neste caso, o corpo fica exposto aos micróbios do outro.

E o pior é que as toalhas também podem acumular micróbios que estão presentes no próprio banheiro.

Cama e mesa

Estudos realizados em hospitais confirmam que as toalhas e os lençóis são veículos para a disseminação de vírus e bactérias.

Apesar de, comparativamente, residências não serem ambientes de alto risco, é certo que as toalhas podem se transformar em um problema.

Toalhas penduradasImage copyrightTHINKSTOCK

Image captionO ambiente do banheiro às vezes não facilita a secagem das toalhas

Uma pesquisa realizada pela revista Women’s Health em 2015 sugeriu que 44% das mulheres ouvidas trocavam os lençóis e toalhas uma vez por semana. Mas 47% faziam isso duas vezes por mês ou menos.

“Não há dados científicos para determinar com exatidão com qual frequência devemos trocar lençóis e toalhas”, disse à BBC a cientista Sally Bloomsfield, especialista em doenças infecciosas e consultora do Fórum Científico Internacional de Higiene do Lar.

Porém, acrescenyta a especialista, há provas de que existem riscos de infecção dentro de casa.

São desde infecções na pele até uma variedade de doenças como as causadas por bactérias Escherichia coli ou Staphylococcus aureus.

E aí surgem as dúvidas de como minimizar estes riscos.

Em primeiro lugar Bloomsfield desaconselha o compartilhamento de toalhas, especialmente as toalhas de mão, assim como outros objetos relacionados à higiene pessoal.

“Os tecidos úmidos são um refúgio especial para organismos prejudiciais”, alertou a pesquisadora.

Quanto ao intervalo para substituir as toalhas, durante muito tempo o conselho foi de trocas semanais como uma forma de evitar infecções.

Mas agora os cientistas acreditam que até uma semana é tempo demais para usar uma toalha.

“Se você consegue secá-las completamente, não deve usá-las mais do que três vezes. Este é o máximo”, aconselha Philip Tierno, microbiólogo e patologista da Escola de Medicina da Universidade de Nova York em uma entrevista para o Business Insider.

Toalhas no banheiroImage copyrightTHINKSTOCK

Image captionMicroorganismos gostam do ambiente úmido do banheiro

Tudo seco

A chave, segundo os especialistas, é que entre um uso e outro a pessoa consiga secar a toalha completamente. Algo que nem sempre acontece em espaços sem janelas ou com pouca ventilação – por exemplo, se a porta do banheiro onde a toalha fica pendurada fica fechada.

“Bactérias e mofo começam a se acumular, mas seu crescimento é freado à medida que a toalha seca”, explicou Kelly Reynolds, professor de saúde ambiental da Universidade do Arizona.

Bloomsfield, por sua vez, é mais radical: acredita que, em uma situação ideal, as pessoas deveriam lavar as toalhas depois de cada uso.

Se isso não for possível, “é preciso enxaguá-las imediatamente depois do uso e secar muito bem a toalha”.

Para acabar com os microorganismo, é preciso enxaguar a toalha com água a 60 graus. Ou, caso a água esteja em uma temperatura mais baixa que esta, usar detergentes que incluam agentes branqueadores que tenham como base o oxigênio.

Roger FedererImage copyrightAFP/GETTY IMAGES

Image captionAs toalhas acumulam células mortas e secreções do corpo e, se forem usadas para secar o suor, acumulam uma quantidade ainda maior de resíduos

Também ajuda usar uma pequena dose de vinagre branco para evitar o cheiro de umidade e, em seguida, lavar a toalha com o sabão que geralmente é usado na casa.

E, se possível, o melhor é secar as toalhas ao ao livre.

Bloomsfield afirma que, na dúvida, é melhor lavar demais do que de menos.

Os especialistas também apontam para um sinal de alerta: o cheiro de umidade na toalha é sinal de que os micróbios estão se multiplicando no tecido – é preciso jogá-la na máquina de lavar roupas o mais rápido possível.

Fonte:BBC Brasil

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jan 08 2017

Como o Japão praticamente extinguiu as mortes por arma de fogo

O Japão tem uma das menores taxas do mundo de crimes cometidos com armas de fogo. Em 2014, foram registradas no país seis mortes contra 33.599 nos Estados Unidos no mesmo período. Mas qual é o segredo dos japoneses?

Se você quer comprar uma arma no Japão é preciso paciência e determinação. É necessário um dia inteiro de aulas, passar numa prova escrita e em outra de tiro ao alvo com um resultado mínimo de 95% de acertos.

Também é preciso fazer exames psicológicos e antidoping.

Os antecedentes criminais são verificados e a polícia checa se a pessoa tem ligações com grupos extremistas.

Em seguida, investigam os seus parentes e mesmo os colegas de trabalho.

Lei rigorosa

A polícia tem poderes para negar o porte de armas, assim como para procurar e apreendê-las.

E isso não é tudo. Armas portáteis são proibidas. Apenas são permitidos os rifles de ar comprimido e as espingardas de caça.

A lei também controla o número de lojas que vendem armas.

Na maior parte das 47 prefeituras do Japão, o número máximo é de três lojas de armas e só se pode comprar cartuchos de munição novos se os usados forem devolvidos.

Homem apontando armaImage copyrightALAMY

Image captionAté mesmo o crime organizado no Japão dificilmente usa armas de fogo. Geralmente, os criminosos utilizam facas

A polícia tem que ser informada sobre onde a arma e a munição ficam guardadas – e ambas devem estar em locais distintos, trancadas. Uma vez por ano a polícia inspecionará a arma.

Depois de três anos, a validade da licença expira e a pessoa é obrigada a fazer o curso e as provas de novo.

Tudo isso ajuda a explicar por que os tiroteios e massacres com armas de fogo são muito raros no Japão.

Quando um massacre ocorre no país, geralmente o criminoso utiliza facas.

Apenas seis tiros em 2015

A atual lei de controle de armas japonesa foi criada em 1958, mas a ideia por trás dela remonta a séculos atrás.

“Desde que as armas chegaram ao país, o Japão sempre teve leis bastantes rigorosas,” diz Iain Overton, diretor-executivo da organização não-governamental Action on Armed Violence e autor do livro Gun Baby Gun (Arma Baby Arma, em tradução livre).

“O Japão foi o primeiro país do mundo a criar leis sobre as armas e isso é a base para mostrar que elas não fazem parte da sociedade civil”.

A população japonesa tem sido premiada por devolver armas antigas, algumas de 1685.

Overton descreve essa política como “talvez a primeira iniciativa para comprar armas de volta”.

O resultado é um índice muito baixo de porte de armas: 0,6 armas por 100 pessoas em 2007, em comparação com 6,2 por 100 na Inglaterra e no País de Gales, e 88,8 por 100 nos Estados Unidos, de acordo com o projeto Small Arms Survey, do Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento de Genebra, na Suíça.

“Quando se tem armas na sociedade, há violência armada. E acredito que a relação tem a ver com a quantidade”, diz Overton.

“Se há poucas armas numa sociedade, é quase inevitável que os níveis de violência sejam baixos”, acrescenta.

Policiais japoneses dificilmente andam armados e a ênfase é maior nas artes marciais – todos devem chegar a faixa preta do judô. Eles passam mais tempo praticando quendô (uma luta com espadas de bambu) do que aprendendo a usar armas de fogo.

“A resposta à violência nunca é violência. A polícia japonesa disparou apenas seis tiros em todo o país em 2015”, diz o jornalista Anthony Berteaux.

“O que geralmente a polícia japonesa faz é usar imensos colchonetes para embrulhar, como uma panqueca, a pessoa que está violenta ou bebeu demais e levá-la para se acalmar na delegacia”, explica.

Overton compara este modelo com o americano que, segundo ele, tem sido o de ‘militarizar a polícia”.

Policial em Ferguson, Missouri.Image copyrightGETTY IMAGES

Image captionEspecialistas afirmam que nos EUA a política é de “militarização das polícias” e isso aumenta a violência na sociedade

“Se há muitos policiais sacando armas nos primeiros instantes de um crime, isso leva a uma pequena corrida por armas entre a polícia e os criminosos”, afirma.

Para frisar o tabu ligado ao uso inadequado de armas no Japão, um policial que usou a própria arma para cometer suicídio foi processado, depois de morto, por ter cometido um crime.

Ele se matou quando estava de serviço – os policiais nunca andam armados nas folgas e deixam as armas na delegacia quando terminam o dia de trabalho.

O cuidado que a polícia tem com as armas de fogo se aplica aos próprios policiais.

Uma vez, o jornalista Jake Adelstein assistiu a um treinamento de tiro e, quando todas as cartucheiras foram recolhidas, a preocupação foi imensa ao descobrirem que estava faltando uma bala.

“Uma bala tinha sumido – havia caído atrás dos alvos – e ninguém pôde sair dali até que fosse achada”, lembra.

“Não existe um clamor popular no Japão para que as leis sobre armas sejam relaxadas”, diz Berteaux. “Isso tem muito a ver com um sentimento pacifista do pós-guerra, de que a guerra foi horrível e não podemos nunca mais passar por isso”.

Munição em loja de armas do JapãoImage copyrightREUTERS

Image captionA compra de munição também é rigorosamente controlada no Japão, onde o número de lojas que vendem armas é limitado por lei

“As pessoas assumem que a paz sempre vai existir e, quando se tem uma cultura como esta, você não sente a necessidade de estar armado ou de ter um objeto que acabe com esta paz”.

Na verdade, movimentos para aumentar o papel do Japão em missões de paz no exterior têm causado preocupação.

“É um território desconhecido,” diz Kouchi Nokano, professor de Ciência Política. “Será que o governo vai tentar tornar normal a morte nas forças de defesa e até mesmo exaltar o uso de armas?”

De acordo com Iain Overton, “o nível de rejeição que torna quase tabu” as armas no Japão significa que o país “caminha para se tornar um lugar perfeito” – embora ele lembre que a Islândia também tem um índice muito baixo de crimes com armas de fogo, apesar de ter muito mais donos de armas.

Henrietta Moore, do Institute for Global Prosperity da University College London, aplaude os japoneses por não considerarem a propriedade de armas como uma “liberdade civil” e rejeitarem a ideia de que armas de fogo “são algo que se usa para defender a sua propriedade contra outras pessoas”.

Mas para o crime organizado japonês as rígidas leis de controle de armas são um problema. Os crimes da máfia japonesa, a Yakuza, caíram drasticamente nos últimos 15 anos e os criminosos que continuam usando armas de fogo têm que descobrir novas maneiras de entrar com elas no país.

“Os criminosos escondem armas dentro de carregamentos de atuns congelados”, conta o policial aposentado Tahei Ogawa. “Já descobrimos alguns peixes recheados com armamento”.

Fonte: BBC Brasil

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jan 08 2017

PCC não precisa de líderes para acontecer, diz autora de livro sobre a facção

O PCC (Primeiro Comando da Capital) parece estar no centro das duas grandes rebeliões que aconteceram na última semana no Brasil.

No Amazonas, 60 presos supostamente ligados à facção morreram após um motim no Complexo Penitenciário Anísio Jobim. Eles teriam sido assassinados por membros da rival Família do Norte.

Na sexta-feira, o conflito aconteceu em Roraima, onde 33 homens foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista. O PCC estaria envolvido.

Por último, neste domingo, uma nova rebelião aconteceu em Manaus, desta na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, que passou a receber presos ameaçados de morte. Ao menos quatro pessoas foram mortas.

Quem pensa na briga do PCC com a Família do Norte, talvez imagine os chefões do Comando ordenando os assassinatos. Mas a antropóloga Karina Biondi, autora de Junto e Misturado: uma etnografia do PCC, diz que não é bem assim.

Pesquisadora do tema há 14 anos, Biondi afirma que o PCC é mais uma ideia ou uma metodologia de vida do que uma estrutura organizada. Essas características fluidas permitiram que a ética da facção se espalhasse para outros Estados sem a necessidade de ordens superiores.

Prova disso, diz a antropóloga, é que as rebeliões aconteceram mesmo com o isolamento, em São Paulo, dos supostos líderes do PCC. Ela acredita que membros paulistanos tenham levado os ideais do grupo – de união dos presos contra o sistema penitenciário – para as cadeias do Norte.

Homem abre covas onde foram enterrados os corpos de mortos em matançaImage copyrightREUTERS

Image captionPesquisadora afirma que o PCC é mais uma ideia do que uma estrutura organizada

“Para ter chegado lá, alguém deve ter levado a ideia e fez ela se propagar. Essa propagação depende da capacidade de oratória, de persuasão, pré-requisitos para que uma pessoa seja convidada a integrar o PCC.”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Em seu livro, você diz que a presença do PCC não depende da presença de seus membros ou de líderes. O que você acha que aconteceu em Amazonas e Roraima?

Karina Biondi – Antes de tudo, o PCC é mais uma ideia do que uma estrutura montada. Por constituir mais a ideia de uma forma de se proteger, uma metodologia de vida, ele consegue acontecer sem que necessariamente esteja vinculado a pessoas.

Mas, é inevitável que, para que essa ideia seja propagada, alguém tem que levá-la. Acho que seria o caso de ter membros mesmo do PCC nesses lugares, mas é uma suposição.

BBC Brasil – As pessoas imaginam que o PCC é uma facção com estrutura bem definida. Você pode explicar como ele se organiza?

Biondi – Essa interpretação (do PCC como organização hierarquizada) tem a ver com a forma como estamos acostumados a pensar o mundo. Conhecemos uma estrutura estatal e tentamos transplantá-la para o que estamos vendo.

Meu esforço (na pesquisa) foi tentar não aplicar esses modelos mentais no que eles fazem. Se fosse uma estrutura hierárquica, piramidal, que dependesse da existência de líderes para acontecer, a atuação do governo paulista de isolar ou transferir líderes teria acabado com o PCC.

Na minha pesquisa, havia situações nas quais o PCC acontecia mesmo quando não tinha nenhum membro da facção presente. Isso ocorre, por exemplo, nas Febems, onde não existem membros do PCC porque (a facção) não batiza menores de idade.

Aconteceu também numa cadeia onde fiz pesquisa. Ela era do PCC, orientada de acordo com a ética do PCC, mas não tinha membros ali.

O PCC é, antes de qualquer coisa, uma ideia ou, como eles chamam, um movimento. Não tem um limite definido, e pode se prolongar indefinidamente.

BBC Brasil – No que a ética do PCC consiste?

Biondi – O principal pilar dessa ética é que os ladrões – como eles chamam toda pessoa que transita pelo mundo criminal -, que no caso são os presos, têm que se unir, e não guerrear uns com os outros, para que consigam enfrentar o inimigo comum: o sistema carcerário. Este é um dos pilares do PCC: a paz entre os presos e a guerra contra o sistema policial e carcerário.

Outra coisa que se tornou pilar é a igualdade.

BBC Brasil – Você diz que não é necessário haver um membro do PCC para garantir a presença da facção. O que te faz supor que haveria membros nas cadeias de Amazonas e Roraima?

Biondi – Para ter chegado em Manaus, acho que dependeu da existência de algum membro.

Alguém deve ter levado a ideia e feito ela se propagar. Essa propagação depende da capacidade de oratória, de persuasão, pré-requisitos para quem uma pessoa seja convidada a integrar o PCC.

BBC Brasil – Existe um convite formal?

Biondi – Sim, existe um batismo, ele assumem um compromisso. Mas não quer dizer que todas as pessoas que morreram (na rebelião) fossem membros do PCC.

Um membro não necessariamente conhece o outro. Eles não ostentam ser ou não membros.

Presos são transferidos do Compaj para presídio onde correm menos riscoImage copyrightREUTERS

Image captionPesquisadora afirma que presos em Manaus podem ter matado pessoas que não faziam parte do PCC

BBC Brasil – Com toda essa discrição, como acontece a comunicação e o envio de recados?

Biondi – A comunicação não é infalível e nem sempre chega em todos os lugares ou da mesma forma. Alguns pesquisadores dizem que o lema do PCC mudou. Teriam adicionado a palavra “união”. Fui para a pesquisa de campo e escutei isso. Mudei de bairro e as pessoas nunca tinham ouvido falar.

No início, o lema era “Paz, Justiça e Liberdade”, o mesmo do Comando Vermelho. Depois, incluíram “Igualdade” – foi quando um monte de coisas mudaram no funcionamento do PCC, com uma obsessão pela igualdade. Recentemente, houve a inclusão da “União”. Mas até quando fiz a pesquisa nas ruas não era em todo lugar que tinha chegado.

Chegava num bairro, e os moradores não sabiam quem era membro e quem não era. Não é uma coisa tão evidente, como no Rio de Janeiro, onde o dono do morro anda ostentando, com uma equipe de segurança. Em São Paulo, é tudo muito discreto.

Fico imaginando que, se isso foi replicado no contexto de Manaus, as pessoas que mataram (na rebelião) poderiam não saber de fato se os outros eram ou não membros do PCC.

BBC Brasil – As característica de discrição e fácil difusão são específicas do PCC ou são comuns a outras facções?

Biondi – Pelo o que leio de pesquisas do Rio, (as facções) são bem diferentes em termos de visibilidade e hierarquia. Toda essa forma disforme do PCC é consequência da obsessão pela igualdade. Não é porque sou membro do PCC que tenho mais direitos do que os outros presos.

Tudo vai tornando o PCC disforme: não saber exatamente quem é membro, a pessoa não ostentar, porque ela não pode mandar. Se mandar, vai estar ferindo um dos princípios do lema do PCC. Uma relação de mando vai contra a igualdade e é passível de expulsão.

BBC Brasil – Não existem ordens de um hierarquia superior?

Biondi – Eles não chamam de ‘ordens’, chamam de ‘salves’. Quando uma orientação tem um caráter mais incisivo, ela vem em nome do PCC e não de pessoas específicas. O PCC está acima. Aí sim aparece uma relação de desigualdade.

PrisãoImage copyrightPASTORAL CARCERÁRIA

Alguém comete um erro. Eles não falam em ‘julgamento’, nem em ‘punição’, que são coisas do sistema. Eles falam em ‘consequências’. E como a pessoa vai ser cobrada pelo erro? A cobrança não vem de atores individuais, vem do PCC. Ainda que sejam atores que apliquem a punição. É um método para que você resguarde uma certa ideia de igualdade.

Ela (a consequência) necessariamente tem que ser anônima.

BBC Brasil – Na madrugada de sexta, houve a rebelião em Roraima, com 33 mortos, e governo do Estado falou em envolvimento do PCC. A vingança faz parte do modus operandi da facção?

Biondi – Em certos casos, sim. Já fiquei sabendo de ocasiões em que até a igualdade é requisitada para justificar vida que se paga com vida. Aí eles decretam a morte de pessoas com base na igualdade. É possível.

BBC Brasil – No livro, você conta como PCC saiu vitorioso em São Paulo depois de várias brigas entre facções nos anos 1990. Estamos vendo uma volta desses conflitos?

Biondi – Em São Paulo, não. O PCC ainda é hegemônico e não temos notícias de guerra. Sempre aparecem pontos de oposição, mas são muitas cadeias em São Paulo, com 200 mil presos. É a maior população carcerária do país, e mais de 90% são alinhados ao PCC, com base no que dizem presos e agentes carcerários. Não se acaba com esse tipo de hegemonia de uma hora para outra.

Em outros Estados, isso está em jogo ainda. É a frente expansiva e expansão não se dá sem morte. De um lado ou de outro.

BBC Brasil – O PCC tem a expansão como um de seus objetivos?

Biondi – Sinceramente, não sei.

As pessoas que são do crime são a despeito do PCC existir. É ilusório pensar que uma pessoa trafica drogas por causa do PCC. Mas para esse negócios, sejam assaltos, tráfico ou outra atividade criminosa, já há um bom tempo (as pessoas) saem de São Paulo. E às vezes são presos fora (do Estado).

Imagino que, na hora que se é preso em outras cadeias, leva-se a ideia. É um dos fatores de expansão e mesmo de aliança, de tornar as coisas mais fáceis para práticas criminais. Mas não sei se existe um propósito comum.

BBC Brasil – Você começou a pesquisar o PCC em 2003. Percebe mudanças da facção nesse período?

Biondi – Algo apareceu recentemente, quando voltei a estudar cadeias: os demais presos, não membros do PCC, reclamam que a cadeia está largada, que a quebrada está largada, que o PCC está fraco. A ideia seria de conivência. Vejo que cada vez menos a resolução de conflitos se dá de forma violenta. Eles têm se tornado mais tolerantes, digamos. E isso tem muito a ver com a Lei de Drogas, que agora tem dez anos.

Depois da lei, não se encarcera usuários, mas os usuários passaram a ser presos como traficantes. Então, as cadeias de São Paulo estão lotadas de usuários e eles não são necessariamente do crime, não têm essa ética do crime. A forma de lidar com isso foi tornar-se mais tolerante e conscientizar essas pessoas em vez de cobrar.

Nessa lógica, os usuários ficam dando mancada toda hora e os outros presos ficam nervosos, dizendo que o PCC está frouxo.

BBC Brasil – Conscientizar de que forma?

Biondi – É conversar, explicar. Dizer: “se você fizer isso, está desrespeitando o companheiro”. Aí o cara comete outro erro, e o PCC conversa de novo.

Imagino que seja uma decisão política. Porque se fossem expulsar todas as pessoas que cometem erros dessa natureza, de convívio, a oposição já estaria maior do que o PCC. É uma estratégia para manter a hegemonia e trazer as pessoas para o lado do PCC e não torná-las inimigas.

Fonte:BBC Brasil

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jan 07 2017

Palha Italiana Recheada

INGREDIENTES

BRIGADEIRO MOLE

  1. 1 lata de leite condensado (395 g)
  2. 3 colheres (sopa) de chocolate em pó (20 g)
  3. 2 colheres (sopa) de margarina (30 g)
  4. PALHA ITALIANA
  5. 1 lata de leite condensado (395 g)
  6. 1 xícara (chá cheia) de chocolate meio amargo picado (180 g)
  7. 2 colheres (sopa) de margarina (30 g)
  8. 1 pacote de biscoito doce sem recheio picado grosseiramente (200 g)
  9. Açúcar de confeiteiro a gosto (para decorar)

MODO DE PREPARO

BRIGADEIRO MOLE

1 – Em uma panela coloque 1 lata de leite condensado, 3 colheres (sopa) de chocolate em pó, 2 colheres (sopa) de margarina e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até obter um brigadeiro mole (cerca de 10 minutos).

2 – Retire do fogo e reserve.

PALHA ITALIANA

1 – Em uma panela coloque 1 lata de leite condensado, 1 xícara (chá cheia) de chocolate meio amargo picado, 2 colheres (sopa) de margarina e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até obter um brigadeiro mole (cerca de 6 minutos).

2 – Retire do fogo e misture 1 pacote de biscoito doce sem recheio picado grosseiramente.

3 – Divida esta massa de palha italiana em duas partes e reserve. (OBS: o peso da massa com biscoito = 800 g)

4 – Em uma forma redonda (20 cm de diâmetro e 2,5 cm de altura) untada e forrada com um saco plástico espalhe metade da palha italiana (reservada acima), alisando a superfície.

5 – Retire da forma com a ajuda do saco plástico e reserve.

6 – Forre novamente a mesma forma com um saco plástico e espalhe a outra metade da palha italiana.

7 – Despeje o brigadeiro mole, cubra com a metade da palha italiana (reservada acima) e leve à geladeira por cerca de 3 horas.

8 – Desenforme, polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva em seguida.

Fonte:Ana Maria Braga

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jan 07 2017

Dieta mediterrânea eleva longevidade do cérebro, diz estudo

A dieta mediterrânea desacelera o envelhecimento e protege o cérebro. É o que diz um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e publicada pela revista especializada “Neurology”.

A pesquisa também revelou que o sistema nervoso de idosos que seguem esse tipo de alimentação é menos “limitado” em comparação com o de outras pessoas.

Mas o que seria uma dieta mediterrânea? Segundo os especialistas, trata-se de uma alimentação baseada em frutas, verduras, azeite de oliva, legumes e cereais, com consumo moderado de peixe, queijo e vinho e com pouca carne vermelha e de aves.

Países como Itália, França, Espanha, Turquia, Grécia e Marrocos ficam na região Mediterrânea, localizada entre África e Europa.

“Quando envelhecemos, o cérebro se limita, e perdemos células nervosas. Tudo isso influencia na memória e na aprendizagem. Nossa pesquisa adicionou outro fator a essa questão e acabou evidenciando o impacto positivo da dieta mediterrânea na saúde do cérebro”, diz Michelle Luciano, coordenador do estudo.

Os pesquisadores recolheram informações sobre os hábitos alimentares de 967 pessoas quando elas estavam com cerca de 70 anos. Depois, 562 desses voluntários fizeram uma ressonância magnética aos 73 para medir o volume do cérebro e da matéria cinzenta e a espessura do córtex, a camada mais externa do órgão.

Depois de três anos, os pesquisados tornaram a fazer uma ressonância magnética para avaliar as alterações. Dessa forma, os especialistas notaram que as pessoas que não tinham uma dieta mediterrânea sofreram uma perda de material cinzento 0,5% maior.

No entanto, não foi achada uma relação direta entre algum componente específico da dieta e a desaceleração do envelhecimento do cérebro. “É possível que um dos alimentos da dieta tenha esse impacto, ou pode ser a combinação de todos. Nosso estudo evidencia como uma dieta saudável dá uma proteção de longa duração”, conclui Luciano.

Fonte:JB

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jan 07 2017

Governo das Ilhas Virgens oferece dinheiro a quem visitar arquipélago

Quem escolher março para visitar as Ilhas Virgens ainda vai receber um bônus: uma lembrança comemorativa do centenário do “Dia da Transferência”

Normalmente uma viagem custa dinheiro e você precisa desembolsar com passagem, hospedagem, alimentação e passeios, mas não nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos. Segundo o UOL, o governo vai oferecer US$ 300 (cerca de R$ 970) em créditos a serem gastos durante as férias, aos turistas que escolherem o arquipélago como destino durante o ano de 2017, durante pelo menos três noites. O valor poderá ser gasto em excursões e atrações culturais e históricas.

Quem escolher março para visitar as Ilhas Virgens ainda vai receber um bônus: uma lembrança comemorativa do centenário do “Dia da Transferência”, dia em que a Dinamarca vendeu as ilhas aos EUA. Os visitantes podem resgatar os créditos hospedando-se em hotéis participantes, lista que pode ser encontrada no site de turismo da Ilha Virgem dos EUA.

Fonte:Brazilian Times

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jan 07 2017

Até onde vai a ‘amizade’ de Trump com Putin?

A campanha eleitoral do republicano Donald Trump foi marcada por um “namoro” com o presidente russo, Vladimir Putin, mas esta relação pode ter data para acabar, de acordo com especialistas consultados pela ANSA.

Apesar de prometer elevar o patamar das relações diplomáticas, o magnata encontrará uma série de interesses opostos entre Moscou e Washington no cenário internacional quando assumir a Presidência dos Estados Unidos, em 20 de janeiro.

“Nós temos vários Trumps. Temos o Trump no início da campanha, o Trump que enfrentou Hillary Clinton e, agora, o Trump que é o presidente dos EUA. Durante a campanha, ele jogou com essa suposta amizade com Putin, porque também era conveniente para o líder russo tirar os democratas do poder”, disse à ANSA Sidney Ferreira Leite, professor de Relações Internacionals da Faculdade Belas Artes e especialista em Oriente Médio.

O maior adversário político dos Estados Unidos desde o fim da Segunda Guerra Mundial não economizou palavras para elogiar nem para explicitar sua preferência pelo polêmico empresário à frente da Casa Branca. Um mês depois da vitória do republicano nas eleições, ainda pairam as acusações de que hackers russos teriam interferido no processo eleitoral, com vazamento documentos sigilosos da candidata democrata e invasão de computadores para favorecer Trump.

“Mas agora, na Presidência, Trump terá que analisar os interesses de Washington em áreas estratégias. Essa relação com Putin não será tão fácil, porque os interesses são opostos, principalmente no Oriente Médio”, analisou o especialista. Um dos pontos mais intricados é a crise na Síria. Se seu governo buscar uma aliança com a Rússia para combater o Estado Islâmico (EI), terá que prever o cenário posterior, ou seja, se aceitará o governo do ditador Bashar al-Assad.

“Se Assad ficar no poder, significa uma importante vitória para Putin, quem, desde o início da guerra na Síria, dizia que a oposição era formada por terroristas, enquanto os EUA armaram rebeldes e apoiaram a destituição do governo de Damasco”, disse Sidney Leite. “Trump terá que pensar duas vezes antes de fazer uma aliança com a Rússia, porque é um preço muito caro a se pagar”.

Para o cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM Heni Ozi Cukier, uma das opções de Trump é se aliar à Rússia apenas no combate ao Estado Islâmico, sem vinculá-lo ao futuro da Síria. “Os EUA terão que escolher quando se aproximam e quando recuam de Moscou. O governo George W. Bush tinha uma relação amigável com Putin e isso não refletia uma aliança de fato”, disse.

Além da crise síria, outros assuntos aparecerão logo no início da gestão de Trump, como o acordo nuclear com o Irã. O magnata já anunciou que pretende se opor ao tratado, alcançado em julho de 2015 para inspecionar a produção nuclear de Teerã.

Segundo o republicano, ele tentará renegociar os termos do acordo, o qual diz ser “um dos piores que os Estados Unidos já assinaram”. O governo iraniano também está descontente com o tratado e acusa Washington de não aliviar as sanções. Mas a Rússia, que apoiou as negociações junto com Reino Unido, França e China, entrará em alerta caso Trump reabra o tema.

No entanto, para não bater de frente com Moscou em todos os assuntos externos, o magnata republicano poderá adotar a estratégia de amenizar a pressão contra a Rússia no conflito na Ucrânica.

“Trump vai dizer que a Rússia é uma parceira, amiga, e pode acabar aliviando na questão da Ucrânia, que é exatamente o que a Rússia quer”, disse Cukier. “Mas essa decisão terá uma consequência chocante para a Europa”, concluiu o professor da ESPM.

Isso porque outro mote da campanha de Trump foi confrontar a atual configuração do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O republicano prometeu que, se eleito, exigiria mais participação financeira e militar dos países-membros e “não se sentiria obrigado a defender seus parceiros”.

“Falar que a Europa precisa invstir mais sozinha em defesa, e dar poder para seu inimigo, a Rússia, não faz sentido. Alguns países entrarão em pânico”, afirmou Cukier.

“Os EUA são como um cobertor de segurança, se decidirem se retirar, as animosidades vão aumentar entre os europeus. Alguns países do leste começarão a se armar, a sentir insegurança, questionando qual posição tomar também em relação à Rússia”, analisou o especialista. (ANSA).

Fonte:Brazilian Times

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jan 07 2017

Relatório de inteligência dos EUA diz que Putin dirigiu ataque cibernético para ajudar Trump

WASHINGTON (Reuters) – O presidente russo Vladimir Putin ordenou uma “campanha de influência” em 2016 visando as eleições presidenciais nos Estados Unidos com o objetivo de enfraquecer o processo democrático e denegrir a rival democrata Hillary Clinton, mostrou um novo relatório de inteligência liberado ao público nesta sexta-feira.

“Nós avaliamos que Putin e o governo russo desenvolveram uma clara preferência pelo presidente eleito Trump”, afirma o relatório.

“Também avaliamos que Putin e o governo russo buscaram ajudar as chances de eleição do presidente eleito Trump quando possível ao desacreditar a secretária Clinton e publicamente comparando-a desfavoravelmente a ele.”

Fonte:Reuters

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